abril 13, 2021

Argentina comprará 25 milhões de doses da vacina russa Sputnik V

© AP Photo / Juan Mabromata




Da Sputnik

A informação foi confirmada pelo presidente argentino, Alberto Fernández, em entrevista para a Sputnik.

A aquisição das doses será feita entre dezembro e a primeira quinzena de janeiro, segundo o mandatário. 

“Eles estariam em condições de nos dar dez milhões de cada uma das duas doses [que a vacina contra a COVID-19 exige]. Podemos ter elas em dezembro aqui e, nos primeiros dias de janeiro, poderíamos ter, segundo me disseram, mais 15 milhões de doses”, disse Fernández. 

Segundo o chefe de Estado, a vacinação já poderia começar em dezembro. O presidente afirmou ainda que a vice-ministra de Saúde, Carla Vizzotti, chegou a viajar para Moscou para acertar a aquisição da vacina, produzida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya. 

“Ao contrário dos outros fabricantes de vacinas, não tínhamos um interlocutor na Argentina com quem pudéssemos falar. Então combinei pessoalmente uma viagem para a Rússia da vice-ministra da Saúde, Carla Vizzotti, e de Cecilia Nicolini, que é minha assessora presidencial”, explicou Fernández.

‘Com certeza’, diz presidente sobre tomar vacina

O acordo com a Rússia foi fechado após a viagem das autoridades, que ocorreu entre os dias 17 e 26 de outubro. 

Além disso, o presidente argentino disse que “com certeza” se vacinará com a Sputnik V. Ao mesmo tempo, ele ressaltou que não usará o imunizante até ele estar disponível para a população. 

“Tenho duas amostras que me mandaram da Rússia no começo das conversas [para o acordo de compra], mas não me parece juste que eu me vacine e outros argentinos não possam se vacinar e, além disso, sei a responsabilidade que tenho”, afirmou Fernández. 

Proteger mais vulneráveis

O presidente disse também que o acesso à Sputnik V será essencial para proteger os setores mais vulneráveis da população. De acordo com ele, “metade da população estaria vacinada” com o imunizante vindo da Rússia. 

“Isso é muito importante para nós, porque nos permitiria vacinar os setores que estão em risco na Argentina”, comentou.