A carta de Ciro Gomes a Biden é simplesmente vergonhosa, diz Breno Altman

A carta de Ciro Gomes a Biden é simplesmente vergonhosa, diz Breno Altman

novembro 8, 2020 0 Por admin




O Ciro Gomes mandou um telegrama para o Joe Biden.

É isso mesmo. Em plena era do Whatsapp o Ciro enviou um telegrama para o candidato eleito presidente dos Estados Unidos ao invés de apenas escrever um texto e marcar ele como todos fizeram.

Estaria o Ciro querendo fazer o mesmo que o Bolsonaro fez com o Trump?

A carta foi realmente vergonhosa como bem disse o Jornalista Breno Altman.

E como sempre, a internet não perdoa conforme a chacota abaixo postada no Twitter.

https://twitter.com/FernandoCabulo3/status/1325400823216664576

Caso queira ler a carta, quer dizer, o telegrama, segue abaixo:

Encaminhei hoje um telegrama para o 46º presidente eleito dos EUA, Joe Biden.

Confira:

7 de novembro de 2020

Presidente eleito Joseph R. Biden

Caro Presidente eleito Biden,​

Escrevo do Brasil para parabenizá-lo por sua eleição e para manifestar a esperança de que sua Presidência venha a marcar virada para melhor nas relações entre os Estados Unidos e o Brasil.​Dediquei minha vida à ação pública e a lutar para que meu país siga rumo de desenvolvimento que sirva aos interesses e às aspirações do povo brasileiro. Agora trato de organizar, com o apoio de meu partido (o Partido Democrático Trabalhista) e do que espero ser uma aliança de partidos progressistas, minha candidatura à Presidência do Brasil. Sua eleição deu a muitos de nós no Brasil e em toda a América Latina a esperança de poder trabalhar com seu governo e com americanos de todos os quadrantes da vida nacional, dentro e fora dos cargos públicos, para empoderar os homens e as mulheres comuns.​Os Estados Unidos e o Brasil são as duas maiores democracias do hemisfério ocidental e duas das três maiores democracias do mundo. Governos recentes em ambos nossos países rebaixaram nossa relação ao nível de negociações comerciais de curto prazo e de expressões de afinidade ideológica entre líderes direitistas lá e cá.​Vemos espaço vasto para colaboração entre os Estados Unidos e o Brasil: para mobilizar tecnologias e práticas de produção avançadas por formas que tornem a maioria trabalhadora e as pequenas empresas nos nossos países mais produtivas e prósperas; para compartilhar experiências na melhora da educação nos nossos países extensos, desiguais e federativos; para dar consequência prática ao ideal do desenvolvimento sustentável (o Brasil conserva na Amazônia e em outras partes de seu território o maior tesouro de biodiversidade e água doce do planeta); para reerguer ordem internacional baseada em regras que não mais se cinja a acertos estabelecidos no rescaldo de uma guerra mundial concluída há setenta e cinco anos; para afastar risco de outro conflito global ainda mais terrível; e, sim, para comerciar de maneira livre e equitativa sob termos que beneficiem a maioria de americanos e de brasileiros. Para este fim, queremos ver não apenas nossos governos nacionais mas também nossos cidadãos, nossas empresas e nossas universidades se darem as mãos.​Não temos inimigos no mundo. Estamos determinados a trabalhar com outros países grandes — inclusive aqueles que nos acompanham na organização BRICS: a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul, bem como nossos vizinhos sul-americanos e os Estados Unidos, para resolver problemas globais por meio de iniciativas conjuntas de nações soberanas.​Ao parabenizá-lo por sua eleição, reitero minha fé no potencial do que podem nossos países fazer juntos.​​​​

Com as saudações e o respeito de Ciro Gomes.