Bolsa brasileira tem o 2º pior desempenho no mundo em 2021, mostra ranking

Bolsa brasileira tem o 2º pior desempenho no mundo em 2021, mostra ranking

dezembro 4, 2021 0 Por admin

© AP Photo / Andre Penner

Da Sputnik

O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, registrou o segundo pior desempenho no mundo em 2021, atrás apenas da bolsa da Venezuela.

A crise econômica que assola o Brasil ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira (3), de acordo com o ranking da agência de classificação de risco Austin Rating, publicado no portal G1. O Ibovespa caminha na contramão da tendência global, com uma queda de mais de 14% no acumulado no ano até novembro, só não perdendo para a baixa registrada pela bolsa da Venezuela. O levantamento compara a variação de 79 índices internacionais em bolsas de 78 países no acumulado no ano, até o fechamento de novembro.

A media das variações das bolsas do mundo nos 11 primeiros meses do ano foi de uma alta de 13,6%, enquanto que a bolsa brasileira amargou uma baixa de 14,4%.

Homem olha para monitores com preços das ações na sede da bolsa B3 em São Paulo, 21 de outubro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 03.12.2021

Homem olha para monitores com preços das ações na sede da bolsa B3 em São Paulo, 21 de outubro de 2021. Foto de arquivo© AP Photo / Andre Penner

O Ibovespa registrou em novembro o quinto mês seguido de baixa. Na quinta-feira (2), o índice fechou em alta de 3,66%, recuperando uma pequena parte dessas perdas, e passando a acumular queda de 12,23% no ano. A crise no Ibovespa, escreve a publicação, tem se intensificado em meio a um cenário de inflação alta, juros em alto, e aumento das incertezas fiscais após as manobras do governo para driblar o teto de gastos. O levantamento mostra que, mesmo considerando a taxa de câmbio e a desvalorização de moedas como o real frente ao dólar, o Ibovespa permanece no pódio de piores desempenhos em 2021. No ranking do desempenho dos índices acionários convertidos em dólar, a Bolsa brasileira foi a terceira pior, ficando atrás apenas de Venezuela e Turquia, cuja moeda registra depreciação de mais de 30% no ano.