Ataque dos EUA à Venezuela: Governo Chavista se mantém unido e com apoio popular
Delcy Rodríguez presta solidariedade a uma familiar de vítima dos ataques dos EUA contra a Venezuela durante ato em Homenagem aos Mártires Venezuelanos e Cubanos| Foto: Ministério das Comunicações da Venezuela
Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, a Venezuela foi alvo de um ataque sem precedentes pelos Estados Unidos, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. A ofensiva, confirmada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, atingiu a capital, Caracas, e os estados de Aragua e La Guaira, causando a morte de 111 pessoas, incluindo 32 agentes de segurança cubanos. Em resposta imediata, a então vice-presidenta, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina, assegurando a continuidade do governo chavista e a união cívico-militar em defesa da soberania nacional, em um movimento que demonstrou a coesão do poder estabelecido mesmo diante da crise.
Apesar da incerteza do cenário, o governo venezuelano tem demonstrado força e unidade. O apoio a Delcy Rodríguez foi reforçado por figuras importantes, como o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e a população tem ido às ruas em marchas diárias para protestar contra a intervenção norte-americana e pedir a libertação de Maduro. Em um desdobramento controverso, o governo interino iniciou negociações para a venda de 30 a 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos, uma medida que, segundo analistas, visa garantir a governabilidade em meio à crise. Para o analista de política internacional Hugo Albuquerque, apesar do cenário desfavorável, a unidade do governo e o respaldo popular são fatores cruciais que podem influenciar os desdobramentos futuros, não descartando, inclusive, a possibilidade de libertação de Nicolás Maduro.