maio 14, 2021

Alvo de estudo, 1ª cidade brasileira conclui vacinação em massa contra a COVID-19

© Folhapress / Eduardo Anizelli

Da Sputnik

Neste domingo (11), um estudo do Instituto Butantan deve concluir a fase de vacinação em massa na cidade de Serrana, no interior de São Paulo, para avaliar o impacto da vacina contra a COVID-19 e também sobre a transmissão do vírus.

O chamado Projeto S, do Butantan, analisa a eficácia da vacina chinesa CoronaVac em impedir a transmissão do novo coronavírus, além do impacto sobre as mortes causadas pela COVID-19.

A cidade do interior de São Paulo tem 45,6 mil habitantes e terá a população alvo da vacinação, cerca de 28 mil pessoas, totalmente vacinada até o final deste domingo (11).

O último grupo a receber a segunda dose da vacina é o chamado grupo azul. Após a conclusão, uma cerimônia encerrará a fase do estudo com a presença do diretor do Butantan, Dimas Covas.

As pessoas vacinadas no estudo serão monitoradas ao longo de um ano utilizando uma inteligência artificial em parceria com o WhatsApp. A expectativa é que resultados preliminares estejam disponíveis em maio deste ano.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, durante coletiva de imprensa no dia 23 de novembro de 2020

© FOTO / GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, durante coletiva de imprensa no dia 23 de novembro de 2020

Conforme publicou o portal G1, profissionais de saúde da cidade já dizem sentir queda nas hospitalizações e no surgimento de casos graves. Os profissionais, no entanto, ainda não associam a mudança à vacinação.

Em 2020, a cidade chegou a preocupar as autoridades por apresentar níveis altos de transmissão em inquérito sorológico, e foi escolhida pela baixa população. Ainda no ano passado a cidade realizou um censo local para preparar a população para o estudo do Butantan.

Além da queda nas mortes e na transmissão, o estudo busca observar possível redução na carga de doença, adesão da população à vacinação, ferramentas de combate a epidemias e também a interação da vacina com a variante brasileira do novo coronavírus, a P1.

Moradores do município de Serrana, na Região Metropolitana de Ribeirão Preto (SP), aguardam em fila para serem vacinados com a CoronaVac, em 3 de março de 2021

© FOLHAPRESS / EDUARDO ANIZELLI – Moradores do município de Serrana, na Região Metropolitana de Ribeirão Preto (SP), aguardam em fila para serem vacinados com a CoronaVac, em 3 de março de 2021

No resto do Brasil, a vacinação segue avançando abaixo da expectativa. Apesar de ser um dos países que mais aplicou doses, a vacinação ainda está longe de alcançar a quantidade de pessoas necessárias para garantir a imunização. O Brasil é atualmente o 57º país em quantidade de doses aplicadas a cada 100 mil habitantes, conforme dados do site Our World in Data.

Segundo levantamento do consórcio dos veículos de imprensa, o país vacinou 23.077.025 de pessoas com pelo menos a primeira dose de uma vacina contra o novo coronavírus, o equivalente a 10,9% da população. Já o número de pessoas que tomou a segunda dose é de 6.978.834, o que equivale a 3,3% dos brasileiros.