{"id":186042,"date":"2024-07-25T13:59:12","date_gmt":"2024-07-25T13:59:12","guid":{"rendered":"http:\/\/avozdocerrado.com\/?p=186042"},"modified":"2024-07-25T13:59:12","modified_gmt":"2024-07-25T13:59:12","slug":"mulheres-negras-pre-candidatas-no-parana-propoem-um-legislativo-antirracista-e-que-olhe-para-as-mulheres-juventude-e-periferia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avozdocerrado.com\/?p=186042","title":{"rendered":"Mulheres negras pr\u00e9-candidatas no Paran\u00e1 prop\u00f5em um legislativo antirracista e que olhe para as mulheres, juventude e periferia"},"content":{"rendered":"<p>Brasil de Fato<\/p>\n<p>Angela, Andreia, Daiana, Evelin, Giorgia, Juliana, M\u00e3e Gi, Made, M\u00e1rcia, Maz\u00e9, Miss Preta, Natalia, Telma e Vanda s\u00e3o algumas das mulheres negras paranaenses que colocaram seus nomes para concorrer a uma vaga nas C\u00e2maras Municipais do Paran\u00e1. Entrevistadas pelo <strong>Brasil de Fato Paran\u00e1<\/strong>, as pr\u00e9-candidatas falaram sobre os desafios de acessar e permanecer na pol\u00edtica diante do preconceito e de um cen\u00e1rio que h\u00e1 anos se mant\u00e9m majoritariamente representada por homens brancos e ricos. Entre as propostas, est\u00e1 o plano de tornar as C\u00e2maras Municipais um espa\u00e7o antirracista e que responda \u00e0s demandas das mulheres e da popula\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica.<\/p>\n<p>Publicidade<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.iguassu.com.br\/para-visitantes\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images02.brasildefato.com.br\/35712f5dd72255320532f0746a3c6be7.webp\"><\/a><\/p>\n<p>Na \u00faltima elei\u00e7\u00e3o municipal, em 2020, houve um aumento recorde de candidaturas de mulheres negras, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2016, mulheres negras representaram apenas 15,4% das candidaturas a vereadora (71.066), das quais apenas 5% (2.870) foram eleitas.<\/p>\n<p>Em 2020, 84.418 mulheres negras foram candidatas ao legislativo. \u00a0No entanto, o n\u00famero de eleitas, apesar de crescimento em rela\u00e7\u00e3o a 2016, ainda \u00e9 pequeno. Das mais de 88 mil mulheres negras candidatas, 4,54% (4.026) foram eleitas (3.510 pardas e 516 pretas).<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>\u00a0Luta desde cedo contra a viol\u00eancia, racismo e preconceito<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images03.brasildefato.com.br\/c189332ba2e3ccdec519900fb20ce292.webp\"><br \/>\n<em>Telma Mello, pr\u00e9-candidata a vereadora pelo PSOL, Curitiba. \/ Arquivo pessoal<\/em><\/p>\n<p>A pr\u00e9-candidata a vereadora pelo PSOL, Telma Mello, diz que antes de pensar nas dificuldades de permanecer na pol\u00edtica, \u00e9 preciso acessar o espa\u00e7o de decis\u00e3o. \u201cAgora, estou angustiada com as viol\u00eancias pol\u00edticas para acessar o espa\u00e7o pol\u00edtico de poder. Por exemplo, ainda n\u00e3o tenho certeza se receberei parte do fundo eleitoral, se receberei de forma justa e igualit\u00e1ria, se terei verba para fazer campanha publicit\u00e1ria, para concorrer de forma justa, igualit\u00e1ria e, portanto democr\u00e1tica,\u201d diz. Telma \u00e9 Conselheira Tutelar, mas no momento est\u00e1 afastada do cargo e sem remunera\u00e7\u00e3o, sendo para ela, mais um entrave para competir no processo eleitoral.<\/p>\n<p>Telma acredita que todos j\u00e1 est\u00e3o na pol\u00edtica desde o momento em que s\u00e3o gestados, mas identifica como o principal motivo para se envolver no processo pol\u00edtico quando a sua irm\u00e3 foi v\u00edtima de feminic\u00eddio. \u201cAs pessoas est\u00e3o envolvidas com a pol\u00edtica desde o \u00fatero, embora muitas pessoas ainda n\u00e3o tenham essa consci\u00eancia. Costumo dizer que j\u00e1 nasci protestando, quando dei o primeiro grito. Mas, efetivamente, a partir de 2015, quando minha irm\u00e3 T\u00e2nia Mello foi violentamente assassinada, num crime de racismo e feminic\u00eddio, crime que n\u00e3o foi investigado e ningu\u00e9m foi criminalizado, mais uma mulher preta invisibilizada que entrou para as estat\u00edsticas de viol\u00eancia contra as mulheres. A partir desse fato percebi que precisava fazer a luta partid\u00e1ria, a luta em espa\u00e7os de poder, a luta de quem est\u00e1 em espa\u00e7os estrat\u00e9gicos de atua\u00e7\u00e3o,\u201d cita. \u00a0<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images01.brasildefato.com.br\/597ab79fa0bcbe3de86f748bba4f9cf2.webp\"><br \/>\n<em>Made Santos, pr\u00e9-candidata a vereadora pelo PDT, Curitiba. Arquivo pessoal<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0Para chegar aos espa\u00e7os de poder \u00e9 preciso combater o preconceito, discrimina\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero. Esta \u00e9 a opini\u00e3o da arte educadora, terapeuta e diretora teatral, Made Santos, pr\u00e9-candidata pelo PDT de Curitiba. \u201cAbrir espa\u00e7o dominado na sua maioria por homens brancos \u00e9 o grande desafio. A luta das mulheres por representatividade e identidade \u00e9, inclusive, diferente das mulheres brancas, pois a voz delas chega primeiro\u201d, diz.<\/p>\n<p>Neste mesmo caminho vem se construindo a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da pr\u00e9-candidata pelo PDT de Arauc\u00e1ria, a pedagoga M\u00e1rcia Reis. \u201cVenho militando h\u00e1 diversos anos no combate ao racismo e todas as demais formas de viol\u00eancia, atrav\u00e9s de coletivos que fa\u00e7o parte e, por isso, cheguei \u00e0 conclus\u00e3o que \u00e9 a hora de atuar na pol\u00edtica legislativa\u201d, diz.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images03.brasildefato.com.br\/b66c1370aad5b9f4880842895c448cfb.webp\"><br \/>\nMarcia Reis, pr\u00e9-candidata a veredora pelo PDT de Arauc\u00e1ria. \/ Arquivo pessoal<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Invisibilidade da popula\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica<\/strong><\/p>\n<p>Para a diarista e lideran\u00e7a popular do bairro Parolin, a pr\u00e9-candidata pelo PT Andreia Lima, o envolvimento com pol\u00edtica come\u00e7ou cedo. \u201cEu fa\u00e7o pol\u00edtica social desde quando aprendi a ler e escrever para acompanhar as mulheres mais velhas dentro da comunidade do Parolin. Isso foi aos oito anos de idade. Fui junto com a minha m\u00e3e e n\u00e3o entendia que isso era pol\u00edtica. Conforme ia chegando as demandas, as necessidades da favela, fui me informando, fui estudando, fui atr\u00e1s de buscar como ajudar a resolver esses problemas, mas \u00e9 da necessidade mesmo do territ\u00f3rio da onde eu vivo e que me acolheu, me ensinou muito e me moldou a ser essa mulher que sou hoje\u201d, diz.\u00a0<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images02.brasildefato.com.br\/38b72eadfe95621f545efb972276d552.webp\"><br \/>\nAndreia de Lima, pr\u00e9 candidata pelo PT de Curitiba. \/ Arquivo pessoal<\/p>\n<p>Como mulher da periferia, Andreia cita como os principais desafios a pol\u00edtica higienista imposta pela poder p\u00fablico. \u201cPrimeiramente que essa pol\u00edtica classista, essa pol\u00edtica higienista que n\u00e3o nos quer em nenhum espa\u00e7o de poder. Eles n\u00e3o querem nem ajudar a gente a resolver esse problema. N\u00f3s, que eu digo, o povo da periferia, o povo com vulnerabilidade, o povo que precisa de pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas. Ent\u00e3o, \u00e9 a resist\u00eancia, \u00e9 o conhecimento, \u00e9 o fortalecimento e \u00e9 a coletividade da periferia que me d\u00e1 suporte e me fortalece para que eu n\u00e3o desista desse espa\u00e7o,\u201d explica.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images01.brasildefato.com.br\/196bcbe8954a7b3e97bf1ab11be5388d.webp\"><br \/>\nAngela Alfonsina, pr\u00e9-candidata pelo Psol, Curitiba. \/ Arquivo pessoal<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m a opini\u00e3o da pr\u00e9-candidata pelo Psol, a professora aposentada Angela Alfonsina, que a cidade de Curitiba invisibiliza os negros e a periferia. \u201cMoro em uma cidade que se acha europeia, muitas pessoas aqui dizem que n\u00e3o tem favela e nem pobreza. E, tamb\u00e9m por ser mulher, \u00e9 outro ponto \u00e1rduo.\u201d<\/p>\n<p>Angela, inclusive, conta que n\u00e3o p\u00f4de se envolver com pol\u00edtica partid\u00e1ria antes da sua aposentadoria porque sofria viol\u00eancia psicol\u00f3gica dentro de casa. \u201cNunca me envolvi com pol\u00edtica partid\u00e1ria antes da minha aposentadoria porque eu sofria press\u00e3o psicol\u00f3gica dentro de casa. Durante 23 anos ouvi meu ex-esposo falando que funcion\u00e1rio p\u00fablico s\u00f3 se envolvia com pol\u00edtica para ficar 3 meses sem trabalhar. Mesmo n\u00e3o concordando com ele, mas querendo evitar problemas maiores, n\u00e3o me envolvi t\u00e3o diretamente. Agora estou aposentada e posso me dedicar,\u201d comenta Angela.<\/p>\n<p><strong>Do Movimento Estudantil, da lutas populares, inspira\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia \u00e0 pol\u00edtica partid\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images02.brasildefato.com.br\/b8fb3ec0be29e8ca0080f85972e88147.webp\"><br \/>\nGiorgia Prates, vereadora e pr\u00e9-candidata a reelei\u00e7\u00e3o pelo PT, Curitiba. \/ Arquivo pessoal<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Da viv\u00eancia do Movimento Estudantil e da sua origem vinda da periferia de S\u00e3o Paulo \u00e9 que a sensibilidade para o olhar pol\u00edtico come\u00e7ou para a vereadora e pr\u00e9-candidata \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o, Giorgia Prates. \u201cCresci na favela de S\u00e3o Paulo vendo a minha m\u00e3e sempre fazendo pontes para resolver a vida de todos em volta\u201d, conta.\u00a0Em Curitiba, estudou na UFPR e l\u00e1 entrou em contato com o Movimento Estudantil e com o fotojornalismo, dois motivos que refor\u00e7aram a vontade de ingressar na pol\u00edtica partid\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cNo ativismo, aprendi o significado pol\u00edtico do seu corpo no mundo, o que significava politicamente ser uma mulher negra, l\u00e9sbica, perif\u00e9rica e do ax\u00e9. Como fotojornalista, exerci a vis\u00e3o pol\u00edtica de base, denunciando com um olhar sens\u00edvel as vidas em vulnerabilidade\u201d, conta Giorgia que em seu mandato, entre os v\u00e1rios projetos apresentados, destinou R$ 1,8 milh\u00e3o em emendas parlamentares para as \u00e1reas perif\u00e9ricas da cidade.<\/p>\n<p>Para ela, estar e permanecer na pol\u00edtica \u00e9 marcado por in\u00fameros desafios. &#8220;S\u00f3 a presen\u00e7a de um corpo como o meu, de uma mulher preta, perif\u00e9rica, sapatona, do ax\u00e9, j\u00e1 causa receio e espanto. Ent\u00e3o, todo dia \u00e9 uma ofensa que a gente escuta, a tentativa \u00e9 de me colocar em um lugar j\u00e1 esperado, que \u00e9 o da preta raivosa e de novamente fazer parecer que pessoas negras est\u00e3o ali apenas para ser palco e escada para racista e, no meu caso, Lgbtf\u00f3bicos. Tamb\u00e9m enfrento tentativas de invisibiliza\u00e7\u00e3o com a autoria de projetos ignoradas pela imprensa, a viol\u00eancia pol\u00edtica tamb\u00e9m aparece na tramita\u00e7\u00e3o dos projetos, alguns travam nas comiss\u00f5es, nas divulga\u00e7\u00f5es de emendas coletivas que surgem sem meu nome,&#8221; cita Prates.\u00a0<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images01.brasildefato.com.br\/43ccf5236fb0a3458daaf41db87ad016.webp\"><br \/>\nMaz\u00e9 Saad, pr\u00e9 candidata a vereadora pelo PCdoB, Foz do Igua\u00e7u. \/ Arquivo pessoal<\/p>\n<p>Atualmente presidente da Frente Brasil Esperan\u00e7a (PT, PCdoB e PV) em Foz do Igua\u00e7u, a ativista de direitos humanos e psic\u00f3loga Maz\u00e9 Saad \u00e9 pr\u00e9-candidata \u00e0 vereadora pelo PCdoB. Seu envolvimento na pol\u00edtica come\u00e7ou na d\u00e9cada de 1980, quando participou do Movimento Estudantil. \u201cComecei na d\u00e9cada de 80 no Movimento Estudantil, comecei nos movimentos sociais porque entendo que a partir dele que se devem fazer as pol\u00edticas de defesa dos direitos fundamentais, eles devem pautar a constru\u00e7\u00e3o das legisla\u00e7\u00f5es\u201d, diz.<\/p>\n<p>Para Maz\u00e9, estar na pol\u00edtica \u00e9 tamb\u00e9m para quebrar paradigmas.\u201cO desafio de se manter na representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica numa sociedade machista e racista \u00e9 quebrar o paradigma de que esses espa\u00e7os n\u00e3o s\u00e3o para mulheres,\u201d opina Maz\u00e9.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images01.brasildefato.com.br\/cba91bd8077c3b65ac49fa2716f06168.webp\"><br \/>\nDaiana Trindade Furtado, pr\u00e9-candidata pelo PT Curitiba. \/ Arquivo pessoal<\/p>\n<p>A pr\u00e9-candidata pelo PT de Curitiba, a professora Daiana Trindade Furtado, tem sua caminhada pol\u00edtica iniciada e inspirada tamb\u00e9m pelo Movimento Estudantil e a fam\u00edlia.\u00a0\u201cA minha fam\u00edlia sempre foi engajada com as pautas sociais e culturais, minha madrinha sindicalista, meu av\u00f4 Getulista &#8211; Brizolista e carnavalesco. Desde muito cedo a pol\u00edtica e a consci\u00eancia racial estavam presentes na minha vida. Ademais, na adolesc\u00eancia participava do movimento estudantil no IFSul da minha cidade Pelotas, que inclusive tem uma forte representa\u00e7\u00e3o da comunidade negra, como os clubes sociais que foram criados enquanto espa\u00e7os de fortalecimento da nossa negritude, resist\u00eancia e pensado para romper barreiras sociais de exclus\u00e3o, havendo uma coletividade e uni\u00e3o negra que se articulava em uma cidade hostil com hist\u00f3rico escravocrata cruel,\u201d relata.<\/p>\n<p>Daiana diz ser grata a quem veio antes para abrir os caminhos. \u201cCom certeza percebo que a minha identidade racial foi um obst\u00e1culo para muitos espa\u00e7os. No entanto, o que me alegra muito \u00e9 ver muitas mulheres negras hoje ocupando espa\u00e7os de poder que nos foram negados. Agrade\u00e7o os caminhos que foram abertos por elas,\u201d diz.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images03.brasildefato.com.br\/4f89ac4059ba172d08ee5d3f37478a64.webp\"><br \/>\nNat\u00e1lia Lisboa, pr\u00e9-candidata a vereadora pelo PT Londrina\/PR. \/ Arquivo pessoal<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi a partir do trabalho da av\u00f3 que a pr\u00e9-candidata pelo PT de Londrina, Natalia Lisboa, come\u00e7ou a se interessar por pol\u00edtica. \u201cMinha av\u00f3 paterna sempre participou das pastorais sociais e cresci dentro desse trabalho de base dela. Desde muito nova sempre estive na milit\u00e2ncia, fiz parte do Movimento Estudantil quando tinha apenas 11 anos. Com 14, fiz parte do movimento passe livre e \u00e9 uma luta que carrego at\u00e9 hoje\u201d, diz. Nat\u00e1lia \u00e9 educadora social e em Londrina fundou o Coletivo Negro Filhos de Dandara, fundou a Frente Antirracista de Londrina e o Desencarcera Londrina.<\/p>\n<p>Natalia diz que sua forma de estar no mundo \u00e9 por meio da milit\u00e2ncia pol\u00edtica e cita principalmente o machismo como desafio. \u201cSer mulher e se colocar nesse espa\u00e7o que \u00e9 a pol\u00edtica \u00e9 muito dif\u00edcil, pois \u00e9 um lugar que os homens, ao longo da hist\u00f3ria dominaram. Eles foram forjados a serem figuras p\u00fablicas enquanto n\u00f3s fomos educadas a ser prioridade privada deles,\u201d diz<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images02.brasildefato.com.br\/18c8994f36f5e7f4e9bb1679a940d988.webp\"><br \/>\nVanda de Assis, pr\u00e9-candidata a vereadora pelo PT Curitiba \/ Arquivo pessoal<\/p>\n<p>Para a assistente social, Vanda de Assis, a fam\u00edlia e o envolvimento o movimento pol\u00edtico de jovens foi o pontap\u00e9 inicial. Pr\u00e9-candidata pela segunda vez a vereadora pelo PT de Curitiba, Vanda diz que o ingresso na pol\u00edtica partid\u00e1ria foi a consequ\u00eancia do seu envolvimento nas lutas populares.\u00a0\u201cComecei a me envolver na pol\u00edtica desde adolescente, por meio da Pastoral da Juventude e da minha fam\u00edlia, que sempre teve envolvimento pol\u00edtico em organiza\u00e7\u00f5es sindicais. A minha entrada na pol\u00edtica eleitoral foi uma consequ\u00eancia das lutas populares. No movimento popular, entendemos que a pol\u00edtica precisa ser feita a partir da realidade das pessoas que mais precisam&#8221;, diz.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Vemos que a pol\u00edtica em Curitiba \u00e9 dominada por homens brancos das mesmas fam\u00edlias ricas. Ent\u00e3o, nos desafiamos a disputar o lugar onde sempre dev\u00edamos ter estado: construindo pol\u00edticas p\u00fablicas para uma vida digna,\u201d cita Vanda.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images03.brasildefato.com.br\/a4f370686c3246d8385ec55c5368cf95.webp\"><br \/>\nJuliana Mildemberg, pr\u00e9-candidata a vereadora pelo PT Curitiba. \/ Arquivo pessoal<\/p>\n<p>A luta sindical levou a professora de educa\u00e7\u00e3o infantil Juliana Mildemberg chegar at\u00e9 a milit\u00e2ncia e pol\u00edtica partid\u00e1ria. Pr\u00e9 candidata a vereadora pelo PT Curitiba, ela atribui sua decis\u00e3o de ser pr\u00e9-candidata devido a sua experi\u00eancia como sindicalista. \u201cComecei na pol\u00edtica ap\u00f3s uma greve dos ent\u00e3o educadores (infantis) na \u00e9poca, 2 anos ap\u00f3s meu ingresso na carreira no servi\u00e7o p\u00fablico em Curitiba. Nunca mais sai da pol\u00edtica sindical, consecutivamente entrei para o movimento estudantil, em 2016 entrei para a milit\u00e2ncia partid\u00e1ria ap\u00f3s o golpe a Presidenta Dilma\u201d, conta.\u00a0Atualmente ela \u00e9 coordenadora geral do Sindicato dos Servidores P\u00fablicos do Paran\u00e1 (SISMUC).<\/p>\n<p>\u201cOs desafios enfrentados s\u00e3o muitos, desde a quest\u00e3o geracional dentro dos espa\u00e7os pol\u00edticos, quanto \u00e0 quest\u00e3o de ser uma mulher jovem e negra, ocupando um espa\u00e7o que tende a ser ocupado por pessoas com mais experi\u00eancia,\u201d conclui Mildemberg.<\/p>\n<p><strong>Representatividade da juventude<\/strong><\/p>\n<p>A representatividade das mulheres jovens negras na pol\u00edtica ainda \u00e9 mais desigual. Na elei\u00e7\u00e3o de 2020, entre os jovens eleitos (18 a 35 anos), foram 4.813 homens negros e 803 mulheres negras em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 elei\u00e7\u00e3o da juventude branca que foram 5.737 homens brancos eleitos e 1.166 mulheres brancas. As jovens negras representaram 22.193 candidaturas a vereadora, 94 a prefeita e 266 a vice-prefeita (18 a 35 anos), mas foram eleitas 735, 32 e 36, respectivamente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images02.brasildefato.com.br\/c2f74fab6a76662764dc4ded36f5359f.webp\"><br \/>\nEvelin Moreira, pr\u00e9-candidata a vereadora pelo PT Curitiba. \/ Arquivo pessoal<\/p>\n<p>Pr\u00e9-candidatas jovens negras relatam que muito cedo se depararam com epis\u00f3dios de racismo que as levaram a se envolver com a pol\u00edtica. Evelin Moreira,\u00a0 estudante de jornalismo e pr\u00e9-candidata pelo PT, diz:\u00a0\u201ccom 19 anos, tive que sair da minha terra natal em busca de melhores oportunidades para mim e para ajudar financeiramente a minha fam\u00edlia. Comecei na pol\u00edtica nesse mesmo per\u00edodo, ao me descobrir como mulher negra na adolesc\u00eancia. A partir desse processo doloroso e ao mesmo tempo empoderador, entendi que a in\u00e9rcia nunca mais seria uma op\u00e7\u00e3o: ocupar a pol\u00edtica era o \u00fanico caminho poss\u00edvel. Paralelo a isso, a minha experi\u00eancia na linha de frente do combate \u00e0 pandemia me motivou a defender o SUS e lutar por melhorias na sa\u00fade p\u00fablica curitibana\u201d.<\/p>\n<p>Para ela, um dos maiores desafios para se colocar como candidata a verean\u00e7a em Curitiba \u00e9 a pol\u00edtica machista e predominantemente protagonizada pela elite. \u201cSeguindo a linha das velhas pr\u00e1ticas coronelistas, ganha aquele que tem apadrinhamento pol\u00edtico ou parentes no meio. Todas essas vantagens indevidas contribuem para a aus\u00eancia cr\u00f4nica de mulheres negras nos espa\u00e7os pol\u00edticas. Quando analisamos os nomes e as origens dos candidatos tratados como &#8216;prioridade eleitoral&#8217;, percebemos que se tratam, em sua maioria, de homens brancos parentes de &#8220;algu\u00e9m&#8221; que se vendem como as sementes da renova\u00e7\u00e3o, mas renovar significa dar voz aqueles que s\u00e3o historicamente exclu\u00eddos das decis\u00f5es que interferem no futuro da cidade,\u201d cita Evelin. \u00a0<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images02.brasildefato.com.br\/d2adc285c2979cfbc3ee171b0d059e74.webp\"><br \/>\nMiss Preta, pr\u00e9-candidata a vereadora pelo PT, Pinhais\/PR. \/ Arquivo pessoal<\/p>\n<p>Sobre a tradi\u00e7\u00e3o dos velhos nomes na pol\u00edtica, a pr\u00e9-candidata a vereadora pelo PT de Pinhais, Miss Preta, diz que h\u00e1 ainda uma competi\u00e7\u00e3o desigual nos per\u00edodos de campanhas eleitorais. \u201cEntre os principais desafios que enfrentamos, est\u00e1 a competi\u00e7\u00e3o desigual entre um nome novo na pol\u00edtica e aqueles que herdaram legados pol\u00edticos, al\u00e9m da desigualdade financeira para fazer campanha. Como eu sempre digo n\u00e3o basta ter boas ideias e inten\u00e7\u00f5es; \u00e9 preciso ter condi\u00e7\u00f5es de fazer essas ideias chegarem ao maior n\u00famero de pessoas poss\u00edvel. Isso retrata muito bem a dificuldade de renova\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio pol\u00edtico em todos os \u00e2mbitos\u201d, diz.<\/p>\n<p>Miss Preta resolveu entrar na pol\u00edtica ao sofrer racismo quando trabalhava em um shopping. \u201cA primeira fa\u00edsca foi um epis\u00f3dio de preconceito racial que sofri enquanto trabalhava em um shopping de classe alta. Decidi canalizar essa energia participando de um concurso de Miss em Pinhais, no qual fui a primeira concorrente a desfilar com um turbante e acabei vencendo. Com essa motiva\u00e7\u00e3o, idealizei e, juntamente com minha equipe, criamos o projeto social Pinhais Fashion Mulheres Reais. Este projeto n\u00e3o apenas promove a moda e a beleza, mas tamb\u00e9m fomenta o com\u00e9rcio local e celebra mulheres com corpos reais na passarela,\u201d cita. \u00a0<\/p>\n<p><strong>Discrimina\u00e7\u00e3o racial e religiosa<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images03.brasildefato.com.br\/e85ef4adc7e48faaed0ae291c9ec7173.webp\"><br \/>\nM\u00e3e Gi, pr\u00e9-candidata a vereadora pelo PDT Maring\u00e1. \/ Arquivo pessoal\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m do combate ao preconceito racial, a pr\u00e9-candidata a vereadora pelo PDT de Maring\u00e1, Gislaine Gon\u00e7alves, tamb\u00e9m conhecida como M\u00e3e Gi, tem na luta contra a intoler\u00e2ncia religiosa uma das suas motiva\u00e7\u00f5es para disputar uma elei\u00e7\u00e3o. Professora Doutora da Universidade Estadual de Maring\u00e1 (UEM), M\u00e3e Gi atua como sacerdotisa da Casa Marib\u00e1s, templo de Umbanda, religi\u00e3o de Matriz Africana h\u00e1 15 anos, na cidade de Maring\u00e1-Paran\u00e1.<\/p>\n<p>\u201cMinha atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica sempre esteve pautada nos movimentos Estudantis, durante toda a minha forma\u00e7\u00e3o educacional, sendo que atualmente as quest\u00f5es da religi\u00e3o de Matriz Africana, me trouxe para este lugar. Participar desse processo pol\u00edtico j\u00e1 \u00e9 um desafio, principalmente para uma mulher negra de religi\u00e3o de Mariz Africana e pertencente ao grupo Lgbtqi+. Hoje represento uma maioria negra e pertencente \u00e0 religi\u00e3o mais perseguida historicamente em nosso pa\u00eds, meu principal desafio \u00e9 vencer o preconceito enraizado culturalmente. Sair como pr\u00e9-candidata com o nome M\u00e3e Gi j\u00e1 \u00e9 de uma coragem exacerbada, represento a for\u00e7a da minha ancestralidade,\u201ddiz.<\/p>\n<p><strong>Propostas<\/strong><\/p>\n<p>Ao serem perguntadas sobre o que mais desejam concretizar se forem eleitas, as pr\u00e9-candidatas entrevistadas citaram principalmente ampliar a representatividade pol\u00edtica e garantir direitos para a popula\u00e7\u00e3o negra, perif\u00e9rica, juventude e para as mulheres. Confira:<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEstudar toda a estrutura que j\u00e1 est\u00e1 l\u00e1 dentro, com v\u00e1rios projetos de leis que s\u00e3o necess\u00e1rios para a periferia, que melhore e d\u00ea dignidade para essa popula\u00e7\u00e3o. Tem que ser participativo, tem que ser coletivo, porque a import\u00e2ncia dos eleitores estar junto nessa constru\u00e7\u00e3o de projetos de lei \u00e9 o que realmente vai fazer funcionar toda essa estrutura dentro dessa cidade\u201d.\u00a0<strong>Andreia de Lima.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>\u201cMinhas lutas s\u00e3o por direito e respeito ao profissionalismo feminino e a quest\u00e3o salarial. Sabemos que mesmo no poder p\u00fablico, as duas classes menos valorizadas s\u00e3o os profissionais da educa\u00e7\u00e3o e da sa\u00fade. Tanto na educa\u00e7\u00e3o quanto na sa\u00fade, a maioria dos profissionais s\u00e3o mulheres e com menores sal\u00e1rios\u201d.\u00a0<strong>Angela Alfonsina.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>\u201cExpans\u00e3o e fortalecimento das escolas integrais em Curitiba, implementar pol\u00edticas de apoio psicol\u00f3gico e psicossocial desde cedo para meninas e adolescentes, visando evitar gravidezes precoces e proporcionar oportunidades reais de desenvolvimento pessoal e profissional. Combater a viol\u00eancia obst\u00e9trica e garantir creches de qualidade e a cria\u00e7\u00e3o de leis que incentivem a inser\u00e7\u00e3o das donas de casa em Curitiba no mercado de trabalho\u201d.\u00a0<strong>Daiana Trindade Furtado.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>\u201cTrazer o povo para o centro do debate, construindo pol\u00edticas p\u00fablicas por meio de um mandato verdadeiramente popular e coletivo para melhorar a vida de quem mais precisa. Um dos focos do meu mandato ser\u00e1 acabar com a precariedade da sa\u00fade p\u00fablica curitibana que sofre com as longas filas, UPAs lotadas, equipes reduzidas e profissionais sem planos de carreira, afetando quem mais depende do SUS. Tamb\u00e9m iremos lutar pela aprova\u00e7\u00e3o da Tarifa Zero, por mais investimentos para a cultura e uma educa\u00e7\u00e3o verdadeiramente antirracista\u201d.<strong> Evelin Moreira.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>\u201cContinuar com a luta pela moradia social, melhorar o processo de concess\u00e3o do aluguel social, executar estudos constantes sobre a situa\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria da cidade, criar um cronograma com metas e prazo pra reduzir o d\u00e9ficit habitacional. Lutar para descentralizar os servi\u00e7os sociais, com mais parques e pra\u00e7as por bairro, transporte coletivo mais barato, \u00a0garantir os direitos das meninas, mulheres e adolescentes. Fortalecer a cultura, principalmente para a juventude preta e perif\u00e9rica, pensar em mais incentivos que auxiliem a vida econ\u00f4mica dos catadores de recicl\u00e1veis, pol\u00edticas que promovam a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+&#8230; e continuar a luta contra o racismo\u201d.\u00a0<strong>Giorgia Prates<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>\u201cAcredito em uma pol\u00edtica de constru\u00e7\u00e3o coletiva e participativa, levantar debates setoriais, mas ao mesmo tempo tomar decis\u00f5es com a participa\u00e7\u00e3o dos grupos que de fato precisam da efetiva\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica p\u00fablica. Atuarei em defesa dos servidores p\u00fablicos e por um servi\u00e7o p\u00fablico de qualidade, mas principalmente por uma cidade mais justa e igualit\u00e1ria a todas as pessoas que pertencem a esse territ\u00f3rio\u201d.\u00a0<strong>Juliana Mildemberg.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>\u201c\u00c9 ser de fato uma representante do povo negro principalmente das mulheres pretas em um lugar onde nosso espa\u00e7o \u00e9 t\u00e3o limitado. Quero que o povo preto e pardo olhe para mim e se sinta representado e saibam que ter\u00e3o algu\u00e9m lutando por seus direitos e sendo suas vozes\u201d.\u00a0<strong>Made Santos<\/strong>.<\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>\u201cApresentar projetos pautados na seguran\u00e7a, tradi\u00e7\u00f5es da cultura, respeito a toda uma hist\u00f3ria. Lutar pelas mulheres, pelas crian\u00e7as, pelas m\u00e3es, pela liberdade de express\u00e3o de todas as religi\u00f5es sem distin\u00e7\u00e3o racial, lutar pelas causas sociais, educa\u00e7\u00e3o sem preconceitos, fomentar a Cultura Afro como forma de regaste e fortalecimento da negritude em nossa cidade e principalmente lutar contra toda e qualquer forma de preconceito\u201d.<strong> M\u00e3e Gi.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>\u201cCombater as viol\u00eancias provindas de espa\u00e7os n\u00e3o ocupados por mulheres negras que por anos s\u00e3o silenciadas tamb\u00e9m pelo sistema pol\u00edtico do qual fazemos parte\u201d.\u00a0<strong>M\u00e1rcia Reis.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>\u201cDefender as pol\u00edticas p\u00fablicas e verticaliza\u00e7\u00e3o das legisla\u00e7\u00f5es para minimizar as viola\u00e7\u00f5es dos direitos das pessoas\u201d.\u00a0<strong>Maz\u00e9 Saad.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>\u201cQue a juventude volte a acreditar na pol\u00edtica e entenda que \u00e9 atrav\u00e9s dela que podemos transformar a sociedade em um lugar melhor e mais digno. Quero trazer debates para dentro da c\u00e2mara que ainda n\u00e3o foram contemplados pelo poder legislativo e mostrar que \u00e9 poss\u00edvel fazer uma pol\u00edtica diferente, que pensa nas pessoas, na sa\u00fade, na empregabilidade, na juventude, na mobilidade urbana, nas mulheres, na diversidade e, sobretudo, pensada para as pessoas\u201d.<strong> Miss Preta.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>\u201cGarantia de acesso a escola, precisamos a volta das aulas no per\u00edodo noturno em mais escolas da nossa cidade, programa de forma\u00e7\u00e3o profissional no per\u00edodo contraturno de forma gratuita e com bolsa de incentivo para nossos jovens e adolescentes, cursinhos gratuitos em todas as regi\u00f5es de Londrina, vaga nas creches e na escola preferencialmente para filhos de m\u00e3es adolescentes, pr\u00f3xima \u00e0 escola da m\u00e3e para reduzir a evas\u00e3o escolar, passagem livre para todos os estudantes, etc\u201d.<strong> Natalia Lisboa.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>\u201cCriar coletivamente projetos que respondam \u00e0s necessidades daqueles que precisam de moradia, vagas nos CMEIs, transporte seguro e gratuito, educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e de qualidade, com valoriza\u00e7\u00e3o das servidoras e amplia\u00e7\u00e3o para per\u00edodo integral. Cobrar a cria\u00e7\u00e3o de uma Secretaria e pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas para as mulheres e propor a cria\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os que contribuam para a melhoria da vida das mulheres, como lavanderias p\u00fablicas, banheiros p\u00fablicos e bebedouros em muitos pontos de grande circula\u00e7\u00e3o na cidade\u201d.\u00a0<strong>Vanda Assis.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>\u201cLutar pela justi\u00e7a social e pela justi\u00e7a racial, a promo\u00e7\u00e3o da cidadania e bem estar social para supera\u00e7\u00e3o das desigualdades e a efetiva\u00e7\u00e3o de liberdades e direitos para todas as pessoas de Curitiba. Apresento-me para buscar sa\u00eddas para todas as pessoas, mas sem esquecer que as popula\u00e7\u00f5es mais vitimizadas, socialmente vulner\u00e1vel s\u00e3o as crian\u00e7as, adolescentes, jovens, pessoas idosas, pessoas com defici\u00eancias, as que vivem nas favelas, nas\u00a0periferias e pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua sem assist\u00eancia social\u201d.\u00a0<strong>Telma Mello.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevistadas pelo Brasil de Fato, pr\u00e9-candidatas compartilham trajet\u00f3rias e pautas fundamentais na pol\u00edtica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"Default","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[1037,1014,492,777,562,1496,904,259,1381,1508,1648,1510,525,1114,698,795,1748,209,659,474,385,255,1762,585,414,1604,1288,1188,1806,1828,1187,345,1632,1147,858,384,265,447,1614,1055,687,1196,1244,1042,1509,273,1009,136,1115,898,605,1578,868,415,105,960],"class_list":["post-186042","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-acredita","tag-aposentadoria","tag-arte","tag-brasil","tag-comercio","tag-concessao","tag-crescimento","tag-cultura","tag-dados","tag-debate","tag-deficit","tag-desenvolvimento","tag-diversidade","tag-educacao","tag-emendas-parlamentares","tag-energia","tag-familias","tag-feminicidio","tag-filhos","tag-fotojornalismo","tag-genero","tag-geral","tag-golpe","tag-greve","tag-homens","tag-ia","tag-investimentos","tag-jovens","tag-justica","tag-justica-social","tag-juventude","tag-lei","tag-mercado","tag-mercado-de-trabalho","tag-minha-vida","tag-mulher","tag-mulheres","tag-negros","tag-nomes","tag-pandemia","tag-periferias","tag-presentes","tag-presidente","tag-projeto","tag-propostas","tag-racismo","tag-ricos","tag-sao-paulo","tag-saude","tag-servico-publico","tag-servicos","tag-servidores","tag-servidores-publicos","tag-trabalho","tag-tse","tag-uniao"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/186042","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=186042"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/186042\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=186042"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=186042"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=186042"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}