{"id":213959,"date":"2024-08-13T18:56:32","date_gmt":"2024-08-13T18:56:32","guid":{"rendered":"http:\/\/avozdocerrado.com\/?p=213959"},"modified":"2024-08-13T18:56:32","modified_gmt":"2024-08-13T18:56:32","slug":"interesse-dos-eua-na-crise-venezuelana-nao-e-motivado-pelo-petroleo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avozdocerrado.com\/?p=213959","title":{"rendered":"Interesse dos EUA na crise venezuelana n\u00e3o \u00e9 motivado pelo petr\u00f3leo"},"content":{"rendered":"<p>Brasil de Fato<\/p>\n<p>Este artigo pretende desmistificar as afirma\u00e7\u00f5es que apareceram em v\u00e1rios textos sobre a Venezuela, que sugerem que uma das explica\u00e7\u00f5es por tr\u00e1s da crise pol\u00edtica no pa\u00eds seria um suposto interesse estrat\u00e9gico dos EUA nas <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/07\/09\/e-possivel-explorar-petroleo-e-ter-uma-relacao-harmonica-com-natureza-diz-ministro-do-ecossocialismo-da-venezuela\">reservas petrol\u00edferas da na\u00e7\u00e3o sul-americana<\/a>.<\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, prevaleceu nos <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/06\/19\/petroleo-nas-eleicoes-da-venezuela-governo-e-oposicao-tem-propostas-antagonicas\">debates sobre o futuro do petr\u00f3leo<\/a> a ideia de que a oferta n\u00e3o acompanharia a demanda. O famoso &#8220;pico do petr\u00f3leo&#8221; referia-se a uma alta na oferta. J\u00e1 na d\u00e9cada de 1970, Ahmed Zaki Yamani, ministro do petr\u00f3leo da Ar\u00e1bia Saudita, lembrou que a Idade da Pedra n\u00e3o acabou por falta de pedras.<\/p>\n<p>A demanda por petr\u00f3leo, de fato, n\u00e3o parou de crescer, passando de 56 milh\u00f5es de barris por dia (mbpd) em 1973, ano do primeiro choque do petr\u00f3leo, para atingir, no ano passado, pela primeira vez, a barreira de 100 mbpd. Nesse per\u00edodo, tivemos leve queda em apenas quatro anos, mas logo superadas: 1974, 1981, 2008 e 2020. O crescimento da demanda por petr\u00f3leo foi, no entanto, menor que o crescimento da demanda por energia.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o mundial dobrou, de cerca de 4 bilh\u00f5es para mais de 8 bilh\u00f5es nesse per\u00edodo, e houve crescimento econ\u00f4mico com forte aumento da demanda por energia em v\u00e1rias regi\u00f5es do mundo, especialmente na China, desde o in\u00edcio deste s\u00e9culo. Contudo, outras fontes cresceram mais, e com isso a participa\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo caiu de cerca de 50% do total da matriz energ\u00e9tica mundial em 1973 para menos de um ter\u00e7o nos dias de hoje.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.brasildefato.com.br\/minuto-a-minuto\/o-que-esta-acontecendo-na-venezuela\"><strong>Clique aqui ou na imagem abaixo para acompanhar a cobertura completa.<\/strong><\/a><\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/minuto-a-minuto\/o-que-esta-acontecendo-na-venezuela\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images01.brasildefato.com.br\/8498f57379d361a0bc9657365e821fb4.webp\"><\/a><br \/>\n<strong>Clique na imagem para acompanhar a cobertura completa<\/strong> \/ Rafael Canoba\/Brasil de Fato<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Paradoxalmente, apesar desse constante crescimento da demanda nominal, as reservas comprovadas tamb\u00e9m n\u00e3o pararam de crescer: de 682,6 milh\u00f5es de barris em 1980 para 1.732,4 milh\u00f5es em 2020. Isso se explica pelo aumento da renda petrol\u00edfera e o consequente avan\u00e7o da tecnologia para explorar po\u00e7os antes desconhecidos ou tecnicamente invi\u00e1veis.<\/p>\n<p>Hoje, superada a teoria do pico da oferta, estamos diante de um iminente pico da demanda e, mais adiante, de um pico na perspectiva da renda petrol\u00edfera. Esse processo foi impulsionado pela busca de diversifica\u00e7\u00e3o pelos pa\u00edses consumidores e, em seguida, pela corrida para a descarboniza\u00e7\u00e3o, diante dos impactos dos Gases de Efeito Estufa (GEE) pelo mundo afora.<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil afirmar com precis\u00e3o o ano em que atingiremos o pico da demanda, mas todas as estimativas apontam que isso ocorrer\u00e1 em menos de uma d\u00e9cada. O mais recente relat\u00f3rio sobre o futuro do petr\u00f3leo da Ag\u00eancia Internacional de Energia prev\u00ea um crescimento global at\u00e9 2030, com uma demanda de 105,4 mbpd, frente a uma capacidade instalada de 113,8 mbpd. E esse crescimento \u00e9 muito desigual, pois se refere aos pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p>A demanda por petr\u00f3leo dos pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico\u00a0(OCDE) j\u00e1 est\u00e1 em decl\u00ednio h\u00e1 algum tempo. Em 2007, representava 57% da demanda total, com 50,2 mbpd, caindo para 47%, com 47,5 mbpd, e uma expectativa de 42,7 mbpd em 2030. Pode haver varia\u00e7\u00f5es, dependendo, por exemplo, do ritmo de eletrifica\u00e7\u00e3o do transporte e\/ou do crescimento econ\u00f4mico, mas a tend\u00eancia est\u00e1 dada.<\/p>\n<p>No meio de tudo isso, o mundo assistiu a um fen\u00f4meno totalmente inesperado: a tal &#8220;revolu\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica&#8221; nos EUA, a partir da segunda metade da d\u00e9cada de 2.000. O termo pode enganar quem estiver preocupado com os GEE, pois o pa\u00eds com maior poderio financeiro e tecnol\u00f3gico n\u00e3o colocou seus recursos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para um processo acelerado de descarboniza\u00e7\u00e3o, mas fez justamente o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>O termo se refere ao <em>boom<\/em> de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s de xisto, respectivamente em ingl\u00eas <em>tight oil<\/em>\u00a0e <em>shale gas<\/em>. Em 2003, ano em que os EUA invadiram o Iraque em busca de petr\u00f3leo, a demanda dos EUA era de 19,848 mbpd, contra uma produ\u00e7\u00e3o interna de 7,368 mbpd. Vinte anos depois, em 2023, a demanda era de 18,984 mbpd, contra uma produ\u00e7\u00e3o interna de 19,358 mbpd. Os EUA passaram de um pa\u00eds altamente dependente de importa\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo de pa\u00edses \u2014 nas palavras das pr\u00f3prias autoridades \u2014 &#8220;pouco amig\u00e1veis&#8221; para o maior produtor de petr\u00f3leo e g\u00e1s do mundo.<\/p>\n<p>Os n\u00edveis de produ\u00e7\u00e3o superaram o que era considerado o pico de produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo de 1972.<\/p>\n<p>A isso se soma um crescimento, induzido em grande parte pela explora\u00e7\u00e3o n\u00e3o convencional, no Canad\u00e1, cuja produ\u00e7\u00e3o foi de 3 mbpd para 5,65 mbpd no mesmo per\u00edodo. E grande parte dessa produ\u00e7\u00e3o \u00e9 destinada ao vizinho. N\u00e3o obstante, a vontade de produzir mais ainda n\u00e3o parou e pouco depende de quem vencer as elei\u00e7\u00f5es em novembro. A expectativa \u00e9 que os EUA adicionar\u00e3o mais 4,6 mbpd \u00e0 sua capacidade at\u00e9 2030, equivalente a mais de 75% da expans\u00e3o mundial. O mesmo vale para a produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s. Os EUA se tornaram inclusive grandes exportadores de G\u00e1s Natural Liquefeito (GNL). A partir de 2019, come\u00e7aram a exportar para a Europa e, hoje, aproveitando da Guerra da Ucr\u00e2nia, s\u00e3o respons\u00e1veis por quase metade das importa\u00e7\u00f5es de GNL da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Esses dois fen\u00f4menos \u2014 o pico da demanda e a &#8220;revolu\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica&#8221; nos EUA \u2014 alteraram completamente a geopol\u00edtica de petr\u00f3leo, tendo a China como maior importador do mundo e tamb\u00e9m maior comprador de petr\u00f3leo do Oriente M\u00e9dio, onde h\u00e1 abund\u00e2ncia de reservas explor\u00e1veis a um custo relativamente baixo. Foi essa realidade que incentivou Trump, na \u00e9poca em que estava na presid\u00eancia, a postar v\u00e1rios tweets sugerindo que os EUA deveriam sair do Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>Isso significa que os EUA n\u00e3o t\u00eam mais interesses no petr\u00f3leo mundo afora N\u00e3o. Em primeiro lugar, \u00e9 necess\u00e1rio separar interesses estrat\u00e9gicos de interesses financeiros. Enquanto houver lugares onde seja poss\u00edvel apropriar a renda petrol\u00edfera, as grandes empresas estadunidenses estar\u00e3o disputando e, em caso de problemas, contar\u00e3o com o apoio de seu governo.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o s\u00e3o os interesses estrat\u00e9gicos, ligados, em \u00faltima inst\u00e2ncia, \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de sua posi\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nica. Se \u00e9 justo afirmar que os EUA, considerando tamb\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o canadense, s\u00e3o praticamente autossuficientes em petr\u00f3leo, isso n\u00e3o significa que n\u00e3o h\u00e1 necessidade de importar. Isso porque h\u00e1 muitos tipos de petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>A depend\u00eancia de importa\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo da R\u00fassia era m\u00ednima: em 2021, menos de 200 mil bpd. Mas era um tipo de petr\u00f3leo pesado, que as refinarias estadunidenses precisam para fazer o mix necess\u00e1rio para sua produ\u00e7\u00e3o de derivados. Por ironia da hist\u00f3ria, o pa\u00eds que, a curto prazo, poderia substituir esse petr\u00f3leo russo era&#8230; a Venezuela. E n\u00e3o precisava derrubar o governo: Maduro aceitou imediatamente um acordo para que a Chevron tivesse autoriza\u00e7\u00e3o para produzir e exportar para os EUA. Com a assinatura do Acordo de Barbados, em outubro de 2023, os EUA emitiram a Licen\u00e7a Geral 44, que liberava todas as opera\u00e7\u00f5es no setor de petr\u00f3leo e g\u00e1s na Venezuela. Essa liberaliza\u00e7\u00e3o geral foi cancelada em 18 de abril deste ano, mas isso n\u00e3o afetou as opera\u00e7\u00f5es da Chevron, pois estas eram do interesse dos pr\u00f3prios EUA e ganharam um status \u00e0 parte.<\/p>\n<p>Com isso, a produ\u00e7\u00e3o da Venezuela aumentou de 678 mil bpd em 2021 para 853 mil bpd no ano passado, muito distante da produ\u00e7\u00e3o da d\u00e9cada de 2.000, que chegava a flutuar em torno de 3 mbpd. E tamb\u00e9m muito longe da produ\u00e7\u00e3o do Brasil, que chegou a 3,5 mbpd no ano passado. Ou seja, mesmo com o aumento da produ\u00e7\u00e3o gra\u00e7as \u00e0 autoriza\u00e7\u00e3o para produ\u00e7\u00e3o pela Chevron, o Brasil produz quatro vezes mais barris de petr\u00f3leo que a Venezuela e tem projetos para superar com tranquilidade os 4 mbpd nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>E, ainda a t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o, houve as descobertas de petr\u00f3leo <em>offshore<\/em> (no mar) na Guiana, pa\u00eds vizinho da Venezuela, que j\u00e1 est\u00e1 com uma produ\u00e7\u00e3o de cerca de meio milh\u00e3o de bpd e deve, nos pr\u00f3ximos anos, superar a produ\u00e7\u00e3o venezuelana. A ExxonMobil \u00e9 l\u00edder na explora\u00e7\u00e3o na Guiana, mas h\u00e1 tamb\u00e9m outros grandes players, como a chinesa CNOOC. A presen\u00e7a da ExxonMobil na Guiana n\u00e3o deve ser considerada estrat\u00e9gica, mas simplesmente uma grande oportunidade para a empresa se apropriar de uma renda extraordin\u00e1ria.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, apesar da demagogia de Trump, os EUA t\u00eam interesses estrat\u00e9gicos em manter sua presen\u00e7a no Oriente M\u00e9dio por dois motivos. Primeiro, porque \u00e9 importante garantir o fornecimento aos seus aliados europeus e asi\u00e1ticos. E \u00e9 interessante controlar fontes de recursos que ainda s\u00e3o, por muitos anos, vitais para seu rival, no caso, a China.<\/p>\n<p>O segundo motivo \u00e9 um pouco mais complexo. O fato de o mundo estar com uma capacidade instalada superior \u00e0 demanda quando atingirmos o pico da demanda n\u00e3o significa que o mundo n\u00e3o precisa mais explorar novos po\u00e7os. N\u00e3o sabemos a velocidade da queda da demanda nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. H\u00e1 v\u00e1rios cen\u00e1rios.<\/p>\n<p>O Energy Outlook da BP, publicado no final de janeiro do ano passado, previa tr\u00eas cen\u00e1rios para as pr\u00f3ximas tr\u00eas d\u00e9cadas. No primeiro, a transi\u00e7\u00e3o \u00e9 lenta, com consumo acima de 100 mbpd durante muitos anos, chegando a 75 mbpd em 2050. J\u00e1 no cen\u00e1rio &#8220;Net Zero&#8221;, mais r\u00e1pido, haver\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o para 20 mbpd em 2050. Mas, como o diabo est\u00e1 nos detalhes, mais r\u00e1pido que o decl\u00ednio da demanda ser\u00e1 o esgotamento dos campos atuais, e mesmo na hip\u00f3tese mais otimista, ser\u00e1 necess\u00e1rio explorar novas \u00e1reas para atender a demanda.<\/p>\n<p>Diante das incertezas e dos grandes investimentos necess\u00e1rios, com tempo de matura\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios anos, as empresas petrol\u00edferas buscam as melhores oportunidades entre as muitas dispon\u00edveis. Manter uma presen\u00e7a no Oriente M\u00e9dio, mesmo para os EUA, ainda faz sentido, porque n\u00e3o sabem se as reservas no seu pr\u00f3prio territ\u00f3rio garantir\u00e3o essa fartura nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas. Lembrando que quase metade das reservas no mundo est\u00e1 no Oriente M\u00e9dio, com um petr\u00f3leo de boa qualidade e explor\u00e1vel a um custo relativamente baixo.<\/p>\n<p>E, justamente por isso, n\u00e3o \u00e9 o caso da Venezuela. Sim, no papel, o pa\u00eds seria o que possui as maiores reservas, mais at\u00e9 que a Ar\u00e1bia Saudita. Mas, como j\u00e1 sugeriu Yamani h\u00e1 cinquenta anos: a lucratividade do petr\u00f3leo n\u00e3o acaba por falta de petr\u00f3leo. A maior parte das reservas da Venezuela \u00e9 de petr\u00f3leo muito pesado, dif\u00edcil e custoso de transportar e refinar. No mundo de hoje, n\u00e3o faz sentido imaginar que algu\u00e9m possa ter um interesse estrat\u00e9gico nessas reservas. Ali\u00e1s, a produ\u00e7\u00e3o venezuelana est\u00e1 caindo vertiginosamente h\u00e1 dez anos, e nem a China nem a R\u00fassia se interessaram em alterar esse quadro.<\/p>\n<p>O que h\u00e1 no caso da Venezuela \u00e9, como explicado, um interesse qualitativo de pequena quantidade por parte dos EUA e v\u00e1rias oportunidades de interesse financeiro, mas tamb\u00e9m de baixo volume. H\u00e1, portanto, um potencial para voltar a produzir mais de um milh\u00e3o de bpd, caso a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica se acalme. Mas imaginar que a Venezuela voltar\u00e1 um dia a ser o grande e poderoso produtor que j\u00e1 foi \u00e9 desconhecer as profundas mudan\u00e7as pelas quais o mundo dos f\u00f3sseis est\u00e1 passando.<\/p>\n<p>H\u00e1 outros interesses dos EUA que podem explicar sua inger\u00eancia nos acontecimentos pol\u00edticos na Venezuela. Primeiro, o risco de que uma maior instabilidade possa gerar novos fluxos migrat\u00f3rios, que se somariam a um dos fen\u00f4menos que os EUA est\u00e3o enfrentando e que gera forte disputa pol\u00edtica. Segundo, se o governo Maduro conseguir afirmar sua posi\u00e7\u00e3o sem acordo com grande parte dos pa\u00edses latino-americanos e os pr\u00f3prios EUA, isso significar\u00e1 uma maior depend\u00eancia pol\u00edtica, econ\u00f4mica e militar da China e da R\u00fassia. E isso certamente \u00e9 visto em Washington como contr\u00e1rio a seus interesses estrat\u00e9gicos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ou seja: <em>It is not the oil, stupid!.<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>*Giorgio Romano Schutte \u00e9 Professor Associado em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e Economia Pol\u00edtica Mundial da UFABC, membro do Observat\u00f3rio da Pol\u00edtica Externa e da Inser\u00e7\u00e3o Internacional do Brasil (OPEB) e bolsista produtividade CNPq.<\/em><\/p>\n<p><em>**Igor Fuser \u00e9 Professor Associado em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e Economia Pol\u00edtica Mundial da UFABC, membro do Observat\u00f3rio da Pol\u00edtica Externa e da Inser\u00e7\u00e3o Internacional do Brasil (OPEB), autor do livro \u201cEnergia e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais\u201d da Editora Saraiva.<\/em><\/p>\n<p><em>*** As opini\u00f5es contidas nesse artigo n\u00e3o refletem necessariamente as do Jornal Brasil de Fato<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EUA aumentaram capacidade, produzem mais do que consomem e tend\u00eancia deve continuar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"Default","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[978,205,957,777,886,871,376,925,579,904,1464,1213,1510,531,1819,667,795,883,1921,1358,1450,1756,1033,255,1493,1193,830,1288,1716,1212,926,703,1712,852,1925,1699,1953,814,1308,1292,1718,549,70,1772,960,982,284,881],"class_list":["post-213959","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-abril","tag-arabia-saudita","tag-barris-de-petroleo","tag-brasil","tag-canada","tag-china","tag-cnpq","tag-consumidores","tag-consumo","tag-crescimento","tag-custo","tag-descarbonizacao","tag-desenvolvimento","tag-economia","tag-eleicoes","tag-empresas","tag-energia","tag-eua","tag-expansao","tag-exploracao","tag-fontes-de-recursos","tag-gas","tag-gas-natural","tag-geral","tag-governo","tag-importacao","tag-importacoes","tag-investimentos","tag-ministro","tag-mudancas","tag-oriente-medio","tag-petroleo","tag-politica-externa","tag-producao","tag-producao-de-petroleo","tag-professor","tag-projetos","tag-queda","tag-recursos","tag-refinarias","tag-relatorio","tag-renda","tag-russia","tag-tecnologia","tag-uniao","tag-uniao-europeia","tag-vale","tag-visto"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/213959","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=213959"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/213959\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=213959"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=213959"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=213959"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}