{"id":214322,"date":"2024-08-13T20:53:43","date_gmt":"2024-08-13T20:53:43","guid":{"rendered":"http:\/\/avozdocerrado.com\/?p=214322"},"modified":"2024-08-13T20:53:43","modified_gmt":"2024-08-13T20:53:43","slug":"costureiras-denunciam-problemas-de-saude-e-precarizacao-em-maior-polo-textil-do-nordeste-nao-aceitam-essa-palavra-mas-e-escravidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avozdocerrado.com\/?p=214322","title":{"rendered":"Costureiras denunciam problemas de sa\u00fade e precariza\u00e7\u00e3o em maior polo t\u00eaxtil do nordeste: &#8216;N\u00e3o aceitam essa palavra, mas \u00e9 escravid\u00e3o&#8217;"},"content":{"rendered":"<p>Brasil de Fato<\/p>\n<p>Enquanto d\u00e1 entrevista ao <strong>Brasil de Fato<\/strong>, Josimere Queiroz da Silva costura o z\u00edper de 220 bermudas. Ganhar\u00e1 30 centavos por cada pe\u00e7a. Tudo isso para ser feito em dois dias de trabalho na garagem da casa onde mora, no bairro de Morada Nova, periferia de Caruaru, em Pernambuco.\u00a0<\/p>\n<p>\u201c\u00c0s vezes tem gente que tem problema no rim, eu quando me levanto daqui, eu t\u00f4 com minhas pernas e costas que n\u00e3o aguento. Eu fico com aquela ansiedade pra entregar no prazo, entendeu? E quando a gente vai \u00e0 procura de ter alguma condi\u00e7\u00e3o de comprar algum rem\u00e9dio, \u00e0s vezes n\u00e3o tem dinheiro, porque o valor que a gente recebe \u00e9 pouco. Sempre tem a coluna, at\u00e9 a infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria voc\u00ea pega\u201c, lamenta a costureira de 54 anos.\u00a0<\/p>\n<p>No <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/04\/04\/pandemia-agrava-condicoes-de-trabalho-no-polo-de-confeccoes-do-agreste-pernambucano\">polo t\u00eaxtil do Agreste Pernambucano<\/a>, maior do Nordeste e respons\u00e1vel por 16% por cento da produ\u00e7\u00e3o nacional do setor, os problemas de sa\u00fade e as condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de trabalho das\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/01\/04\/em-pernambuco-costureiras-do-polo-textil-se-unem-por-condicoes-dignas-de-trabalho\">mulheres costureiras<\/a> carecem, h\u00e1 anos, de aten\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico. O problema prossegue apesar da categoria j\u00e1 ter apresentado uma s\u00e9rie de reivindica\u00e7\u00f5es para a Governadora Raquel Lyra, do PSDB, em uma carta divulgada em 25 de maio deste ano.\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<p>A trabalhadora opera sozinha com 4 m\u00e1quinas, pois n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de pagar outras pessoas para lhe ajudar no servi\u00e7o. H\u00e1 20 anos na costura, ela j\u00e1 n\u00e3o trabalha mais de domingo a domingo, como costumava fazer. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o consegue tirar um sal\u00e1rio m\u00ednimo por m\u00eas.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o ganho de maneira nenhuma um sal\u00e1rio de R$1400 e pouco no final do m\u00eas. Ganho isso n\u00e3o. Se chegar, chega a 700, 800 reais e olhe l\u00e1. E vai depender do nosso esfor\u00e7o. Se voc\u00ea se esfor\u00e7ar mesmo de ir dormir 6 horas, 8 horas da manh\u00e3 para terminar, voc\u00ea pode at\u00e9 chegar\u201d explica a trabalhadora, cuja renda mensal \u00e9 complementada pelo trabalho do filho, que costura em uma f\u00e1brica de bolsas.\u00a0<\/p>\n<p>Os munic\u00edpios de Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe sediam as principais unidades produtivas. A maior parte da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada em ambientes dom\u00e9sticos, conhecidos como fac\u00e7\u00f5es, o que torna dif\u00edcil a fiscaliza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images01.brasildefato.com.br\/78bd0c1f24de32d94b8ac01692559cde.webp\"><br \/>\nJosimere ir\u00e1 ganhar 30 centavos por cada uma das 220 bermudas costuradas \/ Pedro Stropasolas<\/p>\n<p>Os produtos s\u00e3o vendidos nas feiras de Caruaru e de Santa Cruz. E tamb\u00e9m diretamente para atravessadores, feirantes e atacadistas provenientes de outras regi\u00f5es do Nordeste e do pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<p>Os baixos pre\u00e7os pagos \u00e0s fam\u00edlias s\u00e3o poss\u00edveis gra\u00e7as \u00e0 alta taxa de informalidade. Segundo o \u00faltimo levantamento do Sebrae sobre a atividade na regi\u00e3o, 88% das unidades produtivas do p\u00f3lo t\u00eaxtil de Pernambuco s\u00e3o informais.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o aceitam essa frase &#8220;an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o&#8221;, mas sim, \u00e9<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/01\/28\/em-2023-3-190-pessoas-foram-resgatadas-da-escravidao-no-brasil-maior-numero-desde-2009\"> an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o<\/a>. Tem pe\u00e7as que s\u00e3o paga por centavos. Ela vai pegar um z\u00edper de uma cal\u00e7a, paga 10 centavos, um bolso, 5 centavos, ent\u00e3o para voc\u00ea ter uma demanda de voc\u00ea ter 500 reais voc\u00ea tem que fazer mil pe\u00e7as, ent\u00e3o, torna -se escravo, porque pra voc\u00ea cumprir essa carga toda, pra ter um valor, voc\u00ea vai trabalhar exaustivamente, virando a noite, como a gente diz aqui\u201d, diz Maria Valdinete da Silva, de 51 anos, tamb\u00e9m moradora de Morada Nova, e um das lideran\u00e7as entre as costureiras de Caruaru.<\/p>\n<p>\u201cTem mulher que n\u00e3o tem nem condi\u00e7\u00f5es de chegar na mesa e jantar junto com a fam\u00edlia, ela janta na m\u00e1quina, porque \u00e9 terminando, o filho pega o prato, leva pra l\u00e1 e ela continua trabalhando, feito uma louca. \u00c9 escravid\u00e3o. Infelizmente, \u00e9 escravid\u00e3o\u201d, lamenta Val, como \u00e9 conhecida, que come\u00e7ou no of\u00edcio com 15 anos de idade.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Reivindica\u00e7\u00f5es ao poder p\u00fablico<\/strong><\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o de um censo estadual, a oferta de energia solar nas unidades familiares, um programa de sa\u00fade f\u00edsico e emocional, a oferta de EPI\u00b4s, al\u00e9m de garantir compras institucionais de suas produ\u00e7\u00f5es est\u00e3o entre as 19 pautas apresentadas pelas mulheres e direcionados ao Governo de Pernambuco e \u00e0s Prefeituras da regi\u00e3o.\u00a0 O documento foi redigido em parceria com as organiza\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em o Projeto Costurando Moda com Direitos, realizado pela ONG Fase.<\/p>\n<p>Geniane Cavalcante da Silva diz que as mulheres <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/01\/04\/em-pernambuco-costureiras-do-polo-textil-se-unem-por-condicoes-dignas-de-trabalho\">v\u00eam tentando estabelecer um di\u00e1logo<\/a> e agendar uma reuni\u00e3o com a governadora, mas at\u00e9 agora n\u00e3o h\u00e1 qualquer retorno.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muita decep\u00e7\u00e3o, n\u00e9? A gente v\u00ea uma decep\u00e7\u00e3o, principalmente dela, a governadora, que \u00e9 daqui de Caruaru, um polo t\u00eaxtil um dos maiores do Brasil, pode se dizer assim. Onde se tem muita riqueza\u201d, lamenta a costureira, que\u00a0 h\u00e1 12 anos administra uma fac\u00e7\u00e3o no Bairro S\u00e3o Francisco, em Caruaru.<\/p>\n<p>A oficina de Geniane funciona nos fundos de sua casa, onde trabalham mais 3 mulheres. Todas elas s\u00e3o da mesma fam\u00edlia e para cumprir o prazo dos fornecedores, \u00e0s vezes precisam trabalhar mais de 12 horas por dia.\u00a0 Para aguentar a lida di\u00e1ria, trabalham com um travesseiro improvisado nas cadeiras.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images03.brasildefato.com.br\/ac8a0a8f1e341ad01b218aadd0ea3879.webp\"><br \/>\nPelo baixo valor que recebem pelas pesas costuradas, as mulheres n\u00e3o conseguem investir em cadeiras adequadas para o of\u00edcio \/ Pedro Stropasolas<\/p>\n<p>O vestido que as quatro trabalhadoras costuravam enquanto recebiam o <strong>Brasil de Fato <\/strong>ser\u00e1 vendido por R$ 1,80 a intermedi\u00e1rios. Nas feiras, o produto \u00e9 vendido por 50 a 65 reais, segundo Geniane.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m do baixo valor pago pelos fornecedores pelas pe\u00e7as, o custo com o aviamento, a linha, a manuten\u00e7\u00e3o das m\u00e1quinas e a energia el\u00e9trica. Tudo \u00e9 bancado por ela.<\/p>\n<p>\u201cA gente sente muita dor de coluna, a vis\u00e3o, a gente vai aos poucos perdendo a vis\u00e3o para colocar a linha na agulha, fica um pouco complicado. Tem costureira que perde o movimento das m\u00e3os. Muitas vezes ela j\u00e1 n\u00e3o sente se uma agulha est\u00e1 apertando suas m\u00e3os\u201d, destaca a costureira.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Renda b\u00e1sica<\/strong><\/p>\n<p>Entre os pedidos ignorados pelo Governo Estadual, est\u00e1 tamb\u00e9m o acesso ao programa Chap\u00e9u de Palha, uma pol\u00edtica estadual que garante uma renda b\u00e1sica para as costureiras no per\u00edodo de janeiro a abril, quando o setor t\u00eaxtil para, e n\u00e3o h\u00e1 encomendas.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>A pol\u00edtica j\u00e1 atende fam\u00edlias que atuam em outros setores suscet\u00edveis a per\u00edodos de entressafra, como a pesca artesanal.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u201cDe janeiro a abril, quem \u00e9 faccionista, se n\u00e3o sabe fazer alguma outra fun\u00e7\u00e3o pode possar fome, depender de cesta b\u00e1sica, porque s\u00e3o quatro meses que n\u00e3o tem produ\u00e7\u00e3o no polo de confec\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o mulheres que dependem s\u00f3 da fac\u00e7\u00e3o nesses quatro meses, elas sofrem\u201d, explica Val.<\/p>\n<p>Para se preservar das dores no corpo, a sobrinha de Geniane, Amanda Danieli, de 25 anos, hoje n\u00e3o est\u00e1 costurando com a tia, a m\u00e3e e as primas.\u00a0<\/p>\n<p>M\u00e3e solo, ela foi demitida recentemente de uma f\u00e1brica de confec\u00e7\u00f5es por conta das faltas. Hoje sobrevive de outro of\u00edcio, o de manicure, e tamb\u00e9m vendendo espetinhos no centro de Caruaru.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO m\u00e9dico falou que eu poderia estar possivelmente com fibromialgia, uma doen\u00e7a cr\u00f4nica nos ossos. Quando eu estou costurando muito, eu fa\u00e7o muito esfor\u00e7o com meu p\u00e9, meu joelho trava e fica doendo muito, eu tenho que parar de costurar, esticar as pernas e deixar ela esticada por um tempinho para ela voltar. A mesma coisa em meus pulsos, \u00e0s vezes ficam dormentes e doem muito\u201d, explica Danieli, que come\u00e7ou a costurar com 17 anos.<\/p>\n<p>\u201cMe desligaram da empresa, me mandaram embora, porque eu estava faltando muito. Hoje dia \u00e9 assim, voc\u00ea n\u00e3o pode nem adoecer. Ele [o empregador] n\u00e3o quer um funcion\u00e1rio que possa adoecer, ele quer um funcion\u00e1rio que seja escravo dele. Eles enricam, compram carros, casas e a gente continua na mesma\u201d, completa.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Costurando Moda com Direitos<\/strong><\/p>\n<p>No estado, muitas costureiras participam do projeto Costurando Moda com Direitos, que al\u00e9m de al\u00e9m de articular as costureiras com outros espa\u00e7os coletivos de organiza\u00e7\u00f5es de mulheres, como o F\u00f3rum de Mulheres de Pernambuco, do Agreste, a Rede de mulheres Negras, tenta garantir que elas n\u00e3o sejam v\u00edtimas de <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/05\/17\/saiba-por-que-a-producao-de-roupas-e-um-dos-trabalhos-mais-opressivos-para-mulheres\">condi\u00e7\u00f5es indignas de trabalho<\/a>.<\/p>\n<p>Foi a partir da iniciativa que foi apresentado o Projeto de Lei 1882\/2024 que Institui a Pol\u00edtica Estadual de Fortalecimento das Costureiras em Fac\u00e7\u00e3o de Pernambuco. O texto \u00e9 de autoria das deputadas Rosa Amorim (PT-PE) e Dani Portela (PSOL-PE), e do deputado Jo\u00e3o Paulo (PT-PE)<\/p>\n<p>\u201cTem uma riqueza produzida por esse polo, que \u00e9 reconhecida no Estado e nacionalmente como um polo econ\u00f4mico, mas as pessoas que fazem essa produ\u00e7\u00e3o, principalmente as mulheres, n\u00e3o s\u00e3o beneficiadas. E a\u00ed as mulheres, dentro do projeto, j\u00e1 conseguem fazer uma leitura de que realidade \u00e9 essa. \u00c9 uma realidade baseada na informalidade, na precariedade do trabalho, na sobrecarga\u201d, explica a coordenadora da Fase Pernambuco, Luiza de Marillac Melo de Souza.<\/p>\n<p>\u201cAs mulheres falam de uma jornada de 12 a 15 horas por dia, a maior parte desse trabalho desenvolvido dentro da sua casa, \u00e0s vezes com as crian\u00e7as no colo, com as crian\u00e7as do lado, tendo tamb\u00e9m o efeito de todos os problemas de trabalhar com esse volume de costura, de tecido, de fios, de tingimento, o que isso traz para a sa\u00fade delas, para a sa\u00fade dos filhos, para a sa\u00fade da fam\u00edlia\u201d, complementa Souza.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>A esperan\u00e7a na organiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A ind\u00fastria t\u00eaxtil e de vestu\u00e1rios \u00e9 a segunda mais poluente do mundo, ficando atr\u00e1s apenas da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, segundo levantamento da Ong Global Fashion Agenda. S\u00f3 no polo do agreste, s\u00e3o produzidas 43 mil toneladas de t\u00eaxteis por ano, cujos res\u00edduos v\u00e3o para aterros ou ser\u00e3o incinerados.\u00a0<\/p>\n<p>Foi a partir do projeto que Geniane percebeu a precariedade das condi\u00e7\u00f5es de trabalho que estabeleciam dentro da sua fac\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cForam nos informando que estava errado, os pre\u00e7os, que na verdade poderia ser um pre\u00e7o mais justo, que a gente poderia trabalhar apenas 8 horas por dias. A gente achava que era normal muitas vezes trabalhar amanhecendo, s\u00f3 que na verdade foi quando a\u00ed fui perceber que isso era an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o\u201d, explica a trabalhadora.<\/p>\n<p>\u201cA gente trabalhava muitas vezes de domingo a domingo, trabalhava o s\u00e1bado o dia todo. A gente n\u00e3o tinha folga. Hoje em dia n\u00e3o, hoje em dia a gente s\u00f3 trabalha de segunda a sexta-feira\u201d, completa.<\/p>\n<p>Val acredita que a organiza\u00e7\u00e3o das costureiras na regi\u00e3o ainda ser\u00e1 um grande desafio pela frente. \u201cInfelizmente, muitas fecham as portas para n\u00f3s, porque elas tem medo de retalia\u00e7\u00e3o, tem medo de ficar sem trabalhar\u201d, explica.\u00a0<\/p>\n<p>Apesar disso, ela celebra a uni\u00e3o entre elas. \u201cUma mulher informada dos seus direitos, dos seus valores, do seu trabalho, quem ela \u00e9, como ela pode fazer esse trabalho, \u00e9 bem mais f\u00e1cil dela brigar por direitos. Quando uma pessoa \u00e9 leiga, cai em qualquer armadilha, e a confec\u00e7\u00e3o, <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/05\/17\/saiba-por-que-a-producao-de-roupas-e-um-dos-trabalhos-mais-opressivos-para-mulheres\">a chamada cadeia da moda<\/a>, ela \u00e9 escravizante\u201d, finaliza.\u00a0<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Outro lado<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil de Fato procurou o Governo de Pernambuco para comentar os assuntos expostos na reportagem, mas n\u00e3o obteve retorno. O espa\u00e7o segue aberto.\u00a0<br \/>\n\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informalidade e jornadas exaustivas s\u00e3o, h\u00e1 d\u00e9cadas, a t\u00f4nica nas produ\u00e7\u00f5es familiares na regi\u00e3o de Caruaru<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"Default","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[1078,978,1037,777,1452,1176,388,1464,1385,795,322,1179,1748,659,741,1493,813,1106,1331,345,410,1267,384,265,709,215,742,703,586,1703,852,1925,1539,1042,307,549,966,1013,827,1115,417,415,960],"class_list":["post-214322","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-51-anos","tag-abril","tag-acredita","tag-brasil","tag-carros","tag-casas","tag-cesta-basica","tag-custo","tag-dinheiro","tag-energia","tag-energia-eletrica","tag-entrevista","tag-familias","tag-filhos","tag-fome","tag-governo","tag-industria","tag-informalidade","tag-ir","tag-lei","tag-levantamento","tag-maio","tag-mulher","tag-mulheres","tag-municipios","tag-pernambuco","tag-pesca","tag-petroleo","tag-preco","tag-precos","tag-producao","tag-producao-de-petroleo","tag-produtos","tag-projeto","tag-projeto-de-lei","tag-renda","tag-reuniao","tag-salario","tag-salario-minimo","tag-saude","tag-sebrae","tag-trabalho","tag-uniao"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/214322","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=214322"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/214322\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=214322"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=214322"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=214322"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}