{"id":222537,"date":"2024-08-19T14:48:12","date_gmt":"2024-08-19T14:48:12","guid":{"rendered":"http:\/\/avozdocerrado.com\/?p=222537"},"modified":"2024-08-19T14:48:12","modified_gmt":"2024-08-19T14:48:12","slug":"quem-sao-as-mulheres-que-pesquisam-e-constroem-a-agroecologia-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avozdocerrado.com\/?p=222537","title":{"rendered":"Quem s\u00e3o as mulheres que pesquisam e constroem a agroecologia no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Brasil de Fato<\/p>\n<p>Entre os dias 16 e 18 de agosto, Bras\u00edlia (DF) foi palco da <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/08\/12\/3-mostra-nacional-da-producao-das-margaridas-acontece-em-brasilia-df-de-16-a-18-de-agosto\">3\u00aa Mostra da Produ\u00e7\u00e3o das Margaridas<\/a>, que ocorreu no Eixo Cultural Ibero-Americano, com entrada gratuita. O evento tem como objetivo destacar o trabalho, a luta e a trajet\u00f3ria das Margaridas &#8211; mulheres do campo, da floresta e das \u00e1guas. Sob o lema &#8220;Da natureza \u00e0 mesa&#8221;, a mostra reafirma a import\u00e2ncia da luta das mulheres na constru\u00e7\u00e3o do movimento agroecol\u00f3gico brasileiro.<\/p>\n<p>No campo ou na academia, elas levantam a bandeira de que &#8220;Sem Feminismo, N\u00e3o H\u00e1 Agroecologia&#8221;, uma perspectiva que enxerga a centralidade da atua\u00e7\u00e3o feminina \u00e0 frente da transi\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica e do crescente movimento de valoriza\u00e7\u00e3o de sistemas agr\u00edcolas tradicionais sustent\u00e1veis.\u00a0<\/p>\n<p>Para tratar deste assunto, conversamos com Marina Rago, integrante do grupo de pesquisa eco.t &#8211; Ecologia Pol\u00edtica, Planejamento e Territ\u00f3rio e participante dos movimentos agroecol\u00f3gicos em S\u00e3o Paulo desde 2017. Marina destaca que as mulheres, com suas diversas trajet\u00f3rias, s\u00e3o fundamentais na base da pr\u00e1tica agroecol\u00f3gica.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o mulheres que est\u00e3o desde os coletivos, nos territ\u00f3rios at\u00e9, por exemplo, agora, no governo. Elas t\u00eam trajet\u00f3rias acad\u00eamicas ou v\u00eam do movimento popular&#8221;, ressalta a pesquisadora, refor\u00e7ando a <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/07\/19\/onde-estao-as-mulheres-na-politica-e-preciso-enfrentar-a-colonialidade-e-o-patriarcado-para-a-politica-tambem-ser-feminina\">atua\u00e7\u00e3o das mulheres<\/a> em todas as esferas do movimento agroecol\u00f3gico.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica agroecol\u00f3gica est\u00e1 fundamentalmente ligada a saberes populares que est\u00e3o sendo mapeados e organizados na academia por cientistas que, al\u00e9m de estarem presentes nas institui\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa, seguem dialogando com as mulheres no campo e aprendendo com elas.\u00a0<\/p>\n<p>Ainda que a agroecologia seja entendida tamb\u00e9m como um campo das ci\u00eancias agr\u00e1rias, ela vai muito al\u00e9m de um modo de produ\u00e7\u00e3o e de um conjunto de t\u00e9cnicas de manejo, se constituindo tamb\u00e9m como um movimento social que resgata os conhecimentos ancestrais de povos tradicionais e seus modos de vida, ligando a teoria, o movimento \u00e0 pr\u00e1tica.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo Ma\u00edra Silva, especialista em Agroecologia e Educa\u00e7\u00e3o no Campo e <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/08\/16\/o-que-e-um-espaco-afroecologico-conheca-a-experiencia-das-mulheres-do-sitio-agatha-em-pernambuco\">quilombola<\/a> da comunidade Ivaporunduva, no Vale do Ribeira (SP), \u00e9 importante falar de feminismos que reconhe\u00e7am e valorizem as experi\u00eancias de mulheres ind\u00edgenas, negras e de comunidades tradicionais:\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Todos esses povos ajudaram na manuten\u00e7\u00e3o da biodiversidade, produzindo junto com a floresta. Muitas das t\u00e9cnicas que a gente tem de produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o provenientes dos povos da floresta&#8221;, afirma Ma\u00edra. Ela enfatiza como os saberes desses povos possuem uma dimens\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica e que \u00e9 fundamental reconceituar a tecnologia e compreend\u00ea-la como uma constru\u00e7\u00e3o, uma concep\u00e7\u00e3o e uma execu\u00e7\u00e3o do fazer.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Mulheres na ci\u00eancia agroecol\u00f3gica: um panorama do Brasil\u00a0<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia de destacar a participa\u00e7\u00e3o ativa das mulheres na transi\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica, n\u00e3o apenas na base produtiva, mas tamb\u00e9m na pesquisa acad\u00eamica, na assist\u00eancia t\u00e9cnica e na formula\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, desafia a invisibilidade historicamente imposta a elas.\u00a0<\/p>\n<p>Marina tamb\u00e9m destaca que, mesmo sendo fundamentais para o desenvolvimento da <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/08\/17\/lula-recebe-direcao-do-mst-para-discutir-reforma-agraria\">agroecologia<\/a>, as mulheres frequentemente t\u00eam suas contribui\u00e7\u00f5es ignoradas ou subvalorizadas na constru\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. &#8220;Os homens s\u00e3o mais citados e se citam mais como c\u00e2nones da ci\u00eancia agroecol\u00f3gica. Isso acontece por causa das rela\u00e7\u00f5es de poder na produ\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>As pesquisadoras do campo da agroecologia buscam dar visibilidade aos conhecimentos e t\u00e9cnicas milenares das milh\u00f5es de mulheres agricultoras, geralmente respons\u00e1veis por iniciar e divulgar experi\u00eancias agroecol\u00f3gicas e de seguran\u00e7a alimentar. Elas est\u00e3o nos territ\u00f3rios, nas universidades e institutos de pesquisa, formulando pol\u00edticas p\u00fablicas e projetos de extens\u00e3o, em di\u00e1logo com organiza\u00e7\u00f5es locais e com associa\u00e7\u00f5es e articula\u00e7\u00f5es de agroecologia.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Conhe\u00e7a a seguir algumas dessas cientistas atuantes no Brasil e suas contribui\u00e7\u00f5es:\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ana Maria Primavesi:<\/strong> Engenheira agr\u00f4noma formada na \u00c1ustria e considerada por muitos como uma pioneira no estudo da agroecologia no Brasil, Primavesi foi professora na Universidade Federal de Santa Maria, onde contribuiu para a organiza\u00e7\u00e3o do primeiro programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em agricultura org\u00e2nica.\u00a0Seus estudos sobre o manejo ecol\u00f3gico de solos tropicais deram embasamento t\u00e9cnico e cient\u00edfico ao movimento agroecol\u00f3gico, abordados em seu livro de maior influ\u00eancia, &#8220;Manejo ecol\u00f3gico do solo: a agricultura em regi\u00f5es tropicais&#8221;, de 1979. Deixou uma extensa produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica &#8211; a maior parte dela dispon\u00edvel gratuitamente em seu acervo online &#8211; sobre t\u00e9cnicas de preserva\u00e7\u00e3o do solo e recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas no pa\u00eds, na contram\u00e3o do avan\u00e7o do pacote tecnol\u00f3gico da Revolu\u00e7\u00e3o Verde no Brasil a partir da d\u00e9cada de 60. Tamb\u00e9m participou ativamente da cria\u00e7\u00e3o de entidades representativas, fundou a Associa\u00e7\u00e3o da Agricultura Org\u00e2nica (AOO) e recebeu uma s\u00e9rie de pr\u00eamios, como o One World Award, da Federa\u00e7\u00e3o Internacional dos Movimentos da Agricultura Org\u00e2nica (IFOAM).\u00a0<\/p>\n<p><strong>Elisabeth Cardoso: <\/strong>Agr\u00f4noma pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), mestre em agroecologia na Universidad Internacional de Andaluc\u00eda e doutoranda em Recursos Naturais e Gest\u00e3o Sustent\u00e1vel na Universidad de C\u00f3rdoba. Atua no Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (CTA-ZM), coordena o Grupo de Trabalho de Mulheres da Articula\u00e7\u00e3o Nacional de Agroecologia (ANA) e participa na Marcha Mundial de Mulheres.<br \/>\nEm 2021, Elisabeth foi indicada pela Revista Forbes como uma das 100 mulheres brasileiras mais influentes na agricultura e em 2022, foi nomeada para Ashoka, organiza\u00e7\u00e3o internacional que promove o empreendedorismo social ao redor do mundo.<br \/>\nCoordenou a cria\u00e7\u00e3o coletiva do projeto Cadernetas Agroecol\u00f3gicas, desenvolvido pelo CTA, em colabora\u00e7\u00e3o com as agricultoras da regi\u00e3o da Zona da Mata. Atualmente presente em todas as regi\u00f5es do Brasil, as cadernetas s\u00e3o um importante instrumento de sistematiza\u00e7\u00e3o e monitoramento da produ\u00e7\u00e3o das mulheres rurais, onde elas registram e mensuram o resultado de seu trabalho em seus quintais. Al\u00e9m de dar visibilidade ao trabalho desenvolvido por essas agricultoras, o projeto abriu as portas para novas pol\u00edticas p\u00fablicas de incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o das mulheres na agricultura familiar, \u00a0como a Pol\u00edtica Nacional de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural e as chamadas da Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural (ATER Agroecologia).<br \/>\nPor meio do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agr\u00edcola, Elisabeth disseminou a metodologia das Cadernetas Agroecol\u00f3gicas em seis projetos, envolvendo 909 agricultoras familiares de mais de 100 munic\u00edpios, que contabilizaram um valor econ\u00f4mico de mais de R$ 3 milh\u00f5es ao longo de 13 meses, provenientes dos quintais das mulheres &#8211; produ\u00e7\u00e3o essa que n\u00e3o seria contabilizada em nenhum censo agropecu\u00e1rio.<br \/>\nElisabeth contribui para a discuss\u00e3o do desenvolvimento agr\u00e1rio sustent\u00e1vel em diversos Grupos de Trabalho e atua pela inclus\u00e3o da metodologia em pol\u00edticas municipais e estaduais e em a\u00e7\u00f5es de pesquisa e extens\u00e3o de universidades e institui\u00e7\u00f5es.<br \/>\nSua atua\u00e7\u00e3o \u00e9 um caso exemplar de como a aplica\u00e7\u00e3o da metodologia cient\u00edfica e a colabora\u00e7\u00e3o entre a sociedade civil e as institui\u00e7\u00f5es de pesquisa podem exercer influ\u00eancia concreta sobre a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Emma Siliprandi: <\/strong>Engenheira agr\u00f4noma pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mestre em sociologia rural pela Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB) e doutora em desenvolvimento rural pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB) e Universidad de Valladolid, na Espanha. Foi pesquisadora no N\u00facleo de Estudos e Pesquisas em Alimenta\u00e7\u00e3o na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e fez parte de equipes de governos &#8211; atuando no projeto de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica entre a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO) e o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Agr\u00e1rio entre 2004 e 2008. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m integrou em 2012 o Conselho Nacional de Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (Consea).<br \/>\nDesde 2013, est\u00e1 vinculada \u00e0 FAO como consultora em projetos de seguran\u00e7a alimentar, apoio \u00e0 agricultura familiar e agroecologia e tamb\u00e9m ao Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento &#8211; ambos da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU).<br \/>\nSuas pesquisas s\u00e3o engajadas com o debate da soberania alimentar e seguran\u00e7a alimentar e nutricional e t\u00eam importante contribui\u00e7\u00e3o para o campo do ecofeminismo no Brasil. Atualmente, Emma tamb\u00e9m \u00e9 professora e pesquisadora em cursos de agroecologia no Brasil e no exterior, assessora ONGs e movimentos de mulheres e participa de redes internacionais de pesquisa, como a Sociedad Cient\u00edfica Latinoamericana de Agroecologia (SOCLA) e a Red Latinoamericana Mujeres Transformando la Economia (REMTE).<\/p>\n<p><strong>Maria Em\u00edlia Pacheco: <\/strong>Formada em Servi\u00e7o Social pela Faculdade de Servi\u00e7o Social de Juiz de Fora e mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), \u00e9 uma das fundadoras da Articula\u00e7\u00e3o Nacional de Agroecologia (ANA) e integrante do F\u00f3rum Brasileiro de Soberania e Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (FBSSAN). Foi a primeira mulher a presidir o Consea, entre os anos de 2012 e 2016, e atualmente \u00e9 assessora da Federa\u00e7\u00e3o de \u00d3rg\u00e3os para Assist\u00eancia Social e Educacional (FASE). Sua atua\u00e7\u00e3o e sua produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica est\u00e3o centradas em projetos agroecol\u00f3gicos com enfoque de g\u00eanero e no combate \u00e0 inseguran\u00e7a alimentar e nutricional atrav\u00e9s da transforma\u00e7\u00e3o dos sistemas agroalimentares.<\/p>\n<p><strong>Miriam Nobre: <\/strong>Coordenadora da Marcha Mundial de Mulheres, integrante da Sempreviva Organiza\u00e7\u00e3o Feminista (SOF) e da Rede Economia e Feminismo (REF), Miriam \u00e9 engenheira agr\u00f4noma e mestre pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). Sua pesquisa est\u00e1 centrada em temas relacionados \u00e0 economia feminista, agroecologia e economia solid\u00e1ria.<br \/>\nDesde 2015, desenvolve junto \u00e0 SOF um trabalho de promo\u00e7\u00e3o da agroecologia com agricultoras familiares e quilombolas em Barra do Turvo, no Vale do Ribeira. Al\u00e9m de apoiar no processo de ressignifica\u00e7\u00e3o de sua produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, este trabalho, que Miriam intitula de &#8220;pesquisa-a\u00e7\u00e3o&#8221;, tamb\u00e9m busca a promo\u00e7\u00e3o dos direitos das mulheres no campo e a constru\u00e7\u00e3o de redes de solidariedade entre mulheres.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Vivian Delfino Motta:<\/strong> Agr\u00f4noma pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV), mestre em Agroecologia e Desenvolvimento Rural pela Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (Ufscar) e doutoranda em Ci\u00eancias Sociais na Unicamp. Sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica passa pelos estudos de povos origin\u00e1rios e de comunidades tradicionais quilombolas, da agroecologia e da sustentabilidade.\u00a0<br \/>\nAtualmente, coordena o N\u00facleo de Estudos em G\u00eanero, Ra\u00e7a e Agroecologias (Negras) do IFSP, institui\u00e7\u00e3o onde \u00e9 docente.\u00a0<br \/>\nCoordenou o projeto de extens\u00e3o &#8220;Agroecologia e Feminismos: empoderamento das mulheres camponesas da Mata Sul Pernambucana&#8221;, certificado pelo Pr\u00eamio Juliana Santilli &#8211; Instituto Socioambiental (ISA), onde Vivian trabalhou junto com as agricultoras do assentamento Ximenes, em Barreiros, Pernambuco. A extens\u00e3o promoveu atividades sobre a produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica com o objetivo de gerar renda e incentivar as mulheres a integrar espa\u00e7os de comercializa\u00e7\u00e3o &#8211; resultando na forma\u00e7\u00e3o de nove sistemas agroflorestais nos lotes das agricultoras e em uma forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que capacitou as camponesas a participarem mais ativamente do espa\u00e7o p\u00fablico e das tomadas de decis\u00e3o coletivas na regi\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Liliam Telles: <\/strong>Engenheira florestal pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) e mestre em extens\u00e3o rural pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV), Liliam desenvolve estudos sobre g\u00eanero e economia feminista e tem experi\u00eancia em agroecologia e an\u00e1lises de pol\u00edticas p\u00fablicas rurais. Em sua pesquisa de mestrado, adentrou na realidade da economia das mulheres agricultoras agroecol\u00f3gicas de Barra do Turvo, no Vale do Ribeira, percebendo a agroecologia como uma forma de valorizar suas pr\u00e1ticas econ\u00f4micas e de dar visibilidade ao protagonismo das mulheres na economia familiar e comunit\u00e1ria da regi\u00e3o.\u00a0<br \/>\nTamb\u00e9m \u00e9 militante da Marcha Mundial das Mulheres, integra a coordena\u00e7\u00e3o do Grupo de Trabalho de Mulheres (GT Mulheres) da ANA e \u00e9 t\u00e9cnica do CTA.<br \/>\nDesde 2013, em parceria com o CTA e a ANA, se dedica \u00e0 condu\u00e7\u00e3o e \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o de estudos em diversas regi\u00f5es do Brasil, utilizando o m\u00e9todo das Cadernetas Agroecol\u00f3gicas. Atualmente, Liliam coordena a equipe respons\u00e1vel pela organiza\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise dos dados das Cadernetas.<br \/>\nJunto ao Departamento de Economia Rural da UFV e com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), conduziu um projeto de document\u00e1rio sobre os impactos das Cadernetas Agroecol\u00f3gicas na vida das agricultoras de Vi\u00e7osa.<\/p>\n<p><em>\u00a0Texto cedido ao Brasil de Fato pelas autoras Larah Camargo e Lidia Torres*<\/em><\/p>\n<p><em>* Larah Camargo \u00e9 midi\u00e1loga e p\u00f3s-graduanda em Jornalismo Cient\u00edfico pelo Laborat\u00f3rio de Estudos Avan\u00e7ados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp.<\/em><\/p>\n<p><em>* Lidia Torres \u00e9 doutoranda em ci\u00eancias sociais e p\u00f3s-graduanda em Jornalismo Cient\u00edfico pelo Laborat\u00f3rio de Estudos Avan\u00e7ados em Jornalismo (Labjor), ambos pela Unicamp<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sob o lema &#8216;Sem feminismo n\u00e3o h\u00e1 agroecologia&#8217;, elas abrem o terreno para o movimento agroecol\u00f3gico brasileiro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"Default","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[1554,1255,1111,1300,723,1582,516,1754,777,1882,369,376,1381,1508,1510,1080,514,477,531,1114,1099,1813,1386,453,385,1493,1719,414,292,384,265,436,709,134,860,215,289,1962,1774,1196,852,1042,1953,56,1308,549,748,268,790,136,1983,740,848,719,1772,415,438,284],"class_list":["post-222537","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-1554","tag-acoes","tag-agricultura","tag-agricultura-familiar","tag-alimentacao","tag-ana","tag-antropologia","tag-biodiversidade","tag-brasil","tag-brasilia","tag-ciencia","tag-cnpq","tag-dados","tag-debate","tag-desenvolvimento","tag-desenvolvimento-agricola","tag-direitos-das-mulheres","tag-documentario","tag-economia","tag-educacao","tag-estudo","tag-exterior","tag-financiamento","tag-floresta","tag-genero","tag-governo","tag-grupo-de-trabalho","tag-homens","tag-laboratorio","tag-mulher","tag-mulheres","tag-mulheres-na-ciencia","tag-municipios","tag-onu","tag-pacheco","tag-pernambuco","tag-pesquisa","tag-pesquisas","tag-premio","tag-presentes","tag-producao","tag-projeto","tag-projetos","tag-quilombolas","tag-recursos","tag-renda","tag-rio","tag-rio-de-janeiro","tag-rio-grande-do-sul","tag-sao-paulo","tag-seguranca","tag-seguranca-alimentar","tag-soberania","tag-sustentabilidade","tag-tecnologia","tag-trabalho","tag-usp","tag-vale"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/222537","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=222537"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/222537\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=222537"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=222537"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=222537"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}