{"id":245475,"date":"2024-09-06T13:19:09","date_gmt":"2024-09-06T13:19:09","guid":{"rendered":"http:\/\/avozdocerrado.com\/?p=245475"},"modified":"2024-09-06T13:19:09","modified_gmt":"2024-09-06T13:19:09","slug":"tendas-barracas-e-ate-carros-brasil-tem-160-mil-pessoas-vivendo-em-domicilios-improvisados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avozdocerrado.com\/?p=245475","title":{"rendered":"Tendas, barracas e at\u00e9 carros: Brasil tem 160 mil pessoas vivendo em domic\u00edlios improvisados"},"content":{"rendered":"<p>Brasil de Fato<\/p>\n<p>O Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) identificou 160 mil brasileiros e brasileiras vivendo em domic\u00edlios prec\u00e1rios no <a href=\"http:\/\/Popula%C3%A7%C3%A3o%20brasileira%20cresce%20e%20chega%20a%20212,5%20milh%C3%B5es%20de%20habitantes,%20segundo%20o%20IBGE\">Censo<\/a> de 2022. Os resultados da pesquisa sobre tipos de domic\u00edlios coletivos, improvisados, de uso ocasional e vagos foram divulgados nesta sexta-feira (6).<\/p>\n<p>Isso inclui fam\u00edlias, pessoas e grupos que habitam tendas, barracas de lona, pl\u00e1stico ou tecido, estabelecimentos comerciais, estruturas improvisadas nas ruas, constru\u00e7\u00f5es degradadas ou inacabadas, carros, caminh\u00f5es, trailers e barcos.<\/p>\n<p>Embora sejam dados que sinalizam a gravidade das <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/05\/05\/condicoes-precarias-de-moradia-dificultam-isolamento-vertical-nas-periferias\">condi\u00e7\u00f5es de vida<\/a> para uma parcela consider\u00e1vel do pa\u00eds, os indicadores levantados pelo IBGE n\u00e3o investigam a rela\u00e7\u00e3o dos moradores e moradoras com o estabelecimento. Por isso, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar que todo esse conjunto de pessoas faz parte da popula\u00e7\u00e3o de rua em territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>&#8220;Podemos considerar as pessoas que est\u00e3o em estruturas improvisadas em logradouro p\u00fablico como moradoras de rua. Mas temos uma popula\u00e7\u00e3o significativa em \u00e1reas rurais tamb\u00e9m, no garimpo e em algum tipo de disputa de terra que tenha ocupa\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Bruno Mandelli Perez, da equipe t\u00e9cnica respons\u00e1vel pela tem\u00e1tica de domic\u00edlios no Censo.<\/p>\n<p>Ele ressalta tamb\u00e9m que o estudo nacional n\u00e3o mensura a totalidade das pessoas que vivem em <a href=\"https:\/\/www.brasildefatomg.com.br\/2023\/12\/20\/artigo-desde-2013-numero-de-pessoas-em-situacao-de-rua-aumentou-em-dez-vezes-no-brasil\">situa\u00e7\u00e3o de rua<\/a> no Brasil. Quem n\u00e3o tem moradia de nenhuma natureza, n\u00e3o est\u00e1 no conjunto de dados de recenseamento.<\/p>\n<p>&#8220;Quando a pessoa n\u00e3o possui nenhum tipo de domic\u00edlio, por mais prec\u00e1rio que seja, ela n\u00e3o \u00e9 recenseada. O censo \u00e9 uma pesquisa domiciliar. Se a pessoa apenas dorme em um papel\u00e3o na rua, por exemplo, ela est\u00e1 fora do escopo do Censo. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel por ele mensurar a popula\u00e7\u00e3o de rua do pa\u00eds.&#8221;<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Detalhamento\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, a categoria mais comum de domic\u00edlio improvisado s\u00e3o as tendas e barracas de lona, pl\u00e1stico ou tecido. Essa modalidade abriga cerca de 57 mil pessoas, 35,3% do universo de quem vive em condi\u00e7\u00f5es improvisadas e 0,03% da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>As estruturas improvisadas em logradouros p\u00fablicos abrigam 14,5 mil brasileiros e brasileiras. O levantamento tamb\u00e9m identificou cerca de 17 mil pessoas residindo em edifica\u00e7\u00f5es n\u00e3o residenciais permanentes degradadas ou inacabadas.<\/p>\n<p>Outras 43 mil vivem em estabelecimentos como com\u00e9rcios e galp\u00f5es. Ainda de acordo com os dados, quase 2 mil cidad\u00e3os e cidad\u00e3s habitam carros, caminh\u00f5es, trailers e barcos.<\/p>\n<p>O estudo informa ainda que o perfil demogr\u00e1fico de quem vive em domic\u00edlios improvisados revela predomin\u00e2ncia masculina em todas as categorias. A propor\u00e7\u00e3o de homens varia de 54,3% em estruturas improvisadas em logradouros p\u00fablicos a 61,7% nos ve\u00edculos adaptados como moradia.<\/p>\n<p>O estado de S\u00e3o Paulo lidera em n\u00fameros absolutos para quase todas as categorias, com exce\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos, onde o Amazonas se destaca. A regi\u00e3o Centro-Oeste, apesar de ser a menos populosa do pa\u00eds, concentra 18,1% dos moradores de tendas e barracas.\u00a0<\/p>\n<p>Nas informa\u00e7\u00f5es sobre a taxa de analfabetismo, o levantamento mostra \u00edndices altos na popula\u00e7\u00e3o que vive em domic\u00edlios improvisados e tem 15 anos ou mais. Mais de 22% dos moradores e moradoras de tendas e barracas n\u00e3o foram alfabetizados. Em todos os casos, o resultado supera a m\u00e9dia nacional de 7%. Entre pessoas que habitam logradouros p\u00fablicos, a taxa \u00e9 de 16%, mesmo \u00edndice entre a popula\u00e7\u00e3o residente em estruturas permanentes degradadas ou inacabadas.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Domic\u00edlios coletivos<\/p>\n<p>Os dados tamb\u00e9m trazem informa\u00e7\u00f5es sobre pessoas que vivem em domic\u00edlios coletivos como penitenci\u00e1rias, asilos, orfanatos, cl\u00ednicas psiqui\u00e1tricas, abrigos, albergues e unidades de interna\u00e7\u00e3o para crian\u00e7as e adolescentes. Esse conjunto \u00e9 composto por 837 mil brasileiros e brasileiras, 0,4% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aproximadamente 479 mil pessoas desse universo vivem em penitenci\u00e1rias e centros de deten\u00e7\u00e3o. Isso representa mais da metade do total. Na sequ\u00eancia aparecem os asilos e institui\u00e7\u00f5es de longa perman\u00eancia para <a href=\"http:\/\/Expectativa%20de%20vida%20no%20Brasil%20em%202023%20chega%20a%2076,4%20anos\">idosos e idosas<\/a>, que abrigam 161 mil pessoas.<\/p>\n<p>O levantamento tamb\u00e9m identificou dados de outras modalidades de habita\u00e7\u00e3o coletiva, como hot\u00e9is e pens\u00f5es (46 mil residentes), alojamentos (30 mil), cl\u00ednicas psiqui\u00e1tricas e comunidades terap\u00eauticas (24 mil), abrigos para grupos vulner\u00e1veis (24 mil), orfanatos (14 mil), e abrigos para popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua (11 mil).<\/p>\n<p>Nas penitenci\u00e1rias, 96% dos residentes s\u00e3o homens, com predomin\u00e2ncia da faixa et\u00e1ria entre 20 e 29 anos (40,7%). J\u00e1 nos asilos, as mulheres s\u00e3o maioria (59,8%), com 45,6% dos residentes de 80 anos ou mais.<\/p>\n<p>O Sudeste aparece como local de resid\u00eancia de 52% dos moradores e moradoras de penitenci\u00e1rias, o que supera a participa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o geral do pa\u00eds. J\u00e1 os asilos t\u00eam forte presen\u00e7a nas regi\u00f5es Sul e Sudeste, que juntas abrigam 82,3% dos idosos institucionalizados.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nessa an\u00e1lise, os dados sobre analfabetismo revelam disparidades significativas em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00fameros gerais do Brasil. Em asilos, abrigos, casas de passagem e rep\u00fablicas assistenciais, o \u00edndice \u00e9 superior a 30%.<\/p>\n<p>Em cl\u00ednicas psiqui\u00e1tricas e comunidades terap\u00eauticas a taxa \u00e9 superior a 28%. Asilos e albergues para a popula\u00e7\u00e3o de rua apresentaram resultado de mais de 16% de analfabetismo.<br \/>\n\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados tamb\u00e9m apontam mais de 830 mil pessoas em habita\u00e7\u00f5es como penitenci\u00e1rias, asilos, orfanatos, abrigos e albergues<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"Default","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[1554,777,1453,1452,1176,1381,1099,1748,255,734,414,110,410,265,480,289,136,1677,853],"class_list":["post-245475","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-1554","tag-brasil","tag-caminhoes","tag-carros","tag-casas","tag-dados","tag-estudo","tag-familias","tag-geral","tag-habitacao","tag-homens","tag-ibge","tag-levantamento","tag-mulheres","tag-ocupacao","tag-pesquisa","tag-sao-paulo","tag-uso","tag-veiculos"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/245475","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=245475"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/245475\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=245475"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=245475"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=245475"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}