{"id":251026,"date":"2024-09-10T14:08:36","date_gmt":"2024-09-10T14:08:36","guid":{"rendered":"https:\/\/avozdocerrado.com\/?p=251026"},"modified":"2024-09-10T14:08:36","modified_gmt":"2024-09-10T14:08:36","slug":"feira-em-goias-aponta-reforma-agraria-como-solucao-para-alimentacao-saudavel-e-combate-a-fome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avozdocerrado.com\/?p=251026","title":{"rendered":"Feira em Goi\u00e1s aponta reforma agr\u00e1ria como solu\u00e7\u00e3o para alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel e combate \u00e0 fome"},"content":{"rendered":"<p>Brasil de Fato<\/p>\n<p>O debate sobre a valoriza\u00e7\u00e3o do alimento saud\u00e1vel, a valoriza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica e os princ\u00edpios da reforma agr\u00e1ria foram temas centrais da 1\u00aa Feira Estadual da Reforma Agr\u00e1ria em Goi\u00e1s. Realizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no estado (MST-GO), o evento ocorreu na capital goiana, no s\u00e1bado e domingo (7 e 8), ocasi\u00e3o em que agricultores assentados, representantes dos movimentos sociais e a popula\u00e7\u00e3o se reuniram pelo debate sobre a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 terra e a sustentabilidade da produ\u00e7\u00e3o camponesa.<\/p>\n<p>Ao<strong> Brasil de Fato DF<\/strong>, Jo\u00e3o Paulo Rodrigues, da dire\u00e7\u00e3o nacional do MST, afirmou que a feira \u00e9 um ato pol\u00edtico em que o alimento saud\u00e1vel precisa estar na agenda da classe trabalhadora, dos movimentos do campo e da cidade que produzem alimentos. Ele destacou que, em Goi\u00e1s, quem produz alimentos \u00e9 a agricultura familiar, os pequenos e m\u00e9dios agricultores. \u201cEstamos numa regi\u00e3o que \u00e9 o centro pol\u00edtico do agroneg\u00f3cio, e o agroneg\u00f3cio produz carne, soja e, eventualmente, algum outro produto\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para o representante do Armaz\u00e9m do Campo em Goi\u00e1s, Gael Gomide, a feira foi uma pequena amostra do que \u00e9 produzido nos assentamentos e acampamentos no estado. &#8220;Essa \u00e9 nossa primeira Feira Estadual da Reforma Agr\u00e1ria em Goi\u00e1s. Ela \u00e9 um espa\u00e7o muito importante para os nossos assentados e nossos acampados virem at\u00e9 a cidade para mostrar o que o campo est\u00e1 produzindo, quais os nossos produtos das nossas \u00e1reas do MST. \u00c9 um marco que estamos fazendo aqui&#8221;, destaca.<\/p>\n<p>Durante o evento, tamb\u00e9m ocorreu uma confer\u00eancia sobre a import\u00e2ncia da reforma agr\u00e1ria e o combate \u00e0 fome. Segundo a reitora da Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG), Angelita Lima, a reforma agraria \u00e9 uma pol\u00edtica estruturante que permanece, ainda hoje, sendo um tema de embate pol\u00edtico, que parece ser escondido.\u00a0<\/p>\n<p>Para ela, \u00e9 importante que os movimentos sociais ajudem a universidade trazendo suas pautas. \u201cAs escolas, institutos de ensino s\u00e3o fundamentais para a produ\u00e7\u00e3o desses conhecimentos. N\u00e3o podemos deixar que esses espa\u00e7os mobilizadores sejam ocupados por pensamentos conservadores, de direita e que impede de darmos passos importantes\u201d, explica Angelita.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Reforma agr\u00e1ria e combate \u00e0 fome<\/p>\n<p>Com uma an\u00e1lise de conjuntura, Rodrigues explica que o agroneg\u00f3cio n\u00e3o conseguiu oferecer uma solu\u00e7\u00e3o ambiental para o Brasil e, isso por si s\u00f3, \u00e9 devastador. O diretor nacional do movimento explica que o setor n\u00e3o conseguiu resolver o problema do desmatamento, o que tem gerado um alto custo para a sociedade.<\/p>\n<p>\u201cA segunda contradi\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio \u00e9 que ele n\u00e3o transformou sua capacidade produtiva em uma pot\u00eancia de alimentos para o mercado interno; sua produ\u00e7\u00e3o \u00e9 voltada para exporta\u00e7\u00e3o, ele \u00e9 dependente de pa\u00edses estrangeiros. Se houver uma grande crise no capital internacional, o agroneg\u00f3cio quebra aqui. Por fim, o setor alega que o maior problema \u00e9 o custo de produ\u00e7\u00e3o, especialmente pela falta de m\u00e3o de obra. Eles n\u00e3o conseguem manter a for\u00e7a de trabalho sem recorrer a condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>O evento foi promovido pelo Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Agr\u00e1rio e Agricultura Familiar (MDA), em parceria com a UFG. Para o coordenador do MDA em Goi\u00e1s, Jos\u00e9 Valmir Misnerovicz, a agricultura \u00e9 fundamental para alimentar a popula\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m para gerar postos de trabalho e para dinamizar a economia local. &#8220;Esse segmento da agricultura \u00e9 que precisa ser valorizado e o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, ao ser criada novamente pelo presidente Lula, tem essa miss\u00e3o&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Entre os destaques do evento tamb\u00e9m est\u00e1 a Culin\u00e1ria da Terra, espa\u00e7o em que foi comercializado quitandas e servidas refei\u00e7\u00f5es t\u00edpicas feitas com ingredientes vindos diretamente dos assentamentos.<\/p>\n<p>\u201cCulin\u00e1ria da terra \u00e9 o alimento saud\u00e1vel, um alimento da nossa produ\u00e7\u00e3o, do nosso bioma, o Cerrado. Teve pratos com o pequi, que \u00e9 um fruto bem valorizado tanto no estado, quanto nacional e internacionalmente\u201d, afirma Alcione da Cruz Ferreira, do Acampamento Dom Tomas Baldu\u00edno.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images02.brasildefato.com.br\/91783575b5e02665a3469b8bf0416859.webp\"><br \/>\nFeira buscou aproximar as fam\u00edlias assentadas e acampadas do MST com o p\u00fablico goianiense, que consome os alimentos produzidos pelo movimento \/ Foto: Heloisa Sousa<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Cultura e pol\u00edtica<\/p>\n<p>Segundo Gilvan Rodrigues, coordenador do MST em Goi\u00e1s, outro trip\u00e9 da atividade foram os espa\u00e7os de debate, conversas e contato direto entre os produtores dos assentamentos &#8220;e as pessoas que est\u00e3o na cidade que, \u00e0s vezes, consomem os alimentos, mas n\u00e3o sabe quem produz.&#8221;<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, foram realizadas rodas de conversas tem\u00e1ticas, em que especialistas, agricultores e ativistas discutiram sobre os desafios e conquistas do movimento. Na primeira roda, os convidados e convidadas debateram sobre as pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis de plantio de \u00e1rvores e produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis, essenciais para o equil\u00edbrio ambiental e a seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<p>J\u00e1 a segunda roda foi dedicada aos conflitos agr\u00e1rios, analisando os desafios e as perspectivas da pol\u00edtica de reforma agr\u00e1ria no Brasil. Por fim, na terceira roda, os participantes refletiram sobre os 40 anos de luta e conquistas do MST, destacando sua resist\u00eancia e a import\u00e2ncia de sua atua\u00e7\u00e3o na promo\u00e7\u00e3o de direitos e na transforma\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Outro grande destaque do evento foi o show do artista popular Pereira da Viola. No espa\u00e7o cultural, tamb\u00e9m se apresentaram a cantora Lyra Dyas; Moacir Amorim, do Assentamento Canudos; Mauricinho, tamb\u00e9m do Assentamento Canudos; Luciano Cachimbo, ator e diretor de teatro; Victor Batista, violeiro do munic\u00edpio de Piren\u00f3polis; ART, MC goiano independente; e Tereza Stefany, cantora popular.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Realizado pelo MST, atividade ocorreu em Goi\u00e2nia para tratar sobre democratiza\u00e7\u00e3o e acesso \u00e0 terra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"Default","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[1111,1300,560,723,389,1096,777,1697,1881,476,259,1464,1508,1510,2079,1838,409,531,920,1748,741,27,1632,431,2035,1244,921,852,590,1717,1539,432,1983,740,719,584,415],"class_list":["post-251026","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-agricultura","tag-agricultura-familiar","tag-agronegocio","tag-alimentacao","tag-alimentos","tag-alimentos-saudaveis","tag-brasil","tag-carne","tag-conferencia","tag-conflitos","tag-cultura","tag-custo","tag-debate","tag-desenvolvimento","tag-desenvolvimento-agrario","tag-desmatamento","tag-direcao","tag-economia","tag-exportacao","tag-familias","tag-fome","tag-lula","tag-mercado","tag-mst","tag-postos-de-trabalho","tag-presidente","tag-presidente-lula","tag-producao","tag-producao-de-alimentos","tag-produtores","tag-produtos","tag-reforma-agraria","tag-seguranca","tag-seguranca-alimentar","tag-sustentabilidade","tag-trabalhadores","tag-trabalho"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/251026","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=251026"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/251026\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=251026"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=251026"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=251026"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}