{"id":258965,"date":"2024-09-16T11:52:42","date_gmt":"2024-09-16T11:52:42","guid":{"rendered":"http:\/\/avozdocerrado.com\/?p=258965"},"modified":"2024-09-16T11:52:42","modified_gmt":"2024-09-16T11:52:42","slug":"mineracao-e-cultivo-de-eucalipto-estao-entre-praticas-que-agravam-emergencia-climatica-no-brasil-diz-pesquisadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avozdocerrado.com\/?p=258965","title":{"rendered":"Minera\u00e7\u00e3o e cultivo de eucalipto est\u00e3o entre pr\u00e1ticas que agravam emerg\u00eancia clim\u00e1tica no Brasil, diz pesquisadora"},"content":{"rendered":"<p>Brasil de Fato<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/09\/15\/calorao-ameniza-no-centro-sul-mas-seca-e-queimadas-ainda-assolam-brasil\">seca que atinge <\/a>grande parte do pa\u00eds\u00a0e as chuvas que <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/topicos\/enchentes-no-rs\">atingiram o Rio Grande do Sul <\/a>s\u00e3o consequ\u00eancias de um mesmo fen\u00f4meno, que \u00e9 chamado pelos cientistas de emerg\u00eancia clim\u00e1tica e diz respeito a eventos extremos relacionados ao clima.\u00a0<\/p>\n<p>O principal fator que contribui para que essas situa\u00e7\u00f5es sejam cada vez mais recorrentes \u00e9 o excesso de emiss\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico (CO2) na atmosfera, resultado, principalmente, da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis.\u00a0<\/p>\n<p>No Brasil, atividades que causam a destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente, como o agroneg\u00f3cio, s\u00e3o as que mais contribuem para o atual cen\u00e1rio de emerg\u00eancia clim\u00e1tica. Em Minas Gerais, o cen\u00e1rio ainda \u00e9 potencializado por duas atividades muito comuns no estado: a <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/09\/16\/acordo-poe-fim-as-atividades-de-mineradora-em-cartao-postal-de-bh\">minera\u00e7\u00e3o <\/a>e o cultivo de eucalipto.\u00a0<\/p>\n<p>Para entender mais sobre o assunto, o <strong>Brasil de Fato MG<\/strong> conversou com Esther Guimar\u00e3es, pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e militante do Movimento pela Soberania Popular na Minera\u00e7\u00e3o (MAM).\u00a0<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Confira a entrevista completa:<\/p>\n<p><strong>Brasil de Fato MG &#8211; Como podemos definir o que \u00e9 emerg\u00eancia clim\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Esther Guimar\u00e3es &#8211; <\/strong>A emerg\u00eancia clim\u00e1tica diz respeito a um conjunto de eventos cada vez mais extremos, do ponto de vista clim\u00e1tico. O que a gente tem vivenciado, com cada vez mais frequ\u00eancia, s\u00e3o chuvas muito intensas, como as que aconteceram no Rio Grande do Sul, e secas muito longas, como a que estamos enfrentando agora, al\u00e9m de ondas de calor e frio.\u00a0<\/p>\n<p>Essa intensifica\u00e7\u00e3o dos eventos clim\u00e1ticos acontece em raz\u00e3o da emiss\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico na atmosfera. O CO2 \u00e9 liberado quando ocorre a queima de algum tipo de combust\u00edvel f\u00f3ssil. Esses combust\u00edveis s\u00e3o amplamente usados para gera\u00e7\u00e3o de energia no planeta Terra, como o uso de carv\u00e3o mineral, petr\u00f3leo e g\u00e1s natural.\u00a0<\/p>\n<p>Tudo isso contribui para a emiss\u00e3o de CO2, que tem grande capacidade de reter calor e, por isso, tamb\u00e9m ret\u00e9m muita energia. Esse aumento da energia dispon\u00edvel, circulando na atmosfera terrestre, est\u00e1 associado a eventos clim\u00e1ticos cada vez mais intensos.<\/p>\n<p><strong>As causas dessa emerg\u00eancia s\u00e3o as mesmas no Brasil e no mundo?<\/strong><\/p>\n<p>Se no mundo inteiro a principal causa \u00e9 a queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis para a produ\u00e7\u00e3o de energia, no Brasil, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bem diferente.\u00a0<\/p>\n<p>A principal contribui\u00e7\u00e3o aqui para esses n\u00fameros perversos de eventos clim\u00e1ticos est\u00e1 associada, na verdade, \u00e0 agropecu\u00e1ria e \u00e0 agricultura extensiva, al\u00e9m de outras pr\u00e1ticas, como o desmatamento e o uso intensivo de \u00e1gua para irriga\u00e7\u00e3o, que acaba retirando grandes quantidades de \u00e1gua das nascentes, rios e len\u00e7ois fre\u00e1ticos.\u00a0<\/p>\n<p>Em Minas Gerais tamb\u00e9m temos a minera\u00e7\u00e3o, uma atividade que n\u00e3o apenas utiliza muita \u00e1gua, mas tamb\u00e9m tem um grande impacto sobre as nascentes e os aqu\u00edferos.\u00a0<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, temos um quadro peculiar e espec\u00edfico, que envolve a rela\u00e7\u00e3o do desmatamento para a gera\u00e7\u00e3o de pasto e para \u00e1reas de monocultura, como o plantio intensivo de gr\u00e3os, especialmente a soja para exporta\u00e7\u00e3o. Ou seja, estamos produzindo um produto de alto impacto ambiental, que n\u00e3o \u00e9 utilizado para a seguran\u00e7a alimentar do nosso pr\u00f3prio povo, mas sim para exporta\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Esse uso intensivo da \u00e1gua traz consequ\u00eancias para todo o territ\u00f3rio nacional?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 importante lembrar que n\u00e3o se trata apenas do uso intensivo da \u00e1gua como causa dessas secas, mas principalmente da interven\u00e7\u00e3o no ciclo de renova\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, o que chamamos de ciclo hidrol\u00f3gico.\u00a0<\/p>\n<p>Esse ciclo envolve a evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, que circula na atmosfera, at\u00e9 mesmo por meio dos chamados rios voadores \u2014 grandes massas de vapor de \u00e1gua liberadas na Amaz\u00f4nia, que percorrem o Brasil, trazendo um ciclo de chuvas muito importante.<\/p>\n<p>\u00c9 essencial perceber que nosso territ\u00f3rio, em termos de natureza, funciona como uma unidade. N\u00e3o podemos fragmentar o pensamento e imaginar que as causas de um problema est\u00e3o apenas em um lugar.\u00a0<\/p>\n<p>O que acontece na Amaz\u00f4nia tem um grande impacto sobre o que ocorre, por exemplo, com as ondas de poeira e ar seco que chegam ao sudeste. Esses rios voadores, que s\u00e3o t\u00e3o importantes para trazer \u00e1gua e garantir o regime de chuvas para o restante da regi\u00e3o, hoje, est\u00e3o muito defasados, em raz\u00e3o das queimadas na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Por isso, em vez de trazer \u00e1gua e chuva, eles acabam trazendo poeira e fuligem. Isso explica o que aconteceu em 2022, por exemplo, quando S\u00e3o Paulo ficou coberta de fuligem e praticamente anoiteceu em pleno dia, devido a esse ciclo dos ventos que trazem as nuvens de chuva para o sudeste. Infelizmente, epis\u00f3dios como esse est\u00e3o se tornando rotineiros.<\/p>\n<p>Precisamos pensar de forma diferente. O territ\u00f3rio nacional e o territ\u00f3rio global, em termos de natureza, s\u00e3o integrados e funcionam como um todo.<\/p>\n<p><strong>Por que \u00e9 importante olhar para Minas Gerais no atual contexto?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 importante entender a especificidade do nosso estado. Nesse momento, todos os olhares est\u00e3o voltados para a Amaz\u00f4nia, com raz\u00e3o, pois \u00e9 um bioma fundamental para a manuten\u00e7\u00e3o do regime de chuvas em n\u00edvel global e para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade.\u00a0<\/p>\n<p>No entanto, n\u00e3o podemos esquecer de olhar para os biomas da nossa regi\u00e3o. O cerrado, por exemplo, \u00e9 essencial para a manuten\u00e7\u00e3o do regime de chuvas, sendo o local de nascimento de boa parte dos grandes rios do nosso pa\u00eds. No entanto, o desmatamento no Cerrado tem se intensificado fortemente, com uma perda de mais de 40% de vegeta\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos tempos.<\/p>\n<p>A Mata Atl\u00e2ntica tamb\u00e9m enfrenta desafios. Minas Gerais est\u00e1 entre os estados que mais desmatam esse bioma, principalmente para a produ\u00e7\u00e3o de pasto e \u00e1reas agr\u00edcolas.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Quais outras atividades intensificam a emerg\u00eancia clim\u00e1tica em territ\u00f3rio mineiro?<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m da minera\u00e7\u00e3o, outra atividade que tem grande impacto no desmatamento e contribui para a seca \u00e9 a silvicultura, especialmente o plantio de eucalipto e pinus.\u00a0<\/p>\n<p>Embora pare\u00e7am florestas, essas planta\u00e7\u00f5es s\u00e3o chamadas de &#8220;desertos verdes&#8221;, pois o eucalipto, em particular, tem uma grande capacidade de absorver \u00e1gua, o que causa escassez h\u00eddrica de nascentes em um raio muito grande. Essa atividade \u00e9 uma das principais causas da seca, principalmente nas regi\u00f5es Norte e Vale do Jequitinhonha de Minas Gerais.\u00a0<\/p>\n<p>Portanto, \u00e9 crucial lembrar desse outro elemento para compreender como podemos transformar esse quadro de escassez h\u00eddrica e desmatamento, buscando novas formas de organizar nossa rela\u00e7\u00e3o com a natureza.<\/p>\n<p><strong>A minera\u00e7\u00e3o, como voc\u00ea j\u00e1 citou, \u00e9 uma das principais atividades econ\u00f4micas desenvolvidas no estado que agravam o atual cen\u00e1rio. Como isso se d\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p>A minera\u00e7\u00e3o \u00e9 uma atividade que causa grande impacto ambiental. Podemos listar alguns desses impactos, para refletir sobre como eles afetam a qualidade de vida e a natureza na Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), por exemplo.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, a minera\u00e7\u00e3o \u00e9 intensiva em terra, ou seja, utiliza grandes \u00e1reas de terreno. Para se implementar uma mina, uma das primeiras medidas \u00e9 a supress\u00e3o da mata, ou seja, o desmatamento da \u00e1rea.\u00a0<\/p>\n<p>Em segundo lugar, estamos falando principalmente de minas a c\u00e9u aberto. Isso significa que as minas ficam expostas e, para retirar o min\u00e9rio, destr\u00f3i-se a montanha com o uso de explosivos. Esse processo libera muitas part\u00edculas de poeira na atmosfera, piorando a qualidade do ar. Se a qualidade do ar j\u00e1 \u00e9 insalubre, as minas a c\u00e9u aberto, com o uso de explosivos, podem agravar ainda mais a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em terceiro lugar e talvez o mais importante no contexto que estamos discutindo, est\u00e1 o impacto da minera\u00e7\u00e3o sobre a disponibilidade e a qualidade da \u00e1gua. A minera\u00e7\u00e3o faz uso intensivo de \u00e1gua, seja para lavar o min\u00e9rio ou at\u00e9 mesmo para o seu escoamento.\u00a0Em Minas Gerais, h\u00e1 projetos que utilizam \u00e1gua pot\u00e1vel para transportar o min\u00e9rio por dutos at\u00e9 o porto. Ou seja, uma \u00e1gua que poderia ser usada para abastecimento das fam\u00edlias \u00e9 utilizada de forma barata para transportar min\u00e9rio, o que gera um custo socioambiental muito alto, pois envolve volumes enormes de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Outro ponto importante, especialmente no caso do min\u00e9rio de ferro, \u00e9 que ele se encontra em uma forma\u00e7\u00e3o rochosa chamada canga. A canga \u00e9 como uma esponja de rocha, porosa, que ret\u00e9m \u00e1gua e tem um papel essencial na infiltra\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o dessa \u00e1gua nos len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos. A minera\u00e7\u00e3o de ferro extrai o min\u00e9rio \u00a0dessa forma\u00e7\u00e3o, o que muitas vezes resulta no esgotamento de nascentes e cabeceiras de rios.<\/p>\n<p><strong>Quais projetos miner\u00e1rios est\u00e3o impactando os munic\u00edpios da RMBH atualmente?<\/strong><\/p>\n<p>Na regi\u00e3o pr\u00f3xima a Belo Horizonte, dois projetos impactam diretamente essa forma\u00e7\u00e3o rochosa: o <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/09\/02\/justica-anula-audiencias-de-licenciamento-para-projeto-da-vale-na-regiao-serra-do-gandarela-em-minas-gerais\">Projeto Apolo, na Serra do Gandarela<\/a>, e a minera\u00e7\u00e3o na Serra do Curral. O Projeto Apolo \u00e9 especialmente preocupante, porque est\u00e1 em uma das \u00faltimas \u00e1reas preservadas de recarga h\u00eddrica da regi\u00e3o metropolitana.\u00a0<\/p>\n<p>Se essa \u00e1rea for prejudicada, o abastecimento da bacia do Rio das Velhas poder\u00e1 ser comprometido, gerando inseguran\u00e7a h\u00eddrica para toda a RMBH nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Portanto, \u00e9 essencial ficarmos atentos a esses projetos e aos seus poss\u00edveis impactos socioambientais, que n\u00e3o afetam apenas as \u00e1reas exploradas.<\/p>\n<p><strong>Por fim, n\u00f3s vemos muitos esfor\u00e7os individuais para mudar essa situa\u00e7\u00e3o, como reduzir o tempo do banho, evitar lavar a cal\u00e7ada com mangueira, entre outros. Essas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o eficazes na pr\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p>Por mais admir\u00e1vel que seja o engajamento individual em pequenas pr\u00e1ticas para a conserva\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, nada disso ser\u00e1 suficiente para resolver um problema que \u00e9 muito grande, coletivo e que possui uma dimens\u00e3o hist\u00f3rica, pol\u00edtica e econ\u00f4mica.\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio uma solu\u00e7\u00e3o coletiva \u00e0 altura desse desafio hist\u00f3rico. No caso do Brasil, precisamos rever o modelo de desenvolvimento, que est\u00e1 baseado no uso intensivo dos recursos naturais, como terra, \u00e1gua, energia e trabalho, voltado para a exporta\u00e7\u00e3o de bens de baixo valor agregado.\u00a0<\/p>\n<p>Esse modelo gera um lucro que se concentra nas m\u00e3os de grandes produtores e n\u00e3o \u00e9 compartilhado com a sociedade. Essa \u00e9 uma causa fundamental da participa\u00e7\u00e3o do Brasil na emerg\u00eancia clim\u00e1tica global.<\/p>\n<p>\u00c9 importante lembrar que mais de 50% das \u00e1guas do nosso pa\u00eds s\u00e3o utilizadas para a agricultura irrigada de gr\u00e3os para exporta\u00e7\u00e3o, algo diretamente relacionado a esse modelo de desenvolvimento que acabei de descrever.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 essencial responsabilizar criminalmente os respons\u00e1veis pelos inc\u00eandios criminosos. Inc\u00eandios naturais s\u00e3o raros no Brasil e a maioria das queimadas \u00e9 provocada pela a\u00e7\u00e3o humana e se alastra devido \u00e0 seca hist\u00f3rica que estamos vivendo. Por isso, \u00e9 crucial localizar, mapear e responsabilizar as pessoas envolvidas, que geralmente realizam queimadas para a produ\u00e7\u00e3o de pasto e \u00e1reas agr\u00edcolas de forma extensiva. Tamb\u00e9m \u00e9 fundamental incentivar atividades humanas associadas a uma rela\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel com a terra, como a agroecologia.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma forma de produ\u00e7\u00e3o de alimentos integrada com a natureza, respons\u00e1vel pela recupera\u00e7\u00e3o de muitas nascentes e que demonstra que \u00e9 poss\u00edvel prover alimentos \u00e0 sociedade de forma sustent\u00e1vel, sem enxergar a natureza apenas como um recurso para gerar lucro. Medidas hist\u00f3ricas como essas, associadas a uma mudan\u00e7a radical na forma como nos relacionamos com a natureza, s\u00e3o fundamentais.<\/p>\n<p>Aqui em Minas Gerais, \u00e9 crucial repensar o modelo econ\u00f4mico baseado na minera\u00e7\u00e3o. J\u00e1 tivemos dois grandes crimes socioambientais associados \u00e0 Vale e \u00e0 BHP, que foram respons\u00e1veis pela morte de duas importantes bacias hidrogr\u00e1ficas.\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 essencial rever essa forma de rela\u00e7\u00e3o com a natureza em suas bases e fortalecer pr\u00e1ticas alternativas que demonstram outros caminhos para uma rela\u00e7\u00e3o mais equilibrada e sustent\u00e1vel com o meio ambiente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;Precisamos rever o modelo de desenvolvimento&#8217;, avalia Esther Guimar\u00e3es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"Default","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[1554,1443,1255,1111,560,389,452,2123,334,1754,777,165,305,257,203,1209,1364,1464,1510,1838,1982,710,1854,795,1179,961,1564,920,1748,1756,1033,1810,999,1945,894,332,872,282,709,703,1170,852,590,1717,1042,1953,290,1308,748,790,136,1999,1983,740,848,2130,415,1677,284],"class_list":["post-258965","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-1554","tag-abastecimento","tag-acoes","tag-agricultura","tag-agronegocio","tag-alimentos","tag-amazonia","tag-aumento","tag-belo-horizonte","tag-biodiversidade","tag-brasil","tag-calor","tag-chuva","tag-chuvas","tag-clima","tag-combustiveis","tag-combustivel","tag-custo","tag-desenvolvimento","tag-desmatamento","tag-dutos","tag-emergencia","tag-emergencia-climatica","tag-energia","tag-entrevista","tag-estados","tag-eventos-climaticos","tag-exportacao","tag-familias","tag-gas","tag-gas-natural","tag-geracao-de-energia","tag-intervencao","tag-lucro","tag-meio-ambiente","tag-minas-gerais","tag-minerio-de-ferro","tag-morte","tag-municipios","tag-petroleo","tag-petroleo-e-gas-natural","tag-producao","tag-producao-de-alimentos","tag-produtores","tag-projeto","tag-projetos","tag-queimadas","tag-recursos","tag-rio","tag-rio-grande-do-sul","tag-sao-paulo","tag-seca","tag-seguranca","tag-seguranca-alimentar","tag-soberania","tag-soja","tag-trabalho","tag-uso","tag-vale"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/258965","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=258965"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/258965\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=258965"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=258965"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=258965"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}