{"id":260534,"date":"2024-09-17T19:38:49","date_gmt":"2024-09-17T19:38:49","guid":{"rendered":"https:\/\/avozdocerrado.com\/?p=260534"},"modified":"2024-09-17T19:38:49","modified_gmt":"2024-09-17T19:38:49","slug":"o-x-da-questao-imaginando-futuros-e-mundos-para-alem-do-poder-das-big-techs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avozdocerrado.com\/?p=260534","title":{"rendered":"O X da quest\u00e3o: imaginando futuros e mundos para al\u00e9m do poder das big techs"},"content":{"rendered":"<p>Brasil de Fato<\/p>\n<p>Neste quinto e \u00faltimo texto da s\u00e9rie <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/09\/09\/estabelecer-limites-a-elon-musk-e-defender-a-democracia-mas-o-que-vem-depois\">o X da quest\u00e3o: big techs e democracia<\/a>, n\u00f3s do Intervozes convidamos voc\u00ea leitora, voc\u00ea leitor do<strong> Brasil de Fato<\/strong>, a pensar para al\u00e9m dos 280 caracteres ou de 10 segundos de v\u00eddeo: existe vida para al\u00e9m das grandes plataformas digitais? Este \u00e9 um exerc\u00edcio program\u00e1tico e de imagina\u00e7\u00e3o tecnopol\u00edtica, de desaperto das mentes exauridas por telas controladas por algoritmos opacos a servi\u00e7o de interesses econ\u00f4micos e pol\u00edticos de multibilion\u00e1rios. Nesses tempos em que est\u00e1 dif\u00edcil at\u00e9 mesmo respirar, imaginar caminhos, tecer juntos hist\u00f3rias de futuro e amplificar narrativas de outros mundos &#8211; que n\u00e3o o do poderio sem limites das big techs &#8211; \u00e9 j\u00e1 afirma\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia a essa realidade que nos embrutece e desumaniza.<\/p>\n<p>Diante da pergunta acima, as respostas mais imediatas talvez venham em forma de memes. Paisagens id\u00edlicas que apontam ou para um passado pr\u00e9-internet ou para um futuro em que os servidores de conex\u00e3o seriam desligados. Como nos folhetos outrora distribu\u00eddos de casa em casa apregoando um para\u00edso perdido a ser alcan\u00e7ado pela f\u00e9 &#8211; imagens agora comuns em memes nas redes sociais &#8211; estar\u00edamos todos sentados, num grande pic nic, cercados de quedas d\u2019\u00e1gua, flores e bichinhos, imunes \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o, ao discurso de \u00f3dio, ao caos informacional. Protegidos do poder econ\u00f4mico-pol\u00edtico de empresas de tecnologias. Nesse atalho mental embarcamos por uma vereda perigosa: a nostalgia de algo que n\u00e3o foi.<\/p>\n<p>Indo um pouco al\u00e9m das primeiras imagens que a pergunta provoca, chegamos \u00e0 necessidade de olhar o passado para projetar o futuro. Lembrar o processo hist\u00f3rico de conforma\u00e7\u00e3o da internet que temos hoje, um processo de privatiza\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o de tecnologias que em poucas d\u00e9cadas deixou de lado a utopia de uma rede horizontal, livre e aberta, para se firmar no modelo propriet\u00e1rio e concentrado das grandes plataformas digitais. Nesse modelo, as big techs, assentadas no colonialismo digital e no lucro sem limites, definem as formas de circula\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, lucram com a plataformiza\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas sociais, de sa\u00fade, de educa\u00e7\u00e3o, reconfiguram a forma como fazemos pol\u00edtica, capturam nosso tempo e nossa aten\u00e7\u00e3o, interferem na nossa subjetividade e nas nossas rela\u00e7\u00f5es pessoais.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 esse poderio desmedido das grandes plataformas digitais que queremos desnaturalizar: se algo tem in\u00edcio pode tamb\u00e9m ter um fim. Experi\u00eancias populares de resist\u00eancia frente a megaempresas e megaprojetos que lucram com a destrui\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios e modos de vida de pequenos agricultores e povos e comunidades tradicionais s\u00e3o formas de contra-atacar que nos inspiram no enfrentamento das plataformas digitais. Encontrando brechas, fissuras, costurando e cosendo formas aut\u00f4nomas de vida e de tecnologias, tensionando por dentro e criando suas pr\u00f3prias defesas e seus pr\u00f3prios ataques, essas experi\u00eancias, ao mesmo tempo que resistem \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o provocada pelas megaempresas, ousam imaginar um futuro sem elas.\u00a0<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">\nMais poder para os povos, menos poder para as plataformas\u00a0<\/p>\n<p>Desde o Sul Global e, especificamente, da Am\u00e9rica Latina, diversas organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil t\u00eam buscado caminhos para regular a forma que se d\u00e3o os processos de curadoria e modera\u00e7\u00e3o de conte\u00fados pelas plataformas digitais, for\u00e7ando brechas para que a balan\u00e7a de poder penda mais para as pessoas e menos para os multibilion\u00e1rios como Elon Musk e Mark Zuckerberg, que concentram e controlam o mercado de dados global.<\/p>\n<p>O documento <a href=\"https:\/\/www.observacom.org\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Estandares-Portugues.pdf\">&#8220;Padr\u00f5es para a regula\u00e7\u00e3o demo<\/a>cr\u00e1tica das grandes plataforma digitais que garanta a liberdade de express\u00e3o online e uma internet livre e aberta&#8221; apresenta recomenda\u00e7\u00f5es sobre princ\u00edpios e medidas espec\u00edficas de co-regula\u00e7\u00e3o e regula\u00e7\u00e3o p\u00fablica para proteger as liberdades de express\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o e opini\u00e3o dos usu\u00e1rios de plataformas que se contrap\u00f5em tanto \u00e0s insuficientes medidas de autorregula\u00e7\u00e3o propostas pelas pr\u00f3prias empresas quanto \u00e0s propostas de regula\u00e7\u00e3o muitas vezes autorit\u00e1rias apresentadas pelos Estados.<\/p>\n<p>A lista incluiu recomenda\u00e7\u00f5es para que a modera\u00e7\u00e3o de conte\u00fados que j\u00e1 \u00e9 feita pelas plataformas digitais, em uma esp\u00e9cie de censura privada e sem transpar\u00eancia, seja feita de forma compat\u00edvel com os padr\u00f5es internacionais de direitos humanos, levando especialmente em considera\u00e7\u00e3o a prote\u00e7\u00e3o de maiorias minorizadas e grupos vulnerabilizados.<\/p>\n<p>Para se efetivar, essa proposta esbarra no pesado lobby desenvolvido pelas grandes plataformas digitais, que s\u00e3o contr\u00e1rias \u00e0 regula\u00e7\u00e3o, e na ina\u00e7\u00e3o dos governos, como tratamos no<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/09\/11\/ausencia-de-acao-efetiva-do-estado-fortalece-plataformas-digitais-e-poe-em-risco-nossa-democracia\"> terceiro texto desta s\u00e9rie<\/a>. Se a atua\u00e7\u00e3o de Elon Musk e da plataforma X ganhou maior visibilidade no embate de for\u00e7as com o Estado brasileiro, n\u00e3o podemos esquecer o trabalho cotidiano de outras plataformas, como o Google e a Meta (dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp), para barrar qualquer tentativa de regula\u00e7\u00e3o, como nas propagandas em ve\u00edculos de m\u00eddia e mesmo nas pr\u00f3prias plataformas contra o PL 2630\/2020.<\/p>\n<p>No entanto, a pauta da regula\u00e7\u00e3o de processos \u00e9 somente uma parte das formas de resist\u00eancia contra as grandes plataformas digitais. Nesse sentido, o Intervozes realizou, em dezembro de 2023, o semin\u00e1rio &#8220;Big techs, informa\u00e7\u00e3o e democracia na Am\u00e9rica Latina&#8221;. O evento, que contou com organiza\u00e7\u00f5es e ativistas de diversos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e do Caribe, chegou a alguns acordos sobre como enfrentar o poder das grandes plataformas digitais e fomentar alternativas.<\/p>\n<p>As discuss\u00f5es se voltaram para quatro eixos tem\u00e1ticos: regula\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica de processos de modera\u00e7\u00e3o; regula\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do mercado digital; soberania tecnol\u00f3gica; e educa\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica. A premissa \u00e9 que n\u00e3o basta regular o ambiente digital mantendo a internet formatada e dominada pelas grandes plataformas digitais, mas avan\u00e7ar na regula\u00e7\u00e3o do mercado, de forma a quebrar os monop\u00f3lios e oligop\u00f3lios e fomentar a exist\u00eancia de novas plataformas e novos agentes que possam criar e recriar a internet; desenvolver tecnologias n\u00e3o propriet\u00e1rias e a partir de pol\u00edticas p\u00fablicas que possam enfrentar o dom\u00ednio dos grandes monop\u00f3lios com sede nos pa\u00edses do Norte Global e servir aos interesses das pessoas, dos povos e comunidades tradicionais, dos movimentos sociais, dos grupos vulnerabilizados; e criar condi\u00e7\u00f5es para que as pessoas possam navegar de forma aut\u00f4noma, participativa e criativa pelas redes digitais.<\/p>\n<p>Entre as propostas originadas no semin\u00e1rio, est\u00e3o a de pensar em uma agenda latino-americana com objetivo de buscar os consensos e estruturar os pontos em comum sobre a regula\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica das plataformas digitais; incidir para que os Estados latino-americanos criem infraestruturas p\u00fablicas para viabilizar a cria\u00e7\u00e3o de plataformas p\u00fablicas; e mapear aplicativos p\u00fablicos (municipais, estaduais) e desenvolvidos por cooperativas e movimentos sociais que inspirem novas solu\u00e7\u00f5es digitais.<\/p>\n<p>Provocadas pela quest\u00e3o que abre este texto, colhemos novas propostas a partir de uma chuva de ideias com ativistas do Intervozes. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 regula\u00e7\u00e3o, destacamos a cria\u00e7\u00e3o de uma taxa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de grandes plataformas digitais vinculada a um fundo para a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o e a pol\u00edticas de educa\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Defender a alegria, organizar a raiva<\/p>\n<p>Sabemos que enfrentar um inimigo poderoso como as big techs \u00e9 uma tarefa anti-sist\u00eamica, ou seja, aponta, por fim, ao enfrentamento ao capitalismo e ao colapso socioambiental que ele engendra. Pensando em sentido mais amplo, ao tempo que fortalecemos alian\u00e7as t\u00e1tico-estrat\u00e9gicas para incidir na governan\u00e7a dessa internet na era das big techs, vamos tamb\u00e9m costurando resist\u00eancias que v\u00e3o al\u00e9m da rea\u00e7\u00e3o, na dire\u00e7\u00e3o do contra-ataque. Construir, criar e fortalecer tecnologias aut\u00f4nomas desde uma perspectiva feminista, anti-racista, em coer\u00eancia e n\u00e3o em adapta\u00e7\u00e3o ou confronto com a vida do planeta tamb\u00e9m tem sido eixo do nosso fazer pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Junto a parceiras do Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais de Sergipe, por exemplo, temos provocado que <a href=\"https:\/\/genderit.org\/es\/feminist-talk\/5-tecnologias-partir-do-chao-que-pisamos-fuxicos-entre-os-feminismos-digitais-e-os\">tecnologias que constroem comunidades<\/a>, preservam a vida e que s\u00e3o feministas s\u00e3o aquelas que n\u00f3s somos capazes de construir, programar e reprogramar autonomamente, s\u00e3o replic\u00e1veis e respondem \u00e0s demandas coletivas, comunit\u00e1rias e territoriais. Para tal, propomos imaginar tecnologias baseadas em uma l\u00f3gica que n\u00e3o seja a da hiperconex\u00e3o e da hiperaten\u00e7\u00e3o, mas que possa construir pontes e redes que sirvam aos encontros presenciais, \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o e \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o nas ruas, em outros tempos que neguem a acelera\u00e7\u00e3o e resistam \u00e0 plataformiza\u00e7\u00e3o da vida e \u00e0 superexplora\u00e7\u00e3o do planeta.\u00a0<\/p>\n<p>As redes comunit\u00e1rias de internet, por exemplo, t\u00eam sido alguns desses espa\u00e7os de imagina\u00e7\u00e3o de outro modelo de internet a partir da pr\u00e1tica, da auto-organiza\u00e7\u00e3o, da autoforma\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, apontamos a necessidade de investimento p\u00fablico para que movimentos sociais, organiza\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, povos e comunidades tradicionais tenham possibilidade de desenvolver tecnologias que atendam \u00e0s suas demandas, sobretudo para criar v\u00ednculos, reivindicar suas pautas e preservar e fortalecer suas culturas locais.<\/p>\n<p>Em paralelo a isso, ousamos imaginar uma vida em que as arquiteturas das tecnologias digitais focadas no hiperconsumo sejam substitu\u00eddas por tecnologias que promovam a solidariedade e o bem comum e que haja uma abordagem sob a \u00f3tica de sa\u00fade p\u00fablica sobre o funcionamento das plataformas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m destacamos a cria\u00e7\u00e3o de estruturas tecnol\u00f3gicas p\u00fablicas, com participa\u00e7\u00e3o popular na sua gest\u00e3o, e o investimento em pol\u00edticas p\u00fablicas que estimulem o desenvolvimento de tecnologias pr\u00f3prias para uso na educa\u00e7\u00e3o, na sa\u00fade, na assist\u00eancia social etc., substituindo os contratos que hoje fortalecem o poder das big techs, que modelam inclusive a forma como essas pol\u00edticas s\u00e3o feitas.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de uma internet a partir dos interesses das cidad\u00e3s e dos cidad\u00e3os exige ainda mais investimento p\u00fablico na pauta do direito humano \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o, incluindo uma educa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica para a m\u00eddia.<br \/>\nTamb\u00e9m refor\u00e7amos a necessidade de banimento das tecnologias de reconhecimento facial na seguran\u00e7a p\u00fablica, como demanda a campanha <a href=\"https:\/\/tiremeurostodasuamira.org.br\/\">Tire meu rosto da sua mira<\/a>, e a suspens\u00e3o de investimentos p\u00fablicos em Intelig\u00eancia Artificial, considerando o seu profundo impacto no agravamento da crise energ\u00e9tica e das injusti\u00e7as clim\u00e1ticas e socioambientais.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Nano techs, muitos mundos<\/p>\n<p>Se a utopia serve para caminhar, visualizamos o fim das big techs, a quebra dos monop\u00f3lios digitais e reivindicamos que a cadeia produtiva de tecnologias seja exposta e combatida em sua marcha de esgotamento da \u00e1gua, do solo, dos min\u00e9rios e de outros bens comuns. Nesse imagin\u00e1rio, podemos pensar em nano techs, e em redes de nano techs, que funcionem numa l\u00f3gica n\u00e3o monopolista, criadas a partir de demandas locais, cujo objetivo central n\u00e3o \u00e9 o lucro e sim a justi\u00e7a social, racial, de g\u00eanero e ambiental. O mercado de dados como est\u00e1 posto, controlado pelas big techs, entraria em colapso. Propomos inventar tecnologias que n\u00e3o destruam o planeta, que n\u00e3o sujeitem as pessoas \u00e0s suas din\u00e2micas, mas, numa l\u00f3gica inversa, que sirvam \u00e0 justi\u00e7a socioambiental, ao cuidado e \u00e0 vida.<\/p>\n<p>Vamos costurando ideias nesse exerc\u00edcio de imaginar, formando redes coloridas em resist\u00eancia ao dom\u00ednio das big techs, dos monop\u00f3lios de m\u00eddia e tamb\u00e9m dos megaempreendimentos minerais, do agroneg\u00f3cio, da ind\u00fastria b\u00e9lico-militar e suas tecnologias capitalistas, patriarcais e racistas de domina\u00e7\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o e morte.\u00a0<\/p>\n<p>E voc\u00ea, qual sua proposta para construirmos outras vidas para al\u00e9m das big techs? Que outros mundos voc\u00ea imagina<\/p>\n<p><em>Com a colabora\u00e7\u00e3o de Alfredo Portugal, Eduardo Amorim, Gyssele Mendes, Patr\u00edcia Paix\u00e3o, Paulo Victor Melo e Rodolfo Vianna.<\/em><\/p>\n<p><em>*Iara Moura \u00e9 jornalista, mestra em Comunica\u00e7\u00e3o pela UFF e coordenadora executiva do Intervozes. Ol\u00edvia Bandeira \u00e9 jornalista, doutora em antropologia e coordenadora executiva do Intervozes.<\/em><\/p>\n<p><em>** Este texto faz parte da s\u00e9rie &#8220;O X da Quest\u00e3o: big techs e soberania tecnol\u00f3gica&#8221;, parceria entre Brasil de Fato e Intervozes<\/p>\n<p>*** Este \u00e9 um artigo de opini\u00e3o e n\u00e3o necessariamente reflete a linha editorial do Brasil de Fato.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 o poderio desmedido das grandes plataformas digitais que queremos desnaturalizar: se algo tem in\u00edcio pode ter fim<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"Default","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[351,560,2051,516,395,2040,777,316,305,1229,1381,403,1510,409,1114,946,667,961,1362,385,1495,813,319,968,1375,1288,1806,1828,743,1945,1632,1623,282,265,480,948,984,1504,1509,909,1115,1983,1578,848,2019,997,415,1677,853],"class_list":["post-260534","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-acordos","tag-agronegocio","tag-america-latina","tag-antropologia","tag-aplicativos","tag-big-techs","tag-brasil","tag-censura","tag-chuva","tag-comunicacao","tag-dados","tag-democracia","tag-desenvolvimento","tag-direcao","tag-educacao","tag-elon-musk","tag-empresas","tag-estados","tag-funcionamento","tag-genero","tag-google","tag-industria","tag-inteligencia-artificial","tag-internet","tag-investimento","tag-investimentos","tag-justica","tag-justica-social","tag-limites","tag-lucro","tag-mercado","tag-meta","tag-morte","tag-mulheres","tag-ocupacao","tag-plataforma-x","tag-privatizacao","tag-proposta","tag-propostas","tag-regulacao","tag-saude","tag-seguranca","tag-servidores","tag-soberania","tag-sociedade-civil","tag-taxacao","tag-trabalho","tag-uso","tag-veiculos"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/260534","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=260534"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/260534\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=260534"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=260534"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=260534"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}