{"id":267738,"date":"2024-09-22T14:09:17","date_gmt":"2024-09-22T14:09:17","guid":{"rendered":"http:\/\/avozdocerrado.com\/?p=267738"},"modified":"2024-09-22T14:09:17","modified_gmt":"2024-09-22T14:09:17","slug":"ficcoes-climaticas-entre-fogo-e-gelo-graphic-novels-imaginam-cotidiano-de-refugiados-ambientais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avozdocerrado.com\/?p=267738","title":{"rendered":"Fic\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas: entre fogo e gelo, graphic novels imaginam cotidiano de refugiados ambientais"},"content":{"rendered":"<p>Brasil de Fato<\/p>\n<p>No mesmo instante em que Am\u00e9rica Latina, e tamb\u00e9m parte da Am\u00e9rica do Norte e Europa, \u00e9 devastada por <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/09\/14\/70-das-queimadas-no-brasil-em-2024-destruiram-vegetacao-nativa\">inc\u00eandios<\/a>, com peixes aparecendo mortos na Gr\u00e9cia, nas represas de S\u00e3o Paulo e nas ba\u00edas do Pantanal, uma c\u00e1psula espacial deixou o planeta Terra, carregando um bilion\u00e1rio.\u00a0<\/p>\n<p>A caminhada espacial do turista Jared Isaacman, o primeiro civil estratosf\u00e9rico, \u00e9 aleg\u00f3rica e literal: o planeta precisa ser exaurido e 99,9% das pessoas que vivem nele t\u00eam que morrer para sustentar o luxo divino de meia d\u00fazia de reis do cosmo.\u00a0<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de um problema moral, mas material e concreto, como mostram dados extra\u00eddos do relat\u00f3rio <a href=\"https:\/\/www.oxfam.org.br\/justica-climatica-e-amazonia\/igualdade-climatica-um-planeta-para-os-99\/\"><em>Igualdade Clim\u00e1tica: um Planeta para os 99%<\/em><\/a>, da Oxfam International, de 2023.<\/p>\n<p>O 1% mais rico da popula\u00e7\u00e3o mundial emite a mesma quantidade de carbono que os 66% mais pobres. Isso significa que um pequeno grupo de pessoas extremamente ricas \u00e9 respons\u00e1vel pela mesma polui\u00e7\u00e3o que quase 5 bilh\u00f5es de pessoas que vivem em condi\u00e7\u00f5es de pobreza. Uma pessoa que est\u00e1 entre os 99% mais pobres da popula\u00e7\u00e3o, como eu ou voc\u00ea que l\u00ea este texto agora, levaria cerca de 1,5 mil anos para produzir a mesma quantidade de carbono que um <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/01\/15\/cinco-mais-ricos-do-mundo-dobram-patrimonio-em-3-anos-enquanto-60-ficam-mais-pobres\">bilion\u00e1rio<\/a> produz em um \u00fanico ano.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nA conta \u00e9 simples: para que uma pequenina casta de bilion\u00e1rios apenas exista e respire, a vida na Terra precisa desaparecer. Para que eles possam viajar para o espa\u00e7o, nossos filhos t\u00eam que morrer respirando fuligem, comendo verduras intoxicadas, bebendo \u00e1gua envenenada com micropl\u00e1stico e <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/02\/05\/brasil-usa-mais-agrotoxicos-que-estados-unidos-e-china-juntos\">pesticidas<\/a>.<\/p>\n<p>&#8220;Os cientistas categorizam agora a Terra como um planeta t\u00f3xico&#8221;, escreve o professor do departamento de Hist\u00f3ria da Unicamp Luiz Marques, no seu livro <em>O dec\u00eanio decisivo<\/em> (Elefante, 2023). &#8220;A letalidade e os danos para a sa\u00fade humana e de outras esp\u00e9cies de muitas das mais de 140 mil novas <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/08\/26\/bela-gil-povo-brasileiro-esta-morrendo-pela-boca\">subst\u00e2ncias qu\u00edmicas e pesticidas<\/a> sintetizados desde 1950 n\u00e3o s\u00e3o ainda suficientemente conhecidos, tampouco os danos causados pela exposi\u00e7\u00e3o prolongada.&#8221;<\/p>\n<p>Isso \u00e9 uma aberra\u00e7\u00e3o, tratada cotidianamente como normalidade.\u00a0<\/p>\n<p>A cena desta semana, de naves de super-ricos vagando no espa\u00e7o, lembra <em>Elysium<\/em>\u00a0(2013), filme do diretor sul-africano Neill Blomkamp, que filmou a Terra como um planeta coberto por detritos da produ\u00e7\u00e3o industrial-t\u00f3xica do capitalismo tardio. O filme alegoriza os <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/09\/09\/tres-novos-tipos-de-refugiados-em-um-mundo-de-migrantes\">refugiados de hoje, mortos no Mediterr\u00e2neo<\/a>, e os do amanh\u00e3, impedidos de participar dos benef\u00edcios do avan\u00e7o tecnol\u00f3gico e dos bens socialmente constru\u00eddos.\u00a0<\/p>\n<p>Toda a superf\u00edcie terrestre de <em>Elysium<\/em> se transformou numa imensa periferia povoada por trabalhadores vigiados por uma <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/09\/11\/acao-violenta-de-desocupacao-causa-a-morte-de-uma-mulher-em-fortaleza-ce\">pol\u00edcia truculenta<\/a> de m\u00e1quinas. O capitalismo distribui muito bem a pobreza. E concentra a riqueza numa parcela insignificante da popula\u00e7\u00e3o. A elite global vive isolada numa esta\u00e7\u00e3o sint\u00e9tica, que simula a vida na Terra, cheia de jardins e pr\u00e9dios envidra\u00e7ados. &#8220;H\u00e1 esperan\u00e7a, esperan\u00e7a infinita&#8221;, escreveu Franz Kafka. &#8220;Mas n\u00e3o para n\u00f3s&#8221;.<\/p>\n<p>Para quem cresceu no meio do ambiente extrativista da <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/09\/30\/onda-de-calor-e-mudancas-climaticas-o-que-a-mineracao-tem-a-ver-com-isso\">minera\u00e7\u00e3o<\/a>, que devasta nascentes e matas ciliares na pequena cidade de Lumin\u00e1rias, Minas Gerais, como eu, assistindo desde sempre empres\u00e1rios donos de pedreiras construindo fortunas, com casas de luxo e chal\u00e9s \u00e0 beira do c\u00e9u, enquanto os trabalhadores como meu pai se aposentaram com o pulm\u00e3o cheio de areia, essas fic\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o o futuro: s\u00e3o tamb\u00e9m o passado e o presente. \u00a0<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">A filantropia n\u00e3o vai nos salvar<\/p>\n<p>Em <em>O Perfuraneve<\/em>, aclamada graphic novel francesa de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, publicada pela primeira vez nos anos 80, a Terra se transformou em um deserto congelado ap\u00f3s um experimento cient\u00edfico fracassado, que tenta reverter o <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/05\/15\/mundo-devera-viver-era-de-extremos-climaticos-nao-tem-mais-volta-diz-carlos-nobre\">aquecimento global<\/a>. Os \u00fanicos sobreviventes da humanidade residem em um trem gigantesco, criado pelo filantropo Sr. Wilford, que percorre o globo incessantemente, movido por um motor perp\u00e9tuo.<\/p>\n<p>Dentro do trem, a sociedade de <a href=\"https:\/\/www.brasildefatopr.com.br\/2024\/05\/15\/mensagem-aos-refugiados-climaticos-de-ontem-e-de-hoje\">refugiados clim\u00e1ticos<\/a> se mant\u00e9m desigual. Os passageiros da primeira classe desfrutam de luxos e privil\u00e9gios, enquanto os da cauda vivem em condi\u00e7\u00f5es miser\u00e1veis, enfrentando fome, doen\u00e7as e opress\u00e3o. Essa divis\u00e3o social extrema gera tens\u00f5es e conflitos crescentes.<\/p>\n<p>A narrativa, escrita por Jacques Lob e ilustrada por Jean-Marc Rochette, acompanha a jornada de Proloff, um habitante da cauda que se envolve em um movimento revolucion\u00e1rio que busca romper essa estrutura opressiva e alcan\u00e7ar a locomotiva, onde supostamente reside o controle do trem e a possibilidade de uma vida melhor.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria foi brilhantemente adaptada para o cinema pelo coreano Bong Joon-ho, em <em>O expresso do amanh\u00e3<\/em> (2013), que dialoga com os temas de seu filme mais conhecido e premiado, <em>Parasita<\/em> (2019). A vers\u00e3o recente da Netflix, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o interessante.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/09\/02\/lemann-e-socios-estao-r-42-bilhoes-mais-ricos-desde-fraude-de-r-40-bilhoes-na-americanas\">Bilion\u00e1rios<\/a> fazem mal ao mundo n\u00e3o porque s\u00e3o moralmente pervertidos, ego\u00edstas e maldosos. Alguns at\u00e9 s\u00e3o. A despeito de sua boa vontade, a cadeira que ocupam na sociedade, o lugar social, parasitando a riqueza produzida coletivamente, direta ou indiretamente, custa a vida de muita gente. E do pr\u00f3prio planeta.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Inc\u00eandios sem fim<\/p>\n<p>J\u00e1 na graphic novel <em>A Estrada<\/em>, adapta\u00e7\u00e3o do artista Manu Larcenet para obra hom\u00f4nima de Cormac McCarthy, retrata a jornada angustiante de um pai e seu filho, dois refugiados clim\u00e1ticos, em um mundo p\u00f3s-apocal\u00edptico devastado por <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/09\/12\/cerrado-em-chamas-numero-de-incendios-no-bioma-ja-ultrapassa-total-de-focos-registrados-em-2023\">inc\u00eandios sem fim<\/a>.<\/p>\n<p>A paisagem \u00e9 desoladora, cinzenta e hostil. A fome, o frio e a amea\u00e7a constante de canibais transformam a busca por um lugar seguro em um desafio brutal. Nesse ambiente extremado, onde a luta pela sobreviv\u00eancia a qualquer custo coloca todos contra todos, pai e filho tentam transmitir um ao outro vest\u00edgios de uma \u00e9tica e solidariedade.<\/p>\n<p>Se em <em>Mad Max<\/em> o culto doentio ao autom\u00f3vel numa sociedade centrada no <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/07\/04\/petroleo-na-amazonia-e-credito-de-carbono-nao-sao-solucoes-diz-paulo-artaxo-vice-presidente-da-sbpc\">petr\u00f3leo<\/a> e na solu\u00e7\u00e3o burra e med\u00edocre do transporte individual sobrevive ao pr\u00f3prio fim do mundo, a criativa e sombria imagina\u00e7\u00e3o Cormac McCarthy n\u00e3o consegue prever novos arranjos afetivos para al\u00e9m de uma t\u00edpica fam\u00edlia burguesa. Mesmo quando o pai morre, o garoto \u00e9 adotado por uma fam\u00edlia que parece ter sa\u00eddo de um comercial de margarina: pai, m\u00e3e, crian\u00e7a e cachorro.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">\u00c9 mais f\u00e1cil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo?<\/p>\n<p>Rebecca Solnit escreveu um recente ensaio, presente na edi\u00e7\u00e3o deste m\u00eas da revista <em>Quatro Cinco Um<\/em>, no qual diz que o pensamento apocal\u00edptico seria uma esp\u00e9cie de &#8220;fracasso narrativo: a incapacidade de imaginar um mundo diferente daquele que vivemos hoje.&#8221;<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil compartilhar do seu otimismo quando a solu\u00e7\u00e3o para o transporte do futuro, sob a ideologia de uma transi\u00e7\u00e3o para energia limpa, seriam carros el\u00e9tricos, com <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/06\/22\/litio-boliviano-e-alvo-dos-estados-unidos-mas-estatizacao-garante-controle-do-governo\">baterias de l\u00edtio<\/a>.\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com um estudo da Universidade de Leuven, a produ\u00e7\u00e3o de uma bateria de 100 kWh para um carro el\u00e9trico pode gerar entre 6,2 e 10,5 toneladas de CO2, dependendo da tecnologia e da origem da eletricidade utilizada na fabrica\u00e7\u00e3o. A minera\u00e7\u00e3o de l\u00edtio, por exemplo, consome grandes quantidades de \u00e1gua, podendo chegar a 2 milh\u00f5es de litros por tonelada de l\u00edtio extra\u00eddo, segundo o relat\u00f3rio do Friends of the Earth. Al\u00e9m disso, a reciclagem de baterias ainda \u00e9 um desafio, com taxas de reciclagem global abaixo de 5%.<\/p>\n<p>O &#8220;fracasso narrativo&#8221; \u00e9 nos deixarmos levar pelas lindas campanhas e promessas <a href=\"https:\/\/www.brasildefators.com.br\/2022\/04\/12\/o-risco-das-solucoes-verdes-baseadas-na-mercantilizacao-da-natureza\">ESG de carbono zero das montadoras<\/a>, que mant\u00eam o arcaico modelo de transporte dos anos 50, centrado no indiv\u00edduo solit\u00e1rio com um carro na garagem, e n\u00e3o em cidades sustent\u00e1veis, com transporte coletivo barato, de qualidade, inteligente e ecol\u00f3gico, para todos.<\/p>\n<p>&#8220;Fracasso narrativo&#8221; \u00e9 se submeter aos m\u00e9todos predat\u00f3rios do <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/11\/01\/agronegocio-favorece-desequilibrio-ambiental-e-climatico-diz-pesquisador\">agroneg\u00f3cio<\/a>, devastando a <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/02\/16\/como-evitar-que-a-amazonia-atinja-ponto-de-nao-retorno-e-entre-em-colapso-em-2050\">Amaz\u00f4nia<\/a> e o <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/07\/18\/agro-boi-e-barragens-entenda-as-causas-da-seca-e-dos-incendios-que-assolam-o-pantanal\">Pantanal<\/a> para criar gado, despejando no solo e nas \u00e1guas cotidianamente toneladas de subst\u00e2ncias proibidas nos EUA e na Uni\u00e3o Europeia.\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Fracasso narrativo&#8221; \u00e9 n\u00e3o assumir radicalmente que a solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 em <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2023\/02\/28\/agroecologia-garantindo-seguranca-alimentar-e-meios-de-vida-sustentavel-num-planeta-em-crises\">pr\u00e1ticas agroecol\u00f3gicas<\/a> de uso da terra, pensadas coletivamente como nos <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/09\/17\/mst-quer-assentamento-imediato-de-familias-acampadas-ha-mais-de-uma-decada-em-todo-o-pais\">assentamentos do MST<\/a>, ou nas comunidades ribeirinhas, ind\u00edgenas e quilombolas. Uma tecnologia de coabita\u00e7\u00e3o do planeta muito mais inteligente, sofisticada e disruptiva. Um futuro ancestral, como costuma dizer Ailton Krenak.<\/p>\n<p>A sa\u00edda para a vida ecologicamente respons\u00e1vel est\u00e1 em pr\u00e1ticas e modos de organiza\u00e7\u00e3o coletivistas. Pr\u00e1ticas verdadeiramente anticapitalistas que enfrentam os pilares da cat\u00e1strofe clim\u00e1tica, que s\u00e3o o colonialismo, a misoginia, o racismo, conjuntamente formadores da l\u00f3gica da explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Quando come\u00e7amos pela cat\u00e1strofe do colonialismo e da escravid\u00e3o, a localiza\u00e7\u00e3o do colapso clim\u00e1tico, ambiental e social contempor\u00e2neo gira e sofre uma muta\u00e7\u00e3o (&#8230;) Cat\u00e1strofes ancestrais s\u00e3o passado e presente&#8221;, escreve Elizabeth A. Povinelli, no seu \u00f3timo livro <a href=\"https:\/\/www.ubueditora.com.br\/catastrofe-ancestral.html\"><em>Cat\u00e1strofe Ancestral: exist\u00eancias no liberalismo tardio<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>\u00c9 aqui que come\u00e7am, de verdade, as novas hist\u00f3rias sobre o clima.\u00a0<\/p>\n<p><em>*Marcos Vin\u00edcius Almeida \u00e9 escritor, jornalista e redator. Mestre em Literatura e Cr\u00edtica Liter\u00e1ria pela PUC-SP, colaborou com a Ilustr\u00edssima da Folha de S. Paulo e \u00e9 autor do romance Pesadelo Tropical (Aboio, 2023). www.marcosviniciusalmeida.com.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>**Este \u00e9 um artigo de opini\u00e3o e n\u00e3o reflete necessariamente a linha editorial do <strong>Brasil de Fato<\/strong>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obras encenam mundos sombrios e fazem cr\u00edtica \u00e1cida \u00e0 filantropia de bilion\u00e1rios; solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 em pr\u00e1ticas coletivistas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"Default","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[560,452,2051,1517,1734,777,1720,1452,1176,1549,203,476,1464,1381,1586,1040,795,846,1099,883,1358,2159,659,2026,741,947,1067,332,1283,431,890,703,1010,303,852,1158,1699,56,273,1718,1009,136,1115,998,1772,584,960,982,1677],"class_list":["post-267738","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-agronegocio","tag-amazonia","tag-america-latina","tag-aquecimento-global","tag-beneficios","tag-brasil","tag-carro-eletrico","tag-carros","tag-casas","tag-cinema","tag-clima","tag-conflitos","tag-custo","tag-dados","tag-eletricidade","tag-empresarios","tag-energia","tag-energia-limpa","tag-estudo","tag-eua","tag-exploracao","tag-familia","tag-filhos","tag-fogo","tag-fome","tag-litio","tag-mais-pobres","tag-minas-gerais","tag-montadoras","tag-mst","tag-otimismo","tag-petroleo","tag-pobres","tag-policia","tag-producao","tag-producao-industrial","tag-professor","tag-quilombolas","tag-racismo","tag-relatorio","tag-ricos","tag-sao-paulo","tag-saude","tag-super-ricos","tag-tecnologia","tag-trabalhadores","tag-uniao","tag-uniao-europeia","tag-uso"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/267738","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=267738"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/267738\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=267738"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=267738"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=267738"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}