{"id":287932,"date":"2024-10-08T17:25:13","date_gmt":"2024-10-08T17:25:13","guid":{"rendered":"https:\/\/avozdocerrado.com\/?p=287932"},"modified":"2024-10-08T17:25:13","modified_gmt":"2024-10-08T17:25:13","slug":"o-que-permanece-atual-no-filme-noticias-de-uma-guerra-particular-25-anos-apos-a-estreia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avozdocerrado.com\/?p=287932","title":{"rendered":"O que permanece atual no filme &#8216;Not\u00edcias de uma guerra particular&#8217; 25 anos ap\u00f3s a estreia"},"content":{"rendered":"<p>Brasil de Fato<\/p>\n<p>Neste ano, o document\u00e1rio \u201cNot\u00edcias de uma Guerra Particular\u201d completa 25 anos. O filme, que se tornou refer\u00eancia no debate sobre a seguran\u00e7a p\u00fablica e os direitos humanos, retrata o ciclo da viol\u00eancia urbana no Rio de Janeiro a partir do cotidiano no Morro Dona Marta, no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e da contraposi\u00e7\u00e3o de falas de traficantes, de policiais e de moradores.<\/p>\n<p>As entrevistas descrevem um cen\u00e1rio de guerra, como o t\u00edtulo resume, mas n\u00e3o de qualquer guerra, uma distante para uma parte da popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o convive com os conflitos di\u00e1rios e que \u00e9 determinada em torno do discurso do combate ao tr\u00e1fico de drogas.\u00a0<\/p>\n<p>Em 2024, elementos do cen\u00e1rio narrado a partir das filmagens dirigidas por K\u00e1tia Lund e Jo\u00e3o Moreira Salles, n\u00e3o se restringem aos anos 1990 e permanecem atuais, na an\u00e1lise do antrop\u00f3logo e cientista pol\u00edtico Luiz Eduardo Soares, especialista em seguran\u00e7a p\u00fablica e autor de livros sobre o tema, incluindo \u201cElite da tropa\u201d, em parceria com Andr\u00e9 Batista, Rodrigo Pimentel e Claudio Ferraz, que chegou ao cinema como <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/01\/30\/estou-preparado-para-a-porrada-diz-wagner-moura-sobre-o-filme-marighella\">\u201cTropa de elite\u201d.<\/a><\/p>\n<p>&#8220;O document\u00e1rio \u00e9 magn\u00edfico n\u00e3o apenas como registro de \u00e9poca, mas porque flagra o aspecto mais importante e t\u00e3o evidente quanto oculto da situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica que ainda \u00e9 a nossa, no Rio de Janeiro: a coletiva, insana e institucionalizada compuls\u00e3o \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o expressa na &#8216;guerra \u00e0s drogas&#8217;, uma suposta pol\u00edtica de seguran\u00e7a (ou pol\u00edtica criminal) refrat\u00e1ria a qualquer avalia\u00e7\u00e3o minimamente racional&#8221;, explica em entrevista ao <strong>Brasil de Fato<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p>No entanto, atentar para a atualidade do filme n\u00e3o quer dizer afirmar que a situa\u00e7\u00e3o permanece a mesma de 25 anos atr\u00e1s. Conforme argumenta Itamar Silva, lideran\u00e7a comunit\u00e1ria do Morro Santa Marta, ativista de favela e do movimento negro h\u00e1 pelo menos quatro d\u00e9cadas, a atua\u00e7\u00e3o de for\u00e7as se complexificou com personagens mais poderosos, como os representantes das <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/03\/26\/estrutura-da-milicia-foi-montada-na-ditadura-diz-jose-claudio-souza-alves-maior-pesquisador-do-tema\">mil\u00edcias<\/a>, e a consequente intensifica\u00e7\u00e3o da disputa violenta pelo controle de territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>&#8220;Seria ingenuidade de minha parte dizer que nada mudou. Sim, mudou para pior, complexificou o quadro, ampliou as \u00e1reas e os elementos a serem combatidos e controlados. Ficou tudo mais perigoso.\u00a0 A pol\u00edtica est\u00e1 contaminada&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>Tanto Itamar quanto Luiz Eduardo participaram do debate ap\u00f3s a exibi\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio no Rio de Janeiro na \u00faltima ter\u00e7a-feira (1\u00ba), programa\u00e7\u00e3o de estr\u00e9ia do Cine Cidadania, organizado pela Universidade da Cidadania do F\u00f3rum de Ci\u00eancia e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Depois de reverem o filme, eles compartilharam suas an\u00e1lises com o <strong>Brasil de Fato<\/strong>. As entrevistas podem ser conferidas a seguir:<\/p>\n<p><strong>Brasil de Fato: O filme completou 25 anos neste ano, como uma refer\u00eancia quando se trata da discuss\u00e3o sobre seguran\u00e7a p\u00fablica. Como avalia as mudan\u00e7as ao longo dos \u00faltimos 25 anos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Luiz Eduardo Soares: <\/strong>Revendo o filme, 25 anos depois, o que mais me perturbou e comoveu foi constatar sua atualidade, a despeito das mudan\u00e7as que ocorreram na sociedade no mundo do crime. O document\u00e1rio \u00e9 magn\u00edfico n\u00e3o apenas como registro de \u00e9poca, mas porque flagra o aspecto mais importante e t\u00e3o evidente quanto oculto da situa\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica que ainda \u00e9 a nossa, no Rio de Janeiro: a coletiva, insana e institucionalizada compuls\u00e3o \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o expressa na \u201cguerra \u00e0s drogas\u201d, uma suposta pol\u00edtica de seguran\u00e7a (ou pol\u00edtica criminal) refrat\u00e1ria a qualquer avalia\u00e7\u00e3o minimamente racional.\u00a0<\/p>\n<p>Repete-se, acriticamente &#8211; por uma esp\u00e9cie de in\u00e9rcia patol\u00f3gica ou atavismo hist\u00f3rico &#8211; o que vem dando errado h\u00e1 d\u00e9cadas: invas\u00f5es b\u00e9licas a territ\u00f3rios vulner\u00e1veis, provocando a morte de suspeitos, inocentes das comunidades e policiais, sem que todos esses sacrif\u00edcios produzam qualquer resultado em benef\u00edcio da seguran\u00e7a p\u00fablica.\u00a0<\/p>\n<p>O resultado s\u00e3o trag\u00e9dias sucessivas que se acumulam, promovendo o genoc\u00eddio de jovens negros e pobres, aprofundando as desigualdades, intensificando o racismo estrutural, fertilizando as ra\u00edzes in\u00edquas do patriarcalismo, radicalizando a descren\u00e7a popular no Estado democr\u00e1tico de direito, cada vez mais distante da experi\u00eancia popular. Entre 2003 e 2023, 21.662 pessoas foram mortas por a\u00e7\u00f5es policiais no estado do Rio e menos de 10% desses casos chegaram a ser julgados.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Itamar Silva: <\/strong>A pergunta me leva a olhar para o retrovisor e identificar alguns marcos nos \u00faltimos 25 anos, principalmente nessa \u00e1rea da seguran\u00e7a p\u00fablica: as chacinas dos \u00faltimos anos, como o Massacre do Jacarezinho, com 29 pessoas mortas em maio de 2021 e os cinco jovens metralhados em Costa Barros, em novembro de 2015. Tamb\u00e9m o aumento da letalidade e da vulnerabilidade dos moradores de favelas em decorr\u00eancia de opera\u00e7\u00f5es policiais. Morre-se inclusive dentro de casa, al\u00e9m de aumentar o n\u00famero de crian\u00e7as alvejadas nestas opera\u00e7\u00f5es, como no caso do menino Jo\u00e3o Pedro baleado em S\u00e3o Gon\u00e7alo.<\/p>\n<p>Em 2008, \u00e9 verdade, houve tentativa de se criar uma pol\u00edtica de seguran\u00e7a p\u00fablica: a Unidade de Pol\u00edcia Pacificadora (UPP). Esta experi\u00eancia interrompeu, por um breve per\u00edodo, a escalada da viol\u00eancia. No entanto, em 2016, volta a escalar e evidencia a dificuldade de o Estado controlar a pol\u00edcia no estado.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 preciso levar em considera\u00e7\u00e3o a expans\u00e3o do controle territorial da mil\u00edcia. A m\u00eddia passa a noticiar o engendramento da mil\u00edcia na estrutura do Estado e seu espalhamento por todo o Estado. Aumenta o conflito direto com os grupos do tr\u00e1fico de drogas. A mil\u00edcia e o tr\u00e1fico elegem representantes nas casas legislativas: C\u00e2mara Municipal e Assembleia Legislativa. H\u00e1 uma intensifica\u00e7\u00e3o da disputa violenta pelo controle de territ\u00f3rios: mil\u00edcia versus pol\u00edcia; mil\u00edcia versus tr\u00e1fico, tr\u00e1fico versus tr\u00e1fico e pol\u00edcia atuando de maneira parcial. Neste contexto, acontece o assassinato da vereadora Marielle Franco<\/p>\n<blockquote>\n<p><em><strong>Diante deste quadro, seria ingenuidade de minha parte dizer que nada mudou.<\/strong><\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Sim, mudou para pior, complexificou o quadro, ampliou as \u00e1reas e os elementos a serem combatidos e controlados. Ficou tudo mais perigoso.\u00a0 A pol\u00edtica est\u00e1 contaminada.<\/p>\n<p><strong>Brasil de Fato: O filme retrata o ciclo da viol\u00eancia urbana no Rio de Janeiro a partir do recorte do dia a dia no Morro Dona Marta, contrapondo as falas de traficantes, de policiais e de moradores. Hoje, para produzir uma an\u00e1lise do ciclo da viol\u00eancia na cidade, um filme tamb\u00e9m teria que partir desses mesmos personagens?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Luiz Eduardo Soares:<\/strong> Hoje, poder-se-ia dizer que o elenco aumentou, h\u00e1 uma variedade maior de personagens, arenas e institui\u00e7\u00f5es diretamente envolvidas. Nos anos 90, havia o que cham\u00e1vamos \u201cpol\u00edcia mineira\u201d, embri\u00f5es das mil\u00edcias, assim como j\u00e1 estavam presentes as redes que conectavam pol\u00edticos, empreendimentos que parasitavam munic\u00edpios, segmentos policiais corruptos, tr\u00e1fico de armas e drogas, sistema penitenci\u00e1rio e socioeducativo degradado.<\/p>\n<p>Entretanto, as conex\u00f5es se complexificaram, os problemas se tornaram mais graves e o populismo conservador, que navegava nos trilhos dessa constela\u00e7\u00e3o inst\u00e1vel e perversa, encontrou condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que o cooptaram e o submeteram \u00e0 for\u00e7a ideologicamente centr\u00edpeta do neo-fascismo bolsonarista, aliado a determinadas fra\u00e7\u00f5es da religiosidade popular neo-pentecostal.\u00a0<\/p>\n<p>Portanto, \u00e9 claro que o filme, hoje, tenderia a incorporar outros protagonistas, e daria destaque a fen\u00f4menos que n\u00e3o existiam, como as redes sociais virtuais. Contudo, essencialmente, o movimento apreendido pelo document\u00e1rio permaneceria inalterado: ainda hoje padecemos da mesma compuls\u00e3o \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o: os bra\u00e7os do Estado matam negros jovens e apontam para as favelas, orientando o olhar moral coletivo, comandando o endere\u00e7amento da abje\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Itamar Silva:<\/strong> Um novo filme, hoje, tratando com honestidade e profundidade a mesma tem\u00e1tica, teria que envolver os seguintes personagens: o Estado, seu executivo e suas representa\u00e7\u00f5es; as casas legislativas: C\u00e2mara Municipal e Assembleia Legislativa, empres\u00e1rios e \u00f3rg\u00e3os de controle (por exemplo: TCE, TCM, etc); o sistema de justi\u00e7a e o movimento social, em particular, o movimento de m\u00e3es e mulheres de v\u00edtimas fatais por a\u00e7\u00e3o das pol\u00edcias.<\/p>\n<p>Seria interessante contrapor esses personagens, expondo as evid\u00eancias de rela\u00e7\u00f5es prom\u00edscuas e protecionistas, que geram mortes que n\u00e3o s\u00e3o investigadas e nem julgadas, principalmente nas \u00e1reas perif\u00e9ricas do Estado. Essa din\u00e2mica alimenta o medo na popula\u00e7\u00e3o, gerando um ambiente prop\u00edcio para a extrema direita se apresentar como salvadora da p\u00e1tria, pelo vi\u00e9s do autoritarismo e redu\u00e7\u00e3o de direitos.<\/p>\n<p><strong>Brasil de Fato:<\/strong> <strong>No document\u00e1rio, a viol\u00eancia imposta pelo conflito entre tr\u00e1fico e pol\u00edcia \u00e9 frequentemente comparada com a de um pa\u00eds em guerra civil. Qual seria a compara\u00e7\u00e3o poss\u00edvel de estabelecer hoje?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Luiz Eduardo Soares:<\/strong> H\u00e1 uma estagna\u00e7\u00e3o inclusive vocabular. O l\u00e9xico ainda \u00e9 o mesmo. Falava-se em guerra, \u00e9 tamb\u00e9m de guerra que se fala hoje. Os policiais s\u00e3o treinados e se pensam como guerreiros, combatentes. Concebem suas institui\u00e7\u00f5es como m\u00e1quinas de guerra. Os melhores profissionais s\u00e3o os que \u201cvibram\u201d, os \u201coperacionais\u201d. Favelas s\u00e3o confundidas com teatros de guerra. Mais de tr\u00eas d\u00e9cadas depois da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o cidad\u00e3, pol\u00edcias s\u00e3o definidas por oficiais como inseticidas sociais, devotadas a exterminar os \u201cinimigos internos\u201d. O suspeito continua sendo o inimigo a \u201cneutralizar\u201d. As pol\u00edcias lograram formar enclaves institucionais, refrat\u00e1rios \u00e0 autoridade pol\u00edtica, civil, republicana, e refrat\u00e1rias \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>A despeito de heterogeneidades e contradi\u00e7\u00f5es internas, as culturas corporativas hegem\u00f4nicas, nas pol\u00edcias, herdaram valores (e vis\u00f5es sobre o que devem ser as pol\u00edcias, quais suas fun\u00e7\u00f5es) dos por\u00f5es da ditadura, os quais, por sua vez, ecoavam uma hist\u00f3ria bem mais remota e sombria, remetendo \u00e0 escravid\u00e3o. O insulamento que caracteriza o enclave s\u00f3 se tornou poss\u00edvel pela cumplicidade ativa e passiva do Minist\u00e9rio P\u00fablico e da Justi\u00e7a, assim como deve sua perman\u00eancia \u00e0 solidariedade de pol\u00edticos, setores da m\u00eddia e da pr\u00f3pria sociedade.\u00a0<\/p>\n<p>Portanto, se tomarmos como refer\u00eancia a Constitui\u00e7\u00e3o, especialmente o conceito de Estado democr\u00e1tico de direito, n\u00e3o estamos imersos em uma guerra civil, mas em ambiente institucional an\u00f4malo, marcado pela dualidade entre poder e autoridade &#8211; esta deriva da soberania popular, pela media\u00e7\u00e3o do voto ou de postula\u00e7\u00f5es consagradas na Carta constitucional. Os aparatos de coer\u00e7\u00e3o (n\u00e3o s\u00f3 as pol\u00edcias, o governo Bolsonaro demonstrou que tamb\u00e9m as For\u00e7as Armadas s\u00e3o enclaves refrat\u00e1rios \u00e0 autoridade civil), que sustentam, em \u00faltima inst\u00e2ncia, a convers\u00e3o da autoridade em poder, na medida em que se autonomizaram, criaram uma brecha, injetando incerteza e gerando fragilidade na autoridade e em suas fontes.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p><em><strong>N\u00e3o h\u00e1 guerra, mas tampouco existe Estado democr\u00e1tico de direito.<\/strong><\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Dada a natureza fraturada das matrizes institucionais: de um lado, a for\u00e7a; de outro, a autoridade. A tend\u00eancia \u00e9 que a primeira devore a segunda, gradual ou abruptamente. Por ora, matando jovens negros; um dia, talvez, esmagando a democracia &#8211; ou o que dela restar.<\/p>\n<p><strong>Itamar Silva:<\/strong> No Rio de Janeiro se banalizou chamar os conflitos armados, envolvendo pol\u00edcia, mil\u00edcia e tr\u00e1fico, de guerra. Me causa um certo inc\u00f4modo porque esse jarg\u00e3o serve para desresponsabilizar o Estado pelas mortes ocorridas e, tamb\u00e9m, serve para as pol\u00edcias justificarem as execu\u00e7\u00f5es sum\u00e1rias e os recorrentes desrespeito aos direitos humanos. A guerra permite suspender os direitos civis e ningu\u00e9m \u00e9 responsabilizado.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elementos e personagens do cen\u00e1rio narrado a partir das filmagens n\u00e3o se restringem aos anos 1990<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"Default","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[1255,299,2123,1879,226,35,777,2128,1176,369,1549,476,1359,259,1508,403,477,1749,1040,1179,1921,373,1493,1604,507,1188,1806,1267,370,282,1212,265,709,447,556,1010,303,1196,1640,273,2198,748,268,1983,848,298,457],"class_list":["post-287932","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-acoes","tag-assassinato","tag-aumento","tag-beneficio","tag-bolsonarista","tag-bolsonaro","tag-brasil","tag-camara","tag-casas","tag-ciencia","tag-cinema","tag-conflitos","tag-costa","tag-cultura","tag-debate","tag-democracia","tag-documentario","tag-empreendimentos","tag-empresarios","tag-entrevista","tag-expansao","tag-forcas-armadas","tag-governo","tag-ia","tag-institucional","tag-jovens","tag-justica","tag-maio","tag-milicia","tag-morte","tag-mudancas","tag-mulheres","tag-municipios","tag-negros","tag-noticias","tag-pobres","tag-policia","tag-presentes","tag-programacao","tag-racismo","tag-reducao","tag-rio","tag-rio-de-janeiro","tag-seguranca","tag-soberania","tag-suspeitos","tag-trafico-de-drogas"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/287932","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=287932"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/287932\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=287932"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=287932"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=287932"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}