{"id":290989,"date":"2024-10-10T20:30:06","date_gmt":"2024-10-10T20:30:06","guid":{"rendered":"https:\/\/avozdocerrado.com\/?p=290989"},"modified":"2024-10-10T20:30:06","modified_gmt":"2024-10-10T20:30:06","slug":"paraiba-confirma-casos-de-febre-oropouche-e-secretaria-de-saude-reforca-cuidados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avozdocerrado.com\/?p=290989","title":{"rendered":"Para\u00edba confirma casos de febre oropouche e Secretaria de Sa\u00fade refor\u00e7a cuidados"},"content":{"rendered":"<p>Brasil de Fato<\/p>\n<p>A Secretaria de Estado da Sa\u00fade (SES) da Para\u00edba confirmou, na \u00faltima quarta-feira (9), os dois primeiros casos aut\u00f3ctones de febre oropouche, uma arbovirose transmitida pelo mosquito maruim (Culicoides paraensis). O agravo causa sintomas semelhantes a outras doen\u00e7as, como dengue e chikungunya, o que demanda aten\u00e7\u00e3o redobrada na identifica\u00e7\u00e3o precoce e controle. Este \u00e9 o primeiro registro da circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no estado, o que acende um alerta para os profissionais de sa\u00fade e para a popula\u00e7\u00e3o em geral.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Casos confirmados<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com informa\u00e7\u00f5es divulgadas pela Ger\u00eancia Executiva de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade, os dois primeiros casos ocorreram em um homem de 42 anos, residente em Campina Grande, e em uma mulher de 41 anos, moradora do munic\u00edpio de Alagoa Nova. Ambos apresentaram sintomas como febre alta (acima de 39\u00baC), dores no corpo, cefaleia intensa, e, no caso do homem, n\u00e1useas e dores abdominais.<\/p>\n<p>O homem come\u00e7ou a manifestar os sintomas no dia 1\u00ba de outubro e foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Campina Grande. Ap\u00f3s receber cuidados m\u00e9dicos, ele permanece com cefaleia e n\u00e1useas, mas est\u00e1 sendo monitorado pela Secretaria Municipal de Sa\u00fade. J\u00e1 a mulher de Alagoa Nova, que n\u00e3o est\u00e1 gestante, tamb\u00e9m iniciou os sintomas em 1\u00ba de outubro. Ela foi atendida na Unidade de Sa\u00fade da Fam\u00edlia do munic\u00edpio e, ap\u00f3s a evolu\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel de seu quadro, encontra-se sem sintomas, mas continua sob acompanhamento.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Reuni\u00e3o com gestores municipais<\/strong><\/p>\n<p>Diante dos primeiros casos da doen\u00e7a no estado, o secret\u00e1rio de Estado da Sa\u00fade, Ari Reis, reuniu-se na manh\u00e3 desta quarta-feira com os secret\u00e1rios municipais de sa\u00fade da Para\u00edba, durante o encontro da Comiss\u00e3o de Intergestores Bipartite (CIB). Na ocasi\u00e3o, foi discutida a import\u00e2ncia do fortalecimento das a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o, controle e tratamento da febre oropouche nos munic\u00edpios, sobretudo diante da semelhan\u00e7a de sintomas com outras arboviroses.<\/p>\n<p>\u201cO apoio da SES aos munic\u00edpios ser\u00e1 cont\u00ednuo, garantindo o suporte necess\u00e1rio na rede de urg\u00eancia e emerg\u00eancia. Estamos monitorando ativamente os casos e capacitando as equipes de sa\u00fade para atuar conforme os protocolos estabelecidos. A vigil\u00e2ncia ativa em todo o estado \u00e9 uma prioridade para contermos a dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e lidarmos com os cen\u00e1rios epidemiol\u00f3gicos que possam surgir\u201d, declarou Ari Reis.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Preven\u00e7\u00e3o e controle<\/strong><\/p>\n<p>Carla Jaciara, respons\u00e1vel t\u00e9cnica pelas arboviroses da SES, refor\u00e7ou a necessidade de intensificar os cuidados de preven\u00e7\u00e3o, especialmente em \u00e1reas onde j\u00e1 h\u00e1 registro de casos. \u201cA febre oropouche \u00e9 uma doen\u00e7a que pode ser confundida com dengue ou chikungunya, por isso, \u00e9 essencial procurar atendimento m\u00e9dico logo nos primeiros dias ap\u00f3s o surgimento dos sintomas para que seja feita a coleta de amostras de forma adequada e oportuna\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Carla destacou que as amostras dos pacientes s\u00e3o encaminhadas para o Laborat\u00f3rio Central de Sa\u00fade P\u00fablica da Para\u00edba (Lacen-PB), que \u00e9 a refer\u00eancia no diagn\u00f3stico da doen\u00e7a no estado. Ela tamb\u00e9m refor\u00e7ou que a popula\u00e7\u00e3o deve evitar circular em \u00e1reas com casos confirmados, usar repelentes, especialmente no caso de gestantes, e vestir roupas que protejam as \u00e1reas do corpo expostas ao mosquito transmissor.<\/p>\n<p>Entre as medidas de preven\u00e7\u00e3o recomendadas pela SES est\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211; Limpar terrenos e locais onde haja cria\u00e7\u00e3o de animais, j\u00e1 que o mosquito maruim se prolifera em ambientes com mat\u00e9ria org\u00e2nica em decomposi\u00e7\u00e3o;<br \/>\n&#8211; Recolher folhas e frutos que caem no solo, pois podem servir de criadouros para o vetor;<br \/>\n&#8211; Instalar telas de malha fina em portas e janelas para impedir a entrada do mosquito em ambientes fechados;<br \/>\n&#8211; Eliminar focos de \u00e1gua parada, que tamb\u00e9m podem favorecer a prolifera\u00e7\u00e3o do maruim,\u00a0<br \/>\n&#8211; Evitar exposi\u00e7\u00e3o nos hor\u00e1rios de pico de atividade do mosquito, que costuma ser ao final da tarde.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Semelhan\u00e7a com outras arboviroses<\/strong><\/p>\n<p>A febre oropouche, assim como outras arboviroses, tem um quadro cl\u00ednico que pode incluir febre alta, dores musculares e nas articula\u00e7\u00f5es, manchas vermelhas na pele, dor de cabe\u00e7a ou atr\u00e1s dos olhos, n\u00e1usea, v\u00f4mitos, diarreia e dor abdominal. Em casos mais graves, a doen\u00e7a pode evoluir com press\u00e3o baixa, sangramentos espont\u00e2neos, diminui\u00e7\u00e3o da urina, extremidades frias e at\u00e9 confus\u00e3o mental.<\/p>\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o das autoridades de sa\u00fade \u00e9 que pessoas que apresentem esses sintomas procurem atendimento m\u00e9dico imediatamente e evitem automedica\u00e7\u00e3o, que pode mascarar os sintomas e agravar o quadro cl\u00ednico. Carla Jaciara destacou que gestantes, crian\u00e7as menores de dois anos, idosos acima de 65 anos e pessoas com doen\u00e7as cr\u00f4nicas t\u00eam maior risco de complica\u00e7\u00f5es e, por isso, devem redobrar os cuidados.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Transmiss\u00e3o e hist\u00f3rico da doen\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>A febre oropouche \u00e9 uma doen\u00e7a viral que j\u00e1 foi registrada em diferentes regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia, al\u00e9m de outros estados do Nordeste. A doen\u00e7a \u00e9 transmitida pela picada do mosquito maruim, que se prolifera em \u00e1reas rurais e urbanas, especialmente em ambientes \u00famidos e com mat\u00e9ria org\u00e2nica em decomposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os primeiros registros da doen\u00e7a datam da d\u00e9cada de 1960, com surtos espor\u00e1dicos em regi\u00f5es do Brasil e outros pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul. Embora a febre seja uma doen\u00e7a que, na maioria dos casos, apresenta sintomas leves a moderados, a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica \u00e9 essencial para evitar surtos em regi\u00f5es onde o v\u00edrus ainda n\u00e3o circulava, como \u00e9 o caso da Para\u00edba.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Medidas estaduais e vigil\u00e2ncia<\/strong><\/p>\n<p>A Secretaria de Estado da Sa\u00fade refor\u00e7ou que a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica est\u00e1 sendo intensificada em todos os munic\u00edpios paraibanos, com foco na identifica\u00e7\u00e3o precoce de novos casos e na implementa\u00e7\u00e3o de medidas de controle.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a SES est\u00e1 realizando capacita\u00e7\u00f5es com os profissionais de sa\u00fade, incluindo m\u00e9dicos, enfermeiros e agentes de vigil\u00e2ncia, para identificar a doen\u00e7a e adotar os protocolos necess\u00e1rios para diagn\u00f3stico e tratamento.<\/p>\n<p>A secretaria tamb\u00e9m informou que est\u00e1 em contato constante com as equipes de vigil\u00e2ncia de outros estados para acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o dos casos de febre oropouche no pa\u00eds e adaptar as medidas de controle conforme as atualiza\u00e7\u00f5es dos cen\u00e1rios epidemiol\u00f3gicos.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Recomenda\u00e7\u00f5es \u00e0 popula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A SES recomenda que a popula\u00e7\u00e3o siga as orienta\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e controle, evitando a exposi\u00e7\u00e3o ao mosquito transmissor e eliminando poss\u00edveis criadouros. O uso de repelentes \u00e9 uma das principais formas de prote\u00e7\u00e3o, especialmente para gestantes e pessoas com maior vulnerabilidade.<\/p>\n<p>A secretaria tamb\u00e9m alerta que, em caso de sintomas, a popula\u00e7\u00e3o deve procurar as unidades de sa\u00fade e evitar o uso de medicamentos sem orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. &#8220;O combate \u00e0 febre oropouche depende de uma a\u00e7\u00e3o conjunta entre poder p\u00fablico e sociedade. Precisamos que todos estejam atentos \u00e0s medidas preventivas para que possamos evitar novos casos e controlar a dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a&#8221;, concluiu Carla Jaciara.<\/p>\n<p>O alerta da SES coincide com a conscientiza\u00e7\u00e3o global sobre as doen\u00e7as transmitidas por mosquitos. De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), o mosquito \u00e9 o animal que mais mata no mundo, sendo respons\u00e1vel por doen\u00e7as como mal\u00e1ria, dengue, zika, febre amarela e, agora, a febre oropouche.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Infectados foram um homem de 42 anos, de Campina Grande, e uma mulher de 41 anos, de Alagoa Nova<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"Default","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[1255,452,777,1197,710,1005,961,2159,255,2160,658,292,2202,711,384,709,966,1115,1677],"class_list":["post-290989","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-acoes","tag-amazonia","tag-brasil","tag-cuidados","tag-emergencia","tag-encontro","tag-estados","tag-familia","tag-geral","tag-gestante","tag-gestantes","tag-laboratorio","tag-malha-fina","tag-medicamentos","tag-mulher","tag-municipios","tag-reuniao","tag-saude","tag-uso"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/290989","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=290989"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/290989\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=290989"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=290989"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=290989"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}