{"id":312427,"date":"2024-10-25T18:22:20","date_gmt":"2024-10-25T18:22:20","guid":{"rendered":"http:\/\/avozdocerrado.com\/?p=312427"},"modified":"2024-10-25T18:22:20","modified_gmt":"2024-10-25T18:22:20","slug":"e-preciso-denunciar-a-cooptacao-da-defesa-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avozdocerrado.com\/?p=312427","title":{"rendered":"\u00c9 preciso denunciar a coopta\u00e7\u00e3o da Defesa nacional"},"content":{"rendered":"<p>Brasil de Fato<\/p>\n<p><em>\u201cO mundo caminha para a guerra generalizada e o Brasil n\u00e3o ser\u00e1 poupado. Os generais n\u00e3o podem contraditar a pol\u00edtica externa brasileira\u201d. (Manuel Domingos Neto, autor de O que fazer com o militar: anota\u00e7\u00f5es para uma nova defesa nacional. Gabinete de Leitura, 2023)<\/em><br \/>\n\u00a0<\/p>\n<p>Os anseios por uma pol\u00edtica externa pr\u00f3pria, ent\u00e3o simplesmente voltada a proteger o pa\u00eds da preemin\u00eancia europeia (Fran\u00e7a e destacadamente o imp\u00e9rio brit\u00e2nico), remontam ao Segundo Imp\u00e9rio, e o ponto de refer\u00eancia \u00e9 D. Pedro defendendo, nos idos de 1862, a \u201cnecessidade de uma pol\u00edtica pr\u00f3pria\u201d.<\/p>\n<p>Mas, j\u00e1 nos pr\u00f3dromos da independ\u00eancia, o esp\u00edrito de autodetermina\u00e7\u00e3o aparece em correspond\u00eancia de Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, em julho de 1822. Dirigindo-se ao c\u00f4nsul estadunidense, o Patriarca diria: \u201c(&#8230;) o Brasil \u00e9 uma Na\u00e7\u00e3o e como tal ocupar\u00e1 seu posto sem ter que esperar ou solicitar o reconhecimento das demais Pot\u00eancias. A elas se enviar\u00e3o agentes diplom\u00e1ticos ou Ministros. As que nos recebam nessa base e nos tratem de Na\u00e7\u00e3o a Na\u00e7\u00e3o continuar\u00e3o sendo admitidas nos nossos portos e favorecidas em seu com\u00e9rcio. As que se neguem ser\u00e3o exclu\u00eddas dele\u201d.<\/p>\n<p>O car\u00e1ter geral da pol\u00edtica nos dois imp\u00e9rios ser\u00e1 a autodefesa. O primeiro, quando ainda ardiam as chagas abertas pela prepot\u00eancia inglesa, procurava escapar ao cerco das pot\u00eancias coloniais europeias e, ao mesmo tempo, preservar a integridade territorial (a grande obra da Reg\u00eancia), a unidade pol\u00edtica e, por \u00f3bvio, a Monarquia. No segundo, o objetivo era preservar a unidade pol\u00edtica. Demoraria, pois, a alian\u00e7a com os EUA republicanos, que Joaquim Nabuco (A interven\u00e7\u00e3o estrangeira durante a revolta de 1893, editado em 1896) reclamava, e Rio Branco levar\u00e1 a cabo em sua longa carreira de dez anos como chanceler. O futuro embaixador em Washington (1905-1910) enxergava os EUA como modelo a ser seguido e defendia uma pol\u00edtica de alinhamento estrat\u00e9gico (a partir da Guerra Fria, veremos, os militares passaram a entender \u201calinhamento estrat\u00e9gico\u201d como sin\u00f4nimo de \u201calinhamento autom\u00e1tico\u201d). Reinava naqueles anos a Doutrina Monroe e, na sequ\u00eancia das preocupa\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo anterior, procurava-se, mais uma vez, fugir da coer\u00e7\u00e3o europeia. Desta feita, o escudo seriam os EUA, como antes, no processo da independ\u00eancia, havia sido o imp\u00e9rio brit\u00e2nico, com os custos conhecidos.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed conta-se a crescente influ\u00eancia do Grande Irm\u00e3o do Norte, relegando a segundo plano, primeiramente, os resqu\u00edcios da influ\u00eancia francesa, para, enfim, substituir o imp\u00e9rio ingl\u00eas como for\u00e7a dominante, tanto pol\u00edtica quanto econ\u00f4mica. As rela\u00e7\u00f5es estreitas entre economias e for\u00e7as armadas assim\u00e9tricas, todavia, implicariam a depend\u00eancia pol\u00edtica do lado mais fraco.<\/p>\n<p>\u00c9 da regra.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a primeira fase da rep\u00fablica agr\u00e1ria, que se instalara sob o cons\u00f3rcio de paulistas e mineiros. N\u00e3o podia haver contradi\u00e7\u00f5es entre as duas economias, j\u00e1 ent\u00e3o t\u00e3o d\u00edspares, e depend\u00edamos das importa\u00e7\u00f5es norte-americanas de caf\u00e9, respons\u00e1veis por cerca de 70% da balan\u00e7a comercial brasileira. Alguma contradi\u00e7\u00e3o surgiria no p\u00f3s-1930, mais acentuadamente no Estado Novo, quando o Brasil inicia seu retardado processo de moderniza\u00e7\u00e3o, no esfor\u00e7o por amenizar as penas de uma inser\u00e7\u00e3o atrasada no capitalismo, e ent\u00e3o cogita projetos de infraestrutura e industrializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Surgem ent\u00e3o no cen\u00e1rio comercial internacional novos atores, econ\u00f4micos e militares, como a Alemanha e a It\u00e1lia. \u00c9 desse tempo a contund\u00eancia da II Guerra Mundial e a presen\u00e7a brasileira no conflito, mediada pelas negocia\u00e7\u00f5es de Get\u00falio Vargas com Franklin Roosevelt, que resultaram no financiamento de Volta Redonda, e, com a siderurgia, as possibilidades \u2013 enfim! \u2013 de alguma industrializa\u00e7\u00e3o. O quadro muda com a queda do regime do Estado Novo, em 1945, inevit\u00e1vel ap\u00f3s a politiza\u00e7\u00e3o de nossas tropas, formadas, profissional e ideologicamente, pelos valores e interesses estrat\u00e9gicos dos EUA.<\/p>\n<p>A For\u00e7a Expedicion\u00e1ria Brasileira \u00e9 treinada, equipada e transportada pelos EUA, que ainda lhe forneceram armamentos, uniformes e ve\u00edculos, embalando as t\u00e1ticas e doutrinas militares. Em 1946, em plena Guerra Fria (cujos princ\u00edpios e objetivos norteariam a pol\u00edtica ocidental at\u00e9 a debacle da URSS, que se prorroga hoje por outros meios), e para atender \u00e0s estrat\u00e9gias da grande pot\u00eancia, \u00e9 fundada a Escola das Am\u00e9ricas, dedicada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de oficiais latino-americanos.<\/p>\n<p>Data desse entrecho a Doutrina de Seguran\u00e7a Nacional, formulada pelo Pent\u00e1gono, mediante a qual as for\u00e7as armadas do continente, incluindo as do Estado brasileiro, se despem das miss\u00f5es de <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/11\/06\/o-desafio-de-reverter-o-desmonte-da-soberania-nacional\">seguran\u00e7a nacional <\/a>para se dedicarem \u00e0 repress\u00e3o interna. Em 1947 o Brasil adere ao Tratado de Assist\u00eancia Rec\u00edproca (TAR), pacto de defesa m\u00fatua do continente a que se deve o virtual controle dos EUA sobre as for\u00e7as armadas dos pa\u00edses aderentes. Talvez possamos dizer que o fecho dessa pol\u00edtica de verdadeiro garrote pol\u00edtico-estrat\u00e9gico chega em 1949, com a cria\u00e7\u00e3o da Escola Superior de Guerra (ESG), inspirada no National War College, com o declarado objetivo de formar civis e militares em temas de defesa. Seu principal instrutor foi o general Walter Bedell Smith, diretor da CIA. O primeiro comandante foi o general Cordeiro de Farias, sucedido pelo general Odylio Denys.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica externa independente, que vinha dos<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2024\/03\/13\/ha-60-anos-jango-fazia-seu-historico-comicio-na-central-do-brasil\"> presidentes J\u00e2nio Quadros e Jo\u00e3o Goulart<\/a>, formulada por Afonso Arinos e San Tiago Dantas, \u00e9 jogada na lata do lixo pelo regime militar e transita da \u201cinterdepend\u00eancia\u201d, proclamada pelo primeiro ditador, marechal Castello Branco (discurso no Itamaraty), para a subservi\u00eancia mais abjeta a que se presta o embaixador enviado a Washington (julho de 1964), o general Juraci Magalh\u00e3es, a quem a hist\u00f3ria deve esta p\u00e9rola de desfa\u00e7atez: \u201cO que \u00e9 bom para os Estados Unidos \u00e9 bom para o Brasil\u201d (v. jornais da \u00e9poca e Nelson Werneck Sodr\u00e9). O general-embaixador permaneceria no cargo at\u00e9 1965, quando, certamente em reconhecimento dos bons servi\u00e7os prestados, foi chamado de volta ao pa\u00eds e nomeado <a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/11\/06\/o-desafio-de-reverter-o-desmonte-da-soberania-nacional\">ministro da Rela\u00e7\u00f5es Exteriore<\/a>s, cargo que exerce at\u00e9 1966.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria e biografias conhecidas que ajudam a desenhar o pano de fundo dos dias presentes.<\/p>\n<p>Como lecionava o Conselheiro Ac\u00e1cio, as consequ\u00eancias viriam depois, e entre elas se contam a resist\u00eancia larvar \u00e0 autonomia nacional. Da\u00ed o combate (elemento unificador da direita) a qualquer projeto de pol\u00edtica externa independente, vista como puro antiamericanismo, ou urdidura de um comunismo que s\u00f3 se preserva na mente de espertalh\u00f5es e golpistas. Essa falsa compreens\u00e3o da realidade foi um dos estratagemas da direita para unir a c\u00fapula da caserna no golpe contra o presidente Jo\u00e3o Goulart. Por a\u00ed tamb\u00e9m se explica o golpe de 2016 e o apoio de militares de alto coturno \u00e0 aventura protofascista liderada pelo capit\u00e3o Bolsonaro, como tamb\u00e9m a intentona de janeiro de 2023. E isso explica os dias de hoje, quando Jos\u00e9 M\u00facio Monteiro Filho pode ser ministro da Defesa contestando a pol\u00edtica externa do presidente Lula \u2013 que se orgulha, com todo o direito, de haver retomado, desde seu primeiro governo, a tradi\u00e7\u00e3o progressista de pol\u00edticas externas independentes, revigorada agora, neste terceiro mandato.<\/p>\n<p>O ainda ministro faz-se porta-voz do atraso secular que nos governa, representando a alian\u00e7a de uma burguesia financeira vinculada ao capital internacional, de um lado, e de outro a depend\u00eancia ideol\u00f3gica das c\u00fapulas militares, que pensam o pa\u00eds a partir da vis\u00e3o que lhes transmite o mainstream, que fala a partir de Washington. O que se pode chamar de cisma viceja na aus\u00eancia do debate pol\u00edtico, a que se nega o governo de origem popular, talvez pela dificuldade de apresentar, com cabe\u00e7a, tronco e membros, seu projeto pol\u00edtico. Afinal, que pa\u00eds estamos empenhados em construir? O m\u00ednimo de discuss\u00e3o se encerra nos temas ditados pelo grande capital.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma das falhas que atingem o cerne da ainda sobrevivente pol\u00edtica externa independente, ensejando entrevistas de encomenda como a do atual ministro da Defesa: a recusa de di\u00e1logo com a sociedade e a aus\u00eancia de discurso articulado de seu principal respons\u00e1vel e condutor, o presidente da Rep\u00fablica. As entrevistas e declara\u00e7\u00f5es n\u00e3o t\u00eam contribu\u00eddo para deixar claro nosso projeto.<\/p>\n<p>O cisma aberto pelo ministro da Defesa, imprudente no intuito de jogar supostos interesses de seguran\u00e7a nacional contra uma pol\u00edtica externa comprometida na defesa dos interesses do pa\u00eds \u2013 a\u00e7ulando o chorume dos por\u00f5es da ditadura, em momento dos mais graves do pa\u00eds e do mundo, em meio a uma guerra sem defini\u00e7\u00e3o de fronteiras e desdobramentos \u2013, carece da palavra do real respons\u00e1vel pela pol\u00edtica externa do pa\u00eds, o presidente da rep\u00fablica, democrata e pacifista sem ja\u00e7a. A declarada amizade do presidente com o ministro n\u00e3o \u00e9 suficiente quando se trata de p\u00f4r \u00e0s claras uma quest\u00e3o de Estado, embora sugira desagrad\u00e1vel abono \u00e0s cr\u00edticas injustificadas, que visam simplesmente a apresentar a pol\u00edtica militar &#8211;que n\u00e3o \u00e9 necessariamente a pol\u00edtica de Defesa de que carecemos &#8211;, como norteadora de nossa pol\u00edtica externa. Consabidamente, a ordem \u00e9 a inversa, e n\u00e3o \u00e9 preciso ler Maquiavel para sab\u00ea-lo.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria \u00e9 movimento e est\u00e1 sempre a pregar sustos \u00e0queles que descuidam do processo social.<\/p>\n<p>Em 1966, nos primeiros anos da \u00faltima ditadura, e a ela se referindo, escrevia Jos\u00e9 Hon\u00f3rio Rodrigues, historiador, e um dos principais pensadores brasileiros da pol\u00edtica externa independente, cujos fundamentos doutrin\u00e1rios ajudara a construir, ao lado de Afonso Arinos, San Tiago Dantas, Celso Furtado e H\u00e9lio Jaguaribe (a que se juntariam, na boa era lulista, Celso Amorim, Marco Aur\u00e9lio Garcia e Samuel Pinheiro Guimar\u00e3es):<\/p>\n<p>\u201cA atual e catastr\u00f3fica desintegra\u00e7\u00e3o do sistema democr\u00e1tico brasileiro e das liberdades e garantias individuais resulta da vitalidade do militarismo. \u00c9 o fruto da infiltra\u00e7\u00e3o de ideias difundidas pelo Pent\u00e1gono na elite militar dos pa\u00edses subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. As ideias de seguran\u00e7a em primeiro lugar, da grande subvers\u00e3o, da agress\u00e3o interna, transformaram a consci\u00eancia de certos grupos militares\u201d.<\/p>\n<p>Texto de lament\u00e1vel atualidade, passados 58 anos de lutas e vit\u00f3rias frustradas.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>A Faria Lima tem raz\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s o pronunciamento das urnas, no 1\u00ba turno das elei\u00e7\u00f5es municipais, pondo a nu, para al\u00e9m dos n\u00fameros assustadores, o f\u00f4lego e o avan\u00e7o das direitas brasileiras (a protofascista e a amiga da trafic\u00e2ncia), uma boa gama de pr\u00f3ceres petistas veio a p\u00fablico. \u00c0s an\u00e1lises seguiram-se as cobran\u00e7as de \u201cajuste de rota\u201d. Em comum, o reconhecimento do \u201cdesempenho decepcionante\u201d da maior legenda da socialdemocracia brasileira, e o diagn\u00f3stico da necessidade de uma reconex\u00e3o do Partido \u2013 como da esquerda em geral \u2013 com a juventude, com os trabalhadores, com a periferia dos grandes centros. A resposta veio r\u00e1pida. Aparentemente estimulado por seu ministro da fazenda, Lula recebeu na \u00faltima quarta-feira (16\/10) os maiores banqueiros do pa\u00eds, em encontro in\u00e9dito neste mandato, para ouvir-lhes as queixas e cobran\u00e7as. Na mesma data, os jornal\u00f5es expunham um esbo\u00e7o do pacote de medidas que a dupla Tebet-Haddad deve propor ao presidente, passado o 2\u00ba turno. Pelo que foi dado a conhecer, a pauta dever\u00e1 debitar \u00e0 conta dos mais pobres (at\u00e9 mesmo dos que dependem do Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada!) o pre\u00e7o do ajuste imposto pelo \u201carcabou\u00e7o fiscal\u201d, elevado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de dogma sagrado pelo mercado financeiro e o neoliberalismo anacr\u00f4nico. Especula-se a probabilidade de ataques aos reajustes do sal\u00e1rio m\u00ednimo, \u00e0 previd\u00eancia social e, at\u00e9 mesmo, de uma tunga na multa do FGTS. Em entrevista \u00e0 jornalista M\u00f4nica Bergamo (FSP), o ministro Haddad, antes mesmo do encontro do presidente com a nata da Faria Lima, expressara seu inc\u00f4modo com a eleva\u00e7\u00e3o dos gastos sociais, quando reiterou seu compromisso com a \u201causteridade\u201d exigida pela classe dominante.<\/p>\n<p>\u00c9, claro, trata-se de uma estrat\u00e9gia poss\u00edvel, embora muito nos lembre as li\u00e7\u00f5es da escola de Chicago. Resta saber o que diremos amanh\u00e3, se a economia n\u00e3o responder e a popula\u00e7\u00e3o, empobrecida, n\u00e3o entender nossa reviravolta. Diremos, ent\u00e3o, que est\u00e1vamos \u201cdo lado certo da Hist\u00f3ria\u201d? Que essa era a \u00fanica via para conter o avan\u00e7o do neofascismo?<\/p>\n<p><em>*Roberto Amaral foi presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e ministro da Ci\u00eancia e Tecnologia do governo Lula. \u00c9 autor do livro Hist\u00f3ria do presente \u2013 concilia\u00e7\u00e3o, desigualdade e desafios (Editora Express\u00e3o Popular e Books Kindle).<\/em><\/p>\n<p><em>**Com a colabora\u00e7\u00e3o de Pedro Amaral.<\/p>\n<p>*** Este \u00e9 um artigo de opini\u00e3o. A vis\u00e3o do autor n\u00e3o necessariamente expressa a linha editorial do <strong>Brasil de Fato.<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria \u00e9 movimento e est\u00e1 sempre a pregar sustos \u00e0queles que descuidam do processo social<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"Default","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[944,1503,821,1879,35,777,369,562,2165,1644,1508,682,847,2223,1510,531,739,1819,1005,1179,961,778,883,733,1386,373,2041,255,1762,2292,1493,663,830,1966,999,78,1951,1187,27,1067,1632,555,374,1716,801,1599,802,2336,1010,1712,2003,586,1196,1244,921,1731,808,1042,1953,814,1694,748,1013,827,1983,605,1285,1491,1772,584,853,2326],"class_list":["post-312427","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-abono","tag-arcabouco-fiscal","tag-balanca-comercial","tag-beneficio","tag-bolsonaro","tag-brasil","tag-ciencia","tag-comercio","tag-criticas","tag-custos","tag-debate","tag-declaracoes","tag-defesa-nacional","tag-desafios","tag-desenvolvimento","tag-economia","tag-editora-expressao-popular","tag-eleicoes","tag-encontro","tag-entrevista","tag-estados","tag-estados-unidos","tag-eua","tag-fgts","tag-financiamento","tag-forcas-armadas","tag-gastos","tag-geral","tag-golpe","tag-golpistas","tag-governo","tag-haddad","tag-importacoes","tag-infraestrutura","tag-intervencao","tag-italia","tag-julho","tag-juventude","tag-lula","tag-mais-pobres","tag-mercado","tag-mercado-financeiro","tag-militares","tag-ministro","tag-ministro-da-fazenda","tag-modernizacao","tag-pacto","tag-plano","tag-pobres","tag-politica-externa","tag-portos","tag-preco","tag-presentes","tag-presidente","tag-presidente-lula","tag-previdencia","tag-previdencia-social","tag-projeto","tag-projetos","tag-queda","tag-real","tag-rio","tag-salario","tag-salario-minimo","tag-seguranca","tag-servicos","tag-siderurgia","tag-tebet","tag-tecnologia","tag-trabalhadores","tag-veiculos","tag-washington"],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/312427","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=312427"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/312427\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=312427"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=312427"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avozdocerrado.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=312427"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}