Extrema direita fez a extrema pobreza aumentar na Itália
O Instituto Italiano de Estatística (Istat) divulgou recentemente seu relatório sobre a pobreza na Itália em 2022, durante o primeiro ano do governo de coalizão de direita e extrema-direita liderado por Giorgia Meloni. Os números revelados referentes à pobreza absoluta são alarmantes. Vale ressaltar que o rendimento de cidadania, um tipo de auxílio financeiro social, será abolido a partir de 2024, o que torna a situação ainda mais preocupante.
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5,6 milhões de italianos vivendo em extrema pobreza, segundo relatório do Instituto Nacional de Estatística
Um relatório recente divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística da Itália revelou que 5,6 milhões de pessoas no país estão vivendo em condições de extrema pobreza, o que significa que elas não conseguem suprir suas necessidades básicas. Entre essas pessoas, 1,27 milhão são menores de idade. Isso corresponde a 9,6% da população italiana. De acordo com o relatório, houve um aumento de 5% em relação ao ano anterior.
A região mais afetada pela pobreza absoluta é o sul do país, que já enfrenta dificuldades econômicas. Além disso, imigrantes, jovens em busca de emprego e famílias com mais de 65 anos são os mais atingidos.
Um dos principais fatores que contribuíram para o agravamento da pobreza foi a alta inflação, que reduziu drasticamente o poder de compra. A dificuldade em encontrar empregos estáveis e o baixo nível de escolaridade também desempenham um papel nessa questão. Apenas cerca de 30% dos italianos entre 25 e 34 anos possuem pelo menos um diploma universitário, em comparação com a média europeia de 46%. Além disso, os altos custos de aluguel e o aumento nos preços de energia também contribuíram para a situação.
O governo liderado por Giorgia Meloni destaca a importância de ajudar as famílias com crianças, mas ainda não está claro se as novas medidas planejadas para 2024 serão capazes de aliviar a pobreza. O orçamento financeiro para 2024 ainda não foi adotado pelo Parlamento.
Um benefício social conhecido como “renda da cidadania”, que atuou como uma rede de segurança para quase 4 milhões de pessoas, será definitivamente eliminado em 1º de janeiro de 2024. No entanto, o novo subsídio planejado, chamado de “verificação de inclusão”, terá um alcance e duração muito mais limitados. Esses sinais levantam preocupações sobre o caminho que a Itália está seguindo em direção a um desenvolvimento mais equitativo e sustentável.
*Com informações da Rádio França Internacional